O presidente dos EUA, Donald Trump, fez um pronunciamento à nação na noite de ontem (1º) sobre a guerra do Irã, dizendo que os objetivos militares do país no conflito do Oriente Médio estão perto de serem atingidos.
“Tenho o prazer de informar que esses objetivos estratégicos fundamentais estão quase concluídos. Nós vamos terminar o trabalho, e vamos terminar logo”, afirmou o republicano.
Segundo Trump, os objetivos eram destruir a capacidade de Teerã de realizar um ataque contra os EUA e impossibilitar que o regime ditatorial exercesse seu poderio militar fora de seu território.
O presidente norte-americano afirmou explicitamente que a troca de regime não era o objetivo da operação militar e que ele nunca disse que esse era o plano. No entanto, destacou que a troca de regime ocorreu de fato com a morte dos antigos líderes, e que a nova liderança é “menos radical e muito mais razoável”.
Trump também ameaçou atacar alvos da infraestrutura de energia iraniana caso não haja acordo com Teerã: “Vamos atacá-los com extrema força nas próximas duas ou três semanas. Vamos trazê-los de volta à Idade da Pedra, de onde vieram”.
Ao comentar sobre o Estreito de Ormuz, importante via marítima por onde passa o petróleo do Golfo Pérsico e fechado pelo Irã desde o começo da guerra, Trump sugeriu que a reabertura interessa mais aos países europeus do que a Washington.
“Os Estados Unidos praticamente não importam petróleo pelo Estreito de Ormuz, e não vamos importar nada no futuro. Não precisamos disso. Os países do mundo que recebem riqueza pelo Estreito de Ormuz devem cuidar dessa passagem”, afirmou.
O presidente americano instou outros países a tomarem medidas para reabrir o estreito: “Tenho uma sugestão. Primeiro, comprem petróleo dos Estados Unidos. Nós temos bastante. Temos muito. E segundo, criem um pouco de coragem, ainda que tardia. […] Vão até o estreito e simplesmente tomem conta dele, protejam-no e usem-no para vocês mesmos”.
Trump vem criticando líderes europeus por não enviarem navios militares para reabrir o Estreito de Ormuz. Segundo ele, embora os EUA saíssem do Irã “muito rapidamente”, os militares poderiam retornar para “ataques pontuais”, conforme necessário. Ormuz é por onde passa cerca de 20% do fluxo mundial do petróleo.