Casa Nóticias Postos de saúde lotados e farmácias sem remédio: moradores relatam surto de virose

Postos de saúde lotados e farmácias sem remédio: moradores relatam surto de virose

por admin
0 comentário


Relatos de surto de virose no litoral de São Paulo tomaram as redes sociais de turistas e moradores de cidades como Santos, Praia Grande e Guarujá nos primeiros dias do ano. Alguns perfis reclamam ainda da grande procura a postos de saúde e da falta de remédios para alívio dos sintomas, que envolvem febre, náusea, vômito e diarreia.

“A farmácia está mais cheia do que a praia! A virose pegou geral aqui, tá até faltando medicamento para o estômago”, escreve uma turista que teria passado a virada na praia das Pitangueiras, no Guarujá. “Estamos em oito pessoas, sete ficaram doentes”, afirma outra mulher, que viajou para a mesma cidade, em vídeo publicado no TikTok antes do ano-novo.

“Aqui na Baixada, o negócio está doido. Muita gente com virose, os hospitais não estão dando conta. Tomei um Gatorade (isotônico) atrás do outro, graças a Deus fiquei ruim mesmo só um dia”, declara uma moradora de Praia Grande. “Muita gente pegou virose na praia esse fim de ano e eu fui uma delas, na virada do ano. Fora as farmácias no dia seguinte que já não tinham nem remédio mais pra amenizar os sintomas”, mostra um terceiro relato no X, antigo Twitter.

A prefeitura de Guarujá confirmou ao GLOBO que houve aumento nos casos de virose no mês de dezembro, com 2.064 diagnósticos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. Segundo a gestão municipal, esse cenário “é comum nesta época do ano, levando em consideração diversos fatores, como: temperaturas elevadas, aglomeração de pessoas e falta de cuidados com alimentação”.

Três unidades de saúde da família no Guarujá operam com horário estendido, das 7h às 22h, até o dia 5 de janeiro, nos bairros de Cidade Atlântica, Jardim dos Pássaros e Vila Rã. A ideia é desafogar as filas das UPAs e dos Pronto-Socorros até o retorno de grande parte dos turistas às suas residências, ao término do próximo final de semana.

Funcionários de duas redes de farmácias diferentes também relataram ao GLOBO que faltaram medicamentos diante da alta procura dos veranistas, ainda que já fosse esperada uma maior demanda, como em outras temporadas. Prateleiras ficaram vazias para soro de reidratação, isotônicos e remédios contra enjoo e de reposição da flora intestinal.

Já a secretaria de saúde pública de Praia Grande ponderou que não registrou “aumento considerável no número de casos”, mesmo com a elevada circulação de turistas por conta das festas de final de ano.

Em Santos, apenas três UPAs da cidade registraram 275 atendimentos nos primeiros dias de janeiro, segundo a prefeitura. O levantamento foi feito por amostra uma vez que as viroses não são de notificação obrigatória ao Ministério da Saúde. O mesmo recorte dá conta de 2.147 atendimentos em novembro e 2.264 em dezembro, com pequeno acréscimo entre os dois meses.

De acordo com o Mapa de Qualidade das Praias divulgado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), 38 de 175 praias do litoral de São Paulo foram consideradas impróprias para banho nesta semana, incluindo três em Ubatuba, sete em São Sebastião, cinco em Ilhabela, sete em Santos, seis em Praia Grande e uma no Guarujá.

O aumento da incidência de viroses no verão não é novidade, por conta da aglomeração nas praias e hábitos de saúde menos equilibrados, por exemplo. As mais comuns são as gastrointestinais, que prejudicam o trato digestivo, causando diarreia e enjoo, e são causadas principalmente por adenovírus e enterovírus transmitidos em contato com superfícies, águas e alimentos.

A doença é considerada autolimitada, ou seja, os vírus permanecem no organismo de três a sete dias, e não existem remédios para combatê-los diretamente, apenas os sintomas. Médicos recomendam repouso e o consumo constante de água, soro caseiro e alimentos leves para repor a perda de líquidos e nutrientes no período mais crítico do quadro.

A Secretaria Estadual de Saúde informou que os municípios estão sendo orientados a realizarem investigação epidemiológica e a coleta de fezes para que seja detectado o patógeno que está causando o surto. A pasta ainda indica que a população evite alimentos mal cozidos, mantenha os alimentos bem refrigerados, observe a higiene de lanchonetes e quiosques, lave as mãos antes de comer e evite o consumi de gelo, sucos e água mineral de procedência desconhecida.

Fonte: O Globo



Source link

Você pode gostar também

Design sem nome (84)

Sua fonte de notícias para brasileiros nos Estados Unidos.
Fique por dentro dos acontecimentos, onde quer que você esteja!

TV BRAZIL USA- All Right Reserved. Designed and Developed by STUDYO YO