O ALive desta quarta-feira (22) recebeu o deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP). Durante a entrevista, o parlamentar criticou lideranças “arcaicas” do Centrão e afirmou que elas tratam a eleição deste ano como se fosse mais uma disputa comum.
Segundo Orleans e Bragança, esses políticos “não entenderam absolutamente nada” sobre o desafio que o Brasil enfrenta no cenário internacional e os reflexos internos devido à atuação de Lula (PT) como presidente.
“Você vê essas lideranças antigas se comportando do mesmo jeito, porque os incentivos [imorais] são os mesmos, só que o cenário internacional no qual o Brasil está hoje acoplado mudou completamente”, destacou o parlamentar.
O deputado afirmou ainda que o país precisa de uma “nova visão de Estado interno e externo” e criticou a capacidade de articulação das lideranças do Centrão com temas atuais. “Nenhum deles [tem capacidade]. Eu conheço todos eles, são da pior espécie de político que nós temos no Brasil. Temos que lidar com eles porque eles ainda têm o poder institucional de ser liderança partidária”, disse.
Orleans e Bragança também afirmou que os líderes desse grupo político “abraçaram” uma agenda que prejudicou o Brasil e contribuiu para o avanço da esquerda nas últimas décadas. “O contexto internacional mudou draconianamente, ou seja, da água para o vinho, e o Brasil precisa ser repulsionado, o Brasil precisa fazer dever de casa na questão de segurança, na questão de justiça, na questão tributária, na questão de defesa de soberania”, defendeu.
O parlamentar critcou ainda a relação entre a esquerda e o Centrão, afirmando que o país “virou um grande supermercado”: “E o governo [Lula] é um caixa, que atende a qualquer um que tem algum interesse escuro, é só pagar que recebe. E os partidos de central, essas lideranças aí, que tratam esse jogo eleitoral de como ‘business as usual’, estão entregando o país para esse novo jogo”.
Segundo ele, a mudança no cenário internacional deveria orientar as políticas públicas brasileiras, mas isso não aparece nas candidaturas atuais. “É importantíssimo isso, a gente entender isso como sendo o grande direcionador de política pública interna e externa para o Brasil, e não vemos isso refletido nas candidaturas”, afirmou.
O deputado também criticou o governo Lula e disse que não espera uma mudança de postura da atual gestão. “Certamente não vai ser o governo do Lula que agora vai mudar e vai falar assim: ‘Agora realmente a gente vai fazer aqui uma nova visão de Estado concernente a esse novo cenário’. Nada disso, muito pelo contrário. Já está bem claro que eles querem ser inimigos da liberdade, inimigos de tudo aquilo que seria positivo para o país e para a sociedade brasileira”.
Orleans e Bragança finalizou afirmando que o Brasil não é uma “terra arrasada” ou sem sociedade, como outros países corrompidos pelo comunismo, mas avaliou que o momento exige uma “mudança muito profunda”: “Então precisamos de uma mudança. Agora, é com esses aí que a gente vai fazer uma mudança? É com esse tipo de Centrão, com esse tipo de liderança partidária corrupta que a gente vai fazer mudança? [Que] sequer entendem o que eu estou falando agora?”.
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