Durante a sabatina de Jorge Messias, o senador Magno Malta (PL-ES) disse nesta manhã (29) que o Supremo Tribunal Federal (STF) que o indicado de Lula (PT) apontou em seu discurso inicial “não existe nem no país de Alice”, em referência ao livro de Lewis Carroll.
“Nós temos hoje uma Suprema Corte que é um grupo ideológico e malvado. Um grupo de militantes”, afirmou Malta ao rebater o sabatinado.
“É normal um ministro de Suprema Corte fazer apologia ao crime, ou se manter no crime, enquanto esse Poder Legislativo que o senhor diz que respeita a separação dos Poderes, e aí um ministro que é relator de um processo em que ele faz parte porque ele tem um cassino que é proibido no país. Isso é normal?”, indagou.
“Os escândalos do Banco Master que envolvem ministros viajando em avião de Vorcaro, viajando com advogado de Vorcaro, e tanto dinheiro dentro de um só escritório de um ministro da Suprema Corte. Nós estamos vivendo dias de normalidade?”
Em seguida, Malta mostrou uma foto de Clezão, que morreu na Papuda após ser preso nos atos de 8 de janeiro: “Hoje, não tocar nesses assuntos é não fazer justiça a esse cidadão aqui. Que morreu nas vistas do Estado quando o próprio PGR pediu a sua soltura [e o STF não o liberou]”.
“O senhor no Supremo Tribunal Federal, numa condição de ministro daria uma pena de 14 anos para uma mulher que escreveu uma frase do presidente da Suprema Corte?”, continuou o senador em suas perguntas ao indicado de Lula (PT). “Cabe a um presidente da Suprema Corte olhar para o seu povo e chamá-los de mané? Perdeu, mané?”
“Então, a mim há muita contradição”, completou Malta.