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A Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para revogar as medidas cautelares impostas a Tércio Arnaud Tomaz, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e a Amauri Feres Saad, advogado identificado pela CPMI do 8 de Janeiro como coautor da chamada “minuta do golpe”. A solicitação, que também inclui a devolução dos passaportes de ambos, foi apresentada após os dois terem sido indiciados pela Polícia Federal em novembro de 2024, mas não incluídos na denúncia formal da PGR sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado.
Indiciados, mas fora da denúncia, eles buscam suspensão de restrições
Apesar do indiciamento ao lado de Bolsonaro por envolvimento em atos investigados, Tércio Arnaud e Amauri Feres não foram alvos da denúncia oficial da PGR, o que motivou a solicitação de alívio das restrições. Em 20 de fevereiro de 2025, ambos protocolaram um pedido ao STF para suspender as medidas cautelares — que os proíbem de sair do país e de manter contato com outros investigados — e para reaver bens apreendidos. A movimentação reflete a tentativa de reverter as limitações impostas durante as investigações sobre os eventos ligados ao 8 de janeiro.
Decisão do STF pode impactar rumos da investigação
O pedido da PGR agora aguarda análise do STF, que decidirá se acata ou não a revogação das medidas. A situação de Tércio Arnaud, que atuou diretamente no governo Bolsonaro, e de Amauri Feres, apontado como peça-chave na elaboração de documentos que supostamente visavam subverter a ordem democrática, mantém o caso sob os holofotes. A resolução do tribunal pode influenciar não apenas o destino dos dois investigados, mas também o andamento de outras frentes das apurações sobre tentativas de interferência no processo eleitoral e nas instituições democráticas do país.
Por Júnior Melo

