Casa Nóticias O destino de Gaspar e Lindbergh no Conselho de Ética da Câmara

O destino de Gaspar e Lindbergh no Conselho de Ética da Câmara

por admin
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Ricardo Maia (MDB-BA) assumiu a relatoria da representação do PT contra Alfredo Gaspar (PL-AL) por ofensas e injúrias a Lindbergh Farias, no âmbito das discussões da CPMI do INSS. Como apurou este site, a escolha é resultado de pressão de Hugo Motta, cuja recondução ao comando da Câmara em 2027 já tem o apoio de Lula. A expectativa agora é de um relatório desfavorável ao deputado alagoano, hoje candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro.

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Durante os trabalhos do colegiado, Maia votou alinhado com os interesses do governo Lula, impedindo a aprovação de requerimentos de informação, quebras de sigilo e de convocação de alvos importantes, como Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger, hoje investigados pela Polícia Federal. Ele também foi contra o relatório final de Gaspar, que pedia o indiciamento do filho do petista, assim como o emedebista Acácio Favacho (AP), que será o relator da representação contra Lindbergh.

As duas representações são fruto do embate provocado por Lindbergh e Soraya Thronicle, que acusaram sem provas Gaspar de abuso sexual de uma menor de idade. Durante debate acalorado na CPMI do INSS, justamente quando da leitura do relatório final, o petista chamou Gaspar de estuprador e ouviu como resposta a frase que virou slogan de atual campanha ao Palácio do Planalto: “Eu estuprei corruptos como Vossa Excelência.”

CONSPIRAÇÃO?

Como este site já revelou, Lindbergh recentemente buscou se aproximar de Gaspar para tentar um acordo, admitindo a Sóstenes Cavalcante não ter provas de sua acusação. Ontem, veio à tona depoimento de um comerciante do Rio que acusa o petista de conspirar, com o dirigente de uma das associações de aposentados investigada, para fabricar a denúncia de estupro contra o deputado.

Em relato à Polícia Legislativa, Luis Antonio relatou que a suposta armação envolveu o recrutamento de uma jovem chamada Marcela Maria Mendes, que prestava serviços em seu quiosque. O plano seria Marcela conceder entrevistas fingindo se chamar “Jailma” e se apresentando como vítima do estupro de Gaspar. O material foi enviado à Corregedoria da Câmara e depois ao Supremo Tribunal Federal para apuração.

Em reação, Lindbergh recorreu ao mesmo STF pedindo que se investigue a investigação da Polícia Legislativa. O petista pede a suspensão e a nulidade do procedimento, além da inutilização das provas reunidas, sob a alegação de que não seria papel do órgão policial investigar acusações contra um parlamentar.

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