Casa Nóticias González não vai comparecer em audiência convocada pelo Supremo da Venezuela: “Situação de total indefesa” – Paulo Figueiredo

González não vai comparecer em audiência convocada pelo Supremo da Venezuela: “Situação de total indefesa” – Paulo Figueiredo

por admin
0 comentário


Foto - Ariana Cubillos

O opositor Edmundo González Urrutia anunciou que não irá comparecer a uma audiência convocada pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela nesta quarta-feira (7).

González foi convocado nesta terça-feira (6) para comparecer no começo da tarde desta quarta-feira à Sala Eleitoral do TSJ, onde deveria participar de uma audiência para qual também foram convocados os opositores Manuel Rosales, José Luis Cartaya e Simón Calzadilla. Além deles, o TSJ também convocou todos os outros indivíduos que concorreram à presidência para participarem da audiência em datas diferentes.

O objetivo das audiências, segundo o TSJ, é realizar uma “auditoria” das eleições presidenciais realizadas no dia 28 de julho e certificar os resultados divulgados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), órgão que é controlado pelo chavismo. O CNE já declarou o ditador Nicolás Maduro como o vencedor deste pleito, mesmo sem divulgar as atas eleitorais.

A presidente do TSJ, a chavista Caryslia Rodríguez, afirmou que os ex-candidatos deverão tratar pessoalmente deste assunto, e confirmou que o não comparecimento “implicará as consequências previstas no ordenamento jurídico”, sem especificar quais.

Em um comunicado publicado em suas redes sociais nesta quarta-feira, González criticou o processo eleitoral organizado pelo CNE e a convocação feita pelo TSJ, que também é recheado de aliados de Maduro. Segundo ele, as condições para sua presença no TSJ “são inadequadas” e sua participação nesta audiência ocorreria em uma situação de “total indefesa”.

No mesmo comunicado, González destacou diversas irregularidades que foram observadas no processo eleitoral, afirmando que “não houve a totalização adequada e tempestiva baseada em atas de escrutínio disponibilizadas às organizações políticas e candidatos participantes”. Ainda segundo o opositor, o chavista CNE “não cumpriu com suas funções de garantir a transparência e confiabilidade dos resultados eleitorais”, e as auditorias exigidas pela lei não foram realizadas.

“O CNE ainda não apresentou um resultado das eleições presidenciais conforme a Constituição e a lei. É função do CNE garantir a transparência e confiabilidade dos processos eleitorais, o que só ocorrerá uma vez que sejam tornadas públicas atas autênticas de escrutínio. Os representantes das organizações políticas participantes forneceram à candidatura que represento cópias de atas que evidenciam minha vitória nas eleições presidenciais. Deve ser realizada uma verificação confiável com a presença de testemunhas das organizações políticas e candidatos, além de observadores nacionais e internacionais”, diz o texto.

González também criticou a atuação do TSJ no processo, alegando que “a Sala Eleitoral não pode usurpar as funções constitucionais do Poder Eleitoral”. Ele questionou a legitimidade da convocação, afirmando que a Sala Eleitoral do TSJ “não tem autoridade para certificar resultados eleitorais sem a totalização adequada e a presença dos participantes”. González acusou o TSJ de tentar “coadministrar” as eleições com o CNE, o que, segundo ele, distorce a atribuição da jurisdição eleitoral da Venezuela e viola o princípio da separação dos poderes.

No comunicado, González também expressou preocupação com o tratamento que tem recebido e a possibilidade de ser responsabilizado penalmente, afirmando que o processo em curso do TSJ é parcial e não respeita o devido processo legal.

“Através dos meios de comunicação, foi divulgada uma suposta citação para que eu compareça pessoalmente à Sala Eleitoral do Tribunal Supremo de Justiça, a fim de entregar material eleitoral e responder perguntas. No entanto, se eu comparecer à Sala Eleitoral, estarei em situação de total indefesa, pois o trâmite avançado pela Sala Eleitoral, conforme anunciado pelos meios de comunicação, não corresponde a nenhum procedimento legal previsto na Lei Orgânica do Tribunal Supremo de Justiça ou em outra lei sobre a jurisdição eleitoral”, afirma o opositor no comunicado.

Source link



Source link

Você pode gostar também

Design sem nome (84)

Sua fonte de notícias para brasileiros nos Estados Unidos.
Fique por dentro dos acontecimentos, onde quer que você esteja!

TV BRAZIL USA- All Right Reserved. Designed and Developed by STUDYO YO