Casa Nóticias Endividamento das famílias brasileiras atinge recorde histórico – Paulo Figueiredo

Endividamento das famílias brasileiras atinge recorde histórico – Paulo Figueiredo

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O endividamento das famílias brasileiras atingiu recorde histórico em março e chegou a 80,4%, de acordo com dados divulgados pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). A taxa subiu 0,2 ponto percentual em relação a fevereiro, quando estava em 80,2%.

Os dados são da Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), da CNC, e medem o percentual de famílias com dívidas, como cartão de crédito, cheque especial, empréstimos e financiamentos.

A CNC vê o resultado como sinal de alerta, diante do impacto do conflito no Oriente Médio e da alta do petróleo sobre o consumo.

“O cenário já é reconhecido pelo governo federal como um problema que precisa de solução imediata, enquanto a CNC destaca que o endividamento continuará avançando até os efeitos da flexibilização da política monetária chegarem efetivamente ao consumidor final”, disse a entidade.

A confederação aponta que juros elevados e o aumento do diesel geram “incerteza inflacionária”. O encarecimento do transporte pressiona preços e reduz o poder de compra, levando famílias a recorrer ao crédito para despesas básicas.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, afirma que o quadro exige cautela: “A redução gradativa dos juros começou, mas ainda vemos um aumento do nível de famílias endividadas, pois levaremos meses até que o alívio do aperto monetário faça efeito”.

Dados recentes do Banco Central (BC) indicam que o endividamento segue próximo do pico histórico, considerando a renda disponível das famílias.

A inadimplência, ainda de acordo com a CNC, ficou estável em março, em 29,6%, mas subiu 1 ponto percentual em relação ao mesmo mês do ano passado, refletindo o ciclo de alta da Selic, que chegou a 15% em junho de 2025 e foi mantida até março de 2026.

Entre as famílias de menor renda, houve leve melhora: o índice de atraso caiu de 38,9% para 38,2%. Ainda assim, o grupo segue mais exposto à alta de preços de energia e combustíveis.

Crédito Claudio Dantas



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