O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid, não esconde de aliados sua apreensão com as novas descobertas da Polícia Federal. Cid chegou a admitir a pessoas próximas que acredita que pode ser preso novamente.
Ele foi intimado a prestar um novo depoimento à PF nesta terça-feira. A medida foi tomada após os investigadores recuperarem dados que haviam sido apagados de aparelhos eletrônicos de Cid, como revelou a jornalista da Globonews Daniela Lima. Desde então, seu acordo de delação premiada subiu no telhado. Além de falar sobre os itens deletados, Cid será cobrado a explicar o plano de militares descoberto pela PF para aplicar um golpe de Estado e matar o presidente Lula e seu vice, Geraldo Alckmin. Os envolvidos no projeto foram presos hoje.
Como informou a jornalista da Globonews Andréia Sadi, Cid confirmou uma reunião realizada na casa do general Walter Braga Netto, que foi ministro de Jair Bolsonaro e integrou sua chapa em 2022 como candidato a vice-presidente.
O encontro reuniu, além do próprio general, Cid e os majores Hélio Ferreira Lima e Rafael de Oliveira. Os dois últimos foram presos nesta terça-feira pela PF. A investigação aponta que, na reunião, foi debatido um plano para matar o presidente Lula e seu vice, Geraldo Alckmin. Cid disse que, quando o plano passou a ser discutido, ele teria deixado o local.
Fonte: O Globo