Casa Nóticias Suposto esquema para Jaques tem semelhança com propina investigada no BRB

Suposto esquema para Jaques tem semelhança com propina investigada no BRB

por admin
0 comentário

A Polícia Federal (PF) identificou semelhanças entre o suposto esquema utilizado para beneficiar o senador Jaques Wagner (PT-BA) e a estrutura financeira investigada no caso envolvendo o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. A conclusão consta dos documentos da Operação Compliance Zero, divulgados nesta quinta-feira (30) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Segundo a investigação, a análise surgiu durante a apuração da compra de um apartamento que, de acordo com a PF, teria sido adquirido pelo Banco Master para uso do senador.

No relatório, a corporação afirma que “o fluxo financeiro utilizado para mascarar a origem dos recursos e o beneficiário da compra do imóvel ocorre com sistemática muito semelhante à adotada na propina paga ao então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa”.

De acordo com os investigadores, os recursos passariam por fundos de investimento antes de serem destinados a empresas constituídas para ocultar o verdadeiro beneficiário da operação.

A Polícia Federal afirma que essas empresas eram registradas como Sociedades Anônimas (S.A.) ou Sociedades de Propósito Específico (SPE), estruturas que, segundo a investigação, facilitariam a ocultação do destinatário final dos recursos.

Compra do apartamento

Segundo os documentos, o imóvel atribuído ao senador foi parcialmente pago com recursos do fundo de investimento Hockenheim, administrado pela REAG.

A investigação aponta que o dinheiro saiu do fundo Hockenheim e foi direcionado à empresa Epítome S.A., responsável pela aquisição formal do apartamento.

Para a PF, a Epítome S.A. era administrada por pessoas apontadas como integrantes do grupo de operadores ligados a Daniel Vorcaro.

Os investigadores afirmam ainda que, antes da compra do imóvel, a empresa — anteriormente denominada NK 322 — passou por uma reestruturação societária.

Segundo o relatório, o capital social foi elevado de R$ 100 para R$ 2 milhões, com todas as novas ações subscritas pelo fundo Hockenheim, representado pela REAG.

Comparação com o caso BRB

Ao comparar os dois casos, a Polícia Federal afirma que a estrutura investigada apresenta características semelhantes às identificadas na apuração envolvendo Paulo Henrique Costa.

Segundo a corporação, naquele caso foram utilizadas seis empresas de fachada controladas por fundos administrados por entidades ligadas ao grupo REAG para a aquisição de imóveis apontados como pagamento de propina.

A investigação acrescenta que pessoas apontadas como supostos “laranjas” no caso do ex-presidente do BRB também aparecem vinculadas às empresas relacionadas ao representante da Epítome S.A.

Ao final da análise, a Polícia Federal conclui que os recursos empregados na compra do apartamento teriam origem no grupo REAG e que a Epítome S.A., assim como seu representante, teria sido utilizada “como veículo de interposição para dissimular a real origem dos recursos e o efetivo beneficiário da operação, o Senador Jaques Wagner”.





Source link

Você pode gostar também

Design sem nome (84)

Sua fonte de notícias para brasileiros nos Estados Unidos.
Fique por dentro dos acontecimentos, onde quer que você esteja!

TV BRAZIL USA- All Right Reserved. Designed and Developed by STUDYO YO