Casa Nóticias A disputa bilionária do Bradesco com a antiga Camargo Corrêa na CCR

A disputa bilionária do Bradesco com a antiga Camargo Corrêa na CCR

por admin
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Braço de investimentos do segundo maior banco privado do país, o Bradesco BBI iniciou uma ofensiva jurídica contra o Grupo Mover (antiga Camargo Corrêa), que está em recuperação judicial, para receber 281 milhões de ações da CCR, uma das principais operadoras de concessões de infraestrutura do Brasil.

O banco notificou a companhia informando que pretende consolidar a propriedade fiduciária dessas ações devido a um suposto inadimplemento contratual do Grupo Mover, de quem o Bradesco é um dos principais credores. No total, a dívida da holding que teve origem em uma das maiores empreiteiras do país é de R$ 14 bilhões.

Pela cotação atual, as ações que o Bradesco BBI busca obter valem cerca de R$ 2,95 bilhões.

A briga, uma das maiores em curso no capitalismo brasileiro, foi exposta em um fato relevante divulgado pela CCR nesta terça (14). A CCR é uma das maiores companhias de concessões de infraestrutura da América Latina.

No Brasil, controla mais de 3.600 km de rodovias, entre elas a Castello Branco, Raposo Tavares. Por meio de subsidiária, opera transporte urbano, como a Linha Amarela do Metrô de SP e 20 aeroportos pelo país (como BH e Curitiba). A empresa foi fundada em 1999 pelas empreiteiras Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Grupo Soares Penido.

O Bradesco BBI busca formalizar a apropriação das ações como parte de garantias de seus créditos junto ao Mover. A notificação também foi enviada aos acionistas controladores da CCR. A movimentação eleva a tensão em torno da governança da CCR, já que essas ações correspondem a uma parcela significativa do bloco de controle (o Mover detém em torno de 14% da concessionária).

Notificada pela CCR, o Grupo Mover refutou a legitimidade do Bradesco BBI para promover tal consolidação. A holding argumenta que o banco não teria procuração válida, tampouco as autorizações regulatórias necessárias para transferir as ações.

Além disso, defende que o crédito em questão seria quirografário — sem garantias reais — e, portanto, sujeito às regras do plano de recuperação judicial em andamento na 1ª Vara de Recuperações Judiciais e Falências de São Paulo.

A coluna enviou pedidos de manifestação ao Bradesco BBI e ao Grupo Mover, mas não recebeu resposta. Este texto será atualizado se as partes se manifestarem.

Fonte: UOL



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