Sobre o barraco onde viviam, os fiscais encontraram um banheiro improvisado, sem condições de habitação. O espaço era o mesmo das estrebarias de bezerros e ovelhas da propriedade. Os dois irmãos e os animais eram divididos apenas por ripas de madeira. Ao lado, também havia um estábulo de porcos.
“Trabalho realizado num espaço tomado por fezes de animais”, afirma o Procurador do Trabalho Acir Alfredo Hack.
Em conversas com os dois, os fiscais identificaram que o irmão com mais tempo na propriedade fazia serviços gerais e era encarregado de cuidar dos animais. O mais novo foi “contratado” para quebrar pedras e fazer o piso num dos estábulos do barraco.
O patrão dos irmãos seguirá preso, segundo o MPT-SC, até que as dívidas trabalhistas sejam regularizadas e as rescisões quitadas. A diligência será finalizada após apresentação de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC).
A força-tarefa que realizou o resgate é composta por Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) Polícia Federal e representantes dos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador local e regional.
Com informações g1