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Os cinco maiores erros da política externa de Lula

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O ALive desta quarta-feira (22) recebeu o deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP). Durante o programa, o parlamentar elencou os cinco maiores erros da política externa do governo Lula III. O primeiro, na sua visão, foi o “apoiamento a grupos terroristas internacionais”.

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De acordo com Orleans e Bragança, há uma “abertura” do governo Lula a “grupos terroristas internacionais”: “Isso botou o Brasil no mapa do terrorismo internacional de uma maneira que nunca esteve antes na história”.

“Rompeu realmente um elo de confiança na diplomacia brasileira. Então, isso aí foi um primeiro passo errado”, continuou o deputado.

O segundo erro de Lula, considerado “extremamente prejudicial” para a diplomacia brasileira, foi o apoio a ditaduras: “Apoiar abertamente a questão da Nicarágua, Cuba, abertamente a questão da China, como sistemas políticos até. A questão do Irã, apoiar o regime iraniano. Apoiar o Irã é uma coisa, apoiar o regime iraniano é outra coisa e é exatamente isso que o governo tem direcionado a relação exterior”.

Segundo ele, o governo petista faz “apoios políticos” e, por meio desses suportes, estabelece “acordos econômicos” com ditaduras comunistas, “o que está totalmente errado”: “Acordos econômicos deveriam imperar, não importa com que país, qualquer regime. Agora, fazer uma sinalização política, e ela sendo a porta de entrada para qualquer outro tipo de acordo, isso, na minha opinião, é um modelo errado”.

“Com esses apoios a ditaduras, também vieram grupos de interesses, ONGs e uma série de poderes supranacionais, que também começam a ter interferência política no Brasil”, criticou, dizendo ainda que o governo Lula faz a nação atender “a qualquer necessidade de qualquer um, menos as próprias”.

“O Brasil atende praticamente a todos os grupos de interesse que existem, sejam eles estados ou organizações não governamentais, além dos grupos econômicos. É um grande supermercadão. […] É uma abertura completa e sem uma agenda própria”, completou.

Já o terceiro erro, de acordo com Orleans e Bragança, é o “apoiamento ao narcotráfico”. Para ele, é “nítido” que isso parte do próprio governo, de Lula e dos ministros das Relações Exteriores e da Defesa. Ainda segundo o deputado, essas entidades fazem “apoio explícito” aos criminosos ao pedir que os EUA “decretem eles como grupos terroristas”.

O quarto erro de Lula é o “desarmamento das Forças Armadas”. O deputado federal criticou que o Brasil não tem “estratégia” para caso necessite entrar em confronto, que possui um “grupo arcaico” e que as Forças brasileiras “precisam ser remodeladas para o nosso século”.

“[…] O Brasil precisa se projetar belicamente na região, porque tem muita coisa que a gente poderia já estar debelando. Até questões como, por exemplo, a Nicarágua. É um grande tapa na cara ver, quando a própria Nicarágua fala que não vai ter mais eleição, ou seja, está decretando o fim de um processo democrático que existia na região, e quem é que se manifesta? É o Brasil? Não é o Brasil, que seria um líder natural da região, é os Estados Unidos”, criticou.

Orleans e Bragança defendeu uma “nova estratégia” para as Forças Armadas brasileiras: “Temos que rearmar, mas com material bélico moderno, e também com uma estratégia e uma questão jurídica mais moderna para a gente atender às necessidades do século XXI”.

O último ponto criticado pelo parlamentar foi a “questão migratória”: “Nós temos um país completamente, escancaradamente aberto. Temos a política migratória que foi colocada em prática em 2016. [Onde] qualquer um pode adentrar o Brasil, sem documentação nenhuma, não podemos deportá-los, e isso é um problemaço”.

“Os países hoje que estão fechando suas fronteiras estão com problemas migratórios graves, e a gente precisa aprender antes que se torne uma crise real, de fato, que comece a nos afetar nas ruas. Porque os países que estão vivendo já com essa realidade de desmanche da sua proteção externa, eles não têm nenhuma política interna que está vencedora no momento”, salientou.

“Estão todos perdendo esse combate. Então o combate precisa ser tratado na porta de entrada. E a porta de entrada significa ter uma política migratória muito mais clara”, completou.

Orleans e Bragança finalizou dizendo que, com o governo Lula no poder, nenhum desses pontos mudará: “Não vejo o atual governo mudando em absolutamente nenhum desses cinco vertentes que eu apontei aqui como sendo os grandes problemas na questão geopolítica e em termos de relações exteriores também”.

Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

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