O Irã ameaçou na tarde desta quarta-feira (08) romper o cessar-fogo firmado com os Estados Unidos caso Israel mantenha ataques ao Líbano. As ofensivas israelenses no território libanês têm como alvo o Hezbollah.
A tensão aumentou após o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmar nesta manhã que a trégua não inclui o grupo terrorista libanês. Em seguida, Israel intensificou bombardeios contra o Hezbollah, em uma das maiores ofensivas desde o início do conflito.
A declaração contraria o entendimento do premiê do Paquistão, Shehbaz Sharif, mediador das negociações, que previa cessar-fogo em todas as frentes por 2 semanas. O acordo foi firmado na noite de ontem (07).
Segundo a agência iraniana Tasnim, uma fonte das Forças Armadas do Irã afirmou que o país já está “identificando alvos para responder aos ataques desta quarta feitos por Israel contra o Líbano”. Outra fonte, ouvida pela PressTV, disse que o Irã “irá punir Israel pelos ataques ao Hezbollah que violaram o cessar-fogo”.
Em meio à escalada, Teerã voltou a fechar o Estreito de Ormuz ao tráfego comercial, atribuindo a medida às “violações de Israel ao cessar-fogo”, segundo a agência Fars. O estreito é uma das principais rotas estratégicas para o transporte global de petróleo.
Ataques iranianos contra países do Golfo Pérsico após o início da trégua também foram registrados nas últimas horas. O Catar afirmou ter interceptado mísseis e drones. Já na Arábia Saudita, um oleoduto foi atingido pelo Irã horas após o acordo entrar em vigor.
Israel e o Hezbollah voltaram a se confrontar em março, em meio à guerra contra o Irã. O grupo, apoiado de maneira política e financeira por Teerã, iniciou ataques em resposta a bombardeios israelenses contra o regime dos aiatolás.