O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou, nesta sexta-feira (28/2), o pedido da defesa do general Walter Braga Netto para que o prazo para resposta à denúncia da Procuradoria-Geral da República contra ele seja duplicado.
O STF concedeu 15 dias para as defesas se manifestarem, desta forma, o tempo pedido chegaria a 30 dias. Ao negar parte da solicitação, o ministro do STF ironizou um suposto desconhecimento dos advogados em relação ao caso.
Braga Netto foi denunciado pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado.
“Indeferi o requerimento formulado pela Defesa de Walter Souza Braga Netto, uma vez que, a Defesa tem total e amplo acesso aos autos”, escreveu Moraes no despacho que negou a solicitação da defesa do general.
Conforme Moraes, Braga Netto foi notificado da denúncia e sobre o prazo para manifestação em 20 de fevereiro, mesma data em que a defesa entrou com o requerimento para mais prazo. Um dos motivos para pedir mais prazo foi de que a defesa não teria consegui acesso aos autos. No entanto, o ministro do STF afirma que a defesa tem “total e amplo acesso aos autos”.
Na delação, Mauro Cid afirma que Braga Netto era o elo entre Bolsonaro e os manifestantes acampados nas portas de quartéis. Conforme o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o general “atualizava o ex-presidente sobre as manifestações”. O general ocupou dois ministérios no governo passado: a Casa Civil e a Defesa. Ele também foi o vice na chapa de reeleição de Bolsonaro, ou seja, um indicativo de que era um nome de extrema confiança do ex-mandatário.
A defesa de Braga Netto também inseriu no pedido que não teria tido acesso “falta de acesso à íntegra da colaboração premiada de Mauro Cid”.
Fonte: Metrópoles