Desde que passou a ser alvo de uma notícia-crime por suspeita de estupro de vulnerável, apresentada durante a leitura do relatório final da CPMI do INSS, em março, o candidato à Vice-Presidência da República Alfredo Gaspar adotou uma série de medidas judiciais e administrativas. Documentos obtidos pela reportagem mostram que o parlamentar antecipou judicialmente a coleta de seu material genético, acionou o Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal, além de ajuizar ações contra os parlamentares autores da notícia-crime.
Com a coleta do material genético já realizada e novos pedidos protocolados no STF, as providências pendentes passam pela análise e eventual adoção de diligências pelas autoridades responsáveis pelo procedimento, entre elas o confronto do DNA requerido pela defesa.
Agora a conclusão do caso depende das autoridades responsáveis pela investigação.
A reportagem teve acesso à petição protocolada nesta quarta-feira (6) no Supremo Tribunal Federal. No documento, a defesa oferece formalmente o material genético de Alfredo Gaspar ao ministro Gilmar Mendes e pede que o confronto de DNA seja realizado em até 72 horas ou, caso necessário, que seja determinada nova coleta.
Os advogados sustentam que a acusação apresentada por Lindbergh Farias e Soraya Thronicke não foi acompanhada de prova material e que o exame genético representa a única forma objetiva de afastar definitivamente a narrativa.
A petição afirma: “O Peticionário não pretende o benefício da dúvida: pretende a supressão da dúvida e o desmantelamento da falsa acusação.”
Em outro trecho, a defesa registra:
“Disponibilizar às autoridades competentes o material genético do Peticionário, a fim de que tal prova sirva para demonstrar a completa falsidade da narrativa acusatória.”
A petição foi protocolada às 15h57 desta quarta-feira no Supremo Tribunal Federal.