Casa Nóticias Governo volta atrás e diz que não vai reduzir imposto da gasolina – Paulo Figueiredo

Governo volta atrás e diz que não vai reduzir imposto da gasolina – Paulo Figueiredo

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Comunicado enviado a jornalistas afirmava que haveria o anúncio da redução de PIS/Cofins, mas, duas horas depois, secretário da Fazenda disse que coletiva serviria apenas para tratar da proposta em discussão no Congresso

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta 5ª feira que o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não vai anunciar redução de alíquotas de tributos federais sobre a gasolina. Mais cedo, porém, o próprio governo havia informado a jornalistas que cortaria impostos para mitigar os efeitos da alta internacional dos combustíveis.

Enviado às 15h41, o comunicado anterior dizia que seriam anunciados os detalhes sobre redução da cobrança do PIS (Programa de Integração Social) e da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) sobre o combustível. A coletiva estava marcada para as 17 horas. No início da coletiva, às 17h08, Durigan afirmou que não haveria a redução. Disse que no evento ia tratar do “mecanismo que está sendo discutido no Congresso“.

“Para que a gente possa fazer uma comunicação rápida, já aproveitando, de início, e fazendo uma pequena correção ao que saiu no aviso de pauta, a gente não está fazendo agora um anúncio sobre redução tributária de nenhum tributo, mas sim uma discussão sobre o mecanismo que está sendo discutido com o Congresso que permite que a gente siga a nossa linha de minorar e mitigar o impacto da guerra no país”, disse Durigan.

Mais tarde, por volta de 17h45, Dario disse que não seria um recuo da redução de imposto. “A gente nunca chegou a anunciar. Nunca houve a pretensão de fazer uma redução de tributo, mas, sim, abrir esse debate com o Congresso para que a gente possa fazer, de maneira concertada”, disse o ministro.

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, declarou que é “lamentável” a abordagem dos jornais ao dizer que o governo voltou atrás na medida. Ele disse que foi protocolado no Congresso um projeto de lei complementar criando um regime fiscal com neutralidade para viabilizar a retiradas de tributos sobre os combustíveis.

“Ou nós não conseguimos explicar bem, ou seria o caso de, realmente, rever essa abordagem, porque ela não é razoável”, disse.

Leia a íntegra do aviso de pauta enviada a jornalistas:

“Governo Federal anuncia redução de tributação sobre combustíveis para mitigar impactos de alta internacional

“Nesta quinta-feira, 23/4, às 17h, no Ministério da Fazenda, o Governo Federal vai detalhar, em coletiva de imprensa, a medida de redução das alíquotas de PIS/Cofins incidentes sobre a gasolina.

“Participam da entrevista coletiva os ministros da Fazenda, Dario Durigan, e do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

“O anúncio complementa o esforço institucional estabelecido pela MP nº 1.345/2026 para distensionar o setor e garantir estabilidade econômica.

“SERVIÇO

“Coletiva de imprensa de anúncio de medidas sobre PIS/Cofins

“Quando: Quinta-feira, 23/4/26, às 17h

“Local: Auditório do Ministério da Fazenda – Esplanada dos Ministérios, bloco P, térreo

“Transmissão: A coletiva de imprensa será transmitida ao vivo no canal do YouTube do MF”.

TRIBUTAÇÃO DO DIESEL

O governo federal zerou a alíquota do PIS/Cofins sobre o diesel. Segundo cálculos da equipe econômica, o impacto anualizado desta medida é de R$ 20 bilhões nas contas públicas. O governo federal defendeu que o aumento do petróleo no mercado internacional aumentará a arrecadação com royalties, possibilitando medidas de combate aos efeitos da guerra.

O conflito entre Estados Unidos, Irã e Israel resultada na obstrução do estreito de Ormuz, uma via marítima que transportava mais de 14 milhões de barris diários de petróleo. A menor oferta da commodity no mundo elevou a cotação do barril tipo Brent, saindo de US$ 72,5 em 27 de fevereiro, antes dos ataques, para US$ 119,24 em 31 de março, a máxima de 2026. Às 16h, a cotação era de US$ 105,4.

Segundo a nota, o anúncio complemente o esforço institucional estabelecido pela MP (Medida Provisória) 1.345 de 2026, que reduziu os impactos da alta do petróleo no mercado internacional depois do início da guerra no Oriente Médio.

Crédito Poder360



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