Sean “Diddy” Combs, o famoso magnata do hip-hop, acusou os agentes do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos de vazar um vídeo explosivo de 2016, que mostra o momento em que ele brutalmente agrediu sua então namorada, Cassie Ventura, em um corredor de hotel.
Em um novo documento judicial, a equipe jurídica de Combs alegou que os agentes do DHS minaram sua reputação por sete meses antes da sua chocante acusação por tráfico sexual e extorsão, e estão pedindo ao juiz que tome providências.
O vídeo, que mostra Combs — com uma toalha enrolada na cintura — atacando Ventura no Hotel InterContinental, em Century City, Los Angeles, foi obtido pela CNN em maio, provocando uma onda de indignação contra a estrela da música.
Os advogados de defesa, Marc Agnifilo e Teny Geragos, afirmaram que o governo foi a única entidade que poderia ter sido a fonte da divulgação comprometedora.
“O vídeo foi vazado para a CNN por um único motivo: ferir mortalmente a reputação e a possibilidade de Sean Combs se defender com sucesso contra essas acusações”, escreveram os advogados.
Ventura processou Combs em novembro passado, mas o casal chegou a um acordo apenas um dia depois.
O rapper enfrenta acusações de ter usado sua gravadora como uma “empresa criminosa” por mais de uma década, enquanto abusava de mulheres e intimidava testemunhas para encobrir supostos crimes. Ele se declarou inocente de todas as acusações e está detido federalmente, mas seus advogados estão lutando para conseguir sua liberdade antes do julgamento de alto perfil.
A equipe jurídica de Combs enfatizou que estava responsabilizando o DHS pelos vazamentos, sem apontar o dedo para o Escritório do Procurador dos EUA em Manhattan. Os advogados também alegaram que as autoridades federais forneceram declarações falsas e prejudiciais a veículos de imprensa, além de disseminar ilegalmente informações de um grande júri, incluindo o vídeo de 2016.
Os advogados de Combs também se queixaram no novo documento que os agentes do DHS “realizaram uma busca particularmente brutal e pública nas casas de Mr. Combs”, incluindo a colocação de algemas em dois de seus filhos na frente da imprensa.
A operação nas mansões de Combs em Los Angeles e Miami recebeu ampla atenção da mídia em março e resultou na apreensão de uma grande quantidade de evidências contra o cantor de “I’ll Be Missing You”.
Agnifilo e Geragos solicitaram ao tribunal federal que realize uma audiência sobre a suposta má conduta e garanta que os advogados e agentes do governo não divulguem mais informações à imprensa. Dependendo do que a audiência evidencial revelar, os advogados pediram ao tribunal que considere suprimir as evidências, incluindo a gravação de 2016, ou até mesmo rejeitar o caso.
A abordagem da equipe jurídica de Combs nesta quarta-feira seguiu uma ação semelhante do prefeito de Nova York, Eric Adams, que também acusou as autoridades federais de vazar material de um grande júri em seu caso criminal.
Fonte: Gazeta Brasil