Daron Acemoglu, um dos vencedores do Prêmio Nobel de Economia deste ano, já expressou sua frustração com o Brasil, em especial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por conta do posicionamento do país em relação aos BRICs e à China. Em entrevista à revista Veja em outubro do ano passado, Acemoglu afirmou ter sido um grande apoiador de Lula, mas externou sua decepção com o fato de o Brasil não ter assumido uma postura mais independente dentro do bloco, especialmente diante da crescente influência chinesa.
“Fui um grande apoiador do presidente Lula, mas agora estou extremamente desapontado”, afirmou em entrevista à revista Veja publicada em outubro de 2023.
O economista turco apontou que o Brasil, junto com outros países emergentes como Turquia e Índia, deveria adotar uma voz mais autônoma e resistir à supremacia da China e dos EUA, sobretudo nas áreas de tecnologia e inteligência artificial. Acemoglu também criticou a China por seu comportamento repressivo e pelo uso de tecnologias de vigilância, afirmando que o país exporta essas práticas autoritárias para outras nações, o que representa um retrocesso para a democracia e a liberdade civil no mundo.
A crítica de Acemoglu se alinha à sua pesquisa sobre o impacto das instituições no desenvolvimento econômico e político. Ele defende que o fortalecimento de instituições inclusivas é essencial para a prosperidade, enquanto a influência de sistemas repressivos, como o que ele atribui à China, leva a um enfraquecimento institucional, prejudicando o crescimento e a liberdade das nações.
Fonte: Conexão Política