Enquanto Joe Biden dedicava seus esforços à promoção de políticas de inclusão, diversidade e defendia a agenda “woke”, a China aproveitava para expandir seu poderio em inteligência artificial (IA) e supertecnologia. Durante os quatro anos do governo Biden, os EUA priorizaram o que muitos conservadores consideram ser uma agenda progressista, negligenciando, segundo essa visão, o avanço estratégico de um adversário como a China. Este gigante asiático, ciente de sua missão de minar o Ocidente, especialmente os Estados Unidos, concentrou-se em fortalecer sua capacidade tecnológica e militar, um plano que se revelou em sua plenitude recentemente.
A evidência mais clara desse desenvolvimento veio à tona com a empresa chinesa DeepSeek, que, apesar de seu porte modesto, conseguiu burlar as sanções tecnológicas impostas pelos EUA para adquirir chips avançados como os da Nvidia. O impacto foi devastador para o mercado americano, resultando em perdas quase trilionárias para empresas locais. A revelação deste feito coincidiu com os comentários pragmáticos de Donald Trump, que, ao reassumir a presidência, enfatizou a necessidade de um investimento massivo em IA e novas tecnologias bélicas para manter a supremacia tecnológica e militar dos Estados Unidos. Trump reconhece que durante os anos em que Biden esteve na Casa Branca, potências autocráticas e autoritárias avançaram significativamente, utilizando o bloco BRICS como uma plataforma para ampliar sua influência global.
A situação atual coloca Trump diante do desafio de recuperar o terreno perdido em termos de avanço tecnológico e posicionamento geopolítico. O presidente agora deve navegar por uma paisagem internacional onde os eixos de poder estão mais consolidados do que nunca, com a China à frente de uma aliança que inclui nações que, em alguns aspectos, se opõem aos valores democráticos e de livre mercado que os EUA tradicionalmente defendem. Trump terá que trabalhar arduamente para assegurar que os Estados Unidos não apenas mantenham, mas ampliem sua liderança nesta nova era de competição global, marcada pela ascensão de tecnologias disruptivas e pela reorganização das alianças internacionais.
Por Júnior Melo