Casa Nóticias Decisão judicial dos EUA mantém regras de Biden para militares trans, invalidando veto de Trump

Decisão judicial dos EUA mantém regras de Biden para militares trans, invalidando veto de Trump

por admin
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Uma nova decisão da Justiça dos Estados Unidos bloqueou, nesta terça-feira, 18, a tentativa do governo de Donald Trump de impedir a atuação de pessoas transgênero nas Forças Armadas. A medida, de caráter temporário, foi assinada pela juíza federal Ana Reyes dos EUA, e garante a continuidade do serviço militar para esse grupo conforme as diretrizes estabelecidas durante o governo de Joe Biden, até que o processo contra a restrição imposta pelos republicanos seja finalizado, conforme informou o The New York Times.

Ao justificar sua decisão, Reyes argumentou que a proibição imposta por Trump utiliza termos pejorativos para atingir um grupo vulnerável e contraria a Quinta Emenda da Constituição norte-americana.

A presença transgênero nas Forças Armadas dos EUA
Levantamentos do Departamento de Defesa revelam que aproximadamente 4,2 mil militares transgênero compõem o efetivo das Forças Armadas dos EUA. O número representa cerca de 0,2% do total. Entre esses profissionais, há pilotos, oficiais de alta patente, técnicos nucleares, membros de forças especiais, além de soldados, marinheiros, aviadores e fuzileiros navais.

Trump e a justificativa para a proibição
No início do ano, Trump formalizou um decreto em que alegou que a presença de militares transgênero introduzia uma “ideologia de gênero radical” nas Forças Armadas. Segundo o documento, a identidade de gênero distinta do sexo biológico seria incompatível com os valores de honra, verdade e disciplina esperados de um soldado, tanto em serviço quanto na vida pessoal.

Poucas semanas depois, o Departamento de Defesa reforçou essa posição ao divulgar novas diretrizes. A pasta determinou o desligamento de todos os militares transgênero, independentemente do desempenho profissional. Em resposta, diversos integrantes das Forças Armadas recorreram à Justiça. Os militares justificaram que a decisão era discriminatória e violava o princípio constitucional da igualdade perante a lei.

Medidas para contornar o veto
Embora a proibição ainda esteja em fase de implementação, nenhum militar transgênero foi oficialmente dispensado até agora. No entanto, medidas foram adotadas para incentivar saídas voluntárias, como ofertas de compensação financeira. A Marinha estabeleceu o dia 28 de março como prazo final para que marinheiros trans solicitem desligamento voluntário.

Fonte: Revista Oeste



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