Casa Nóticias PF investiga possível sociedade entre Lulinha, Bittar e lobista

PF investiga possível sociedade entre Lulinha, Bittar e lobista

por admin
0 comentário


A Polícia Federal investiga se o Lulinha manteve uma sociedade informal e não declarada com o empresário Fernando Bittar e a lobista Roberta Luchsinger para atuar em interesses privados dentro de órgãos do governo federal.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Documentos do inquérito indicam uma possível “aparente sociedade informal” entre os três. Segundo a investigação, o grupo teria buscado vantagens privadas por meio de relações com integrantes do alto escalão do governo. A defesa de Lulinha nega a existência do arranjo e afirma que ele não praticou tráfico de influência.

A apuração tenta esclarecer se a suposta articulação teria relação com um possível contrato entre uma empresa do setor de canabidiol ligada a Antonio Carlos Fagundes, conhecido como “Careca do INSS”, e o Ministério da Saúde. O negócio previa o fornecimento de medicamentos à base da substância ao SUS, mas não chegou a ser firmado.

Segundo os investigadores, as condutas analisadas podem ter ultrapassado a atuação regular de lobby. A PF apura possíveis tentativas de facilitar contratos públicos, alterar legislação em benefício de interesses privados e realizar pagamentos a agentes públicos em troca de articulações.

Relação com o sítio de Atibaia

Fernando Bittar é um dos proprietários formais do Sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), adquirido em 2010 em sociedade com Jonas Suassuna. Os dois eram antigos sócios de Lulinha em negócios privados.

O imóvel ganhou notoriedade durante a Lava Jato porque Lula e familiares frequentavam o local, embora o sítio estivesse registrado em nome de Bittar e Suassuna.

Na época, o Ministério Público Federal investigou reformas realizadas na propriedade e levantou a hipótese de que empreiteiras e pessoas físicas investigadas poderiam ter custeado parte das obras. As defesas sempre negaram irregularidades e sustentaram que Bittar e Suassuna eram os proprietários do imóvel.

A PF também produziu laudo que apontou incompatibilidade entre os recursos utilizados na compra e nas reformas e os rendimentos declarados por Bittar.

Em 2021, o STF anulou as condenações de Lula nos processos da Lava Jato em Curitiba por considerar que a 13ª Vara Federal não tinha competência para julgá-los.

A defesa de Bittar foi procurada, mas não havia se manifestado até a publicação da reportagem.

Roberta é alvo da investigação

A PF também apura a participação de Roberta Luchsinger no possível arranjo. A investigação reúne o nome da lobista a Lulinha e Bittar em uma mesma linha de apuração.

Mensagens obtidas pelos investigadores mostram uma conversa entre Roberta e Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, então chefe de gabinete de Lula. Em uma delas, a lobista escreveu:

“Temos que colocar o Fábio em cima do Berge”

A referência seria a Lulinha e a Swedenberger Barbosa, o Berger, que ocupava a Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde. Marcola respondeu:

“Beleza”

A PF também investiga pagamentos feitos por Roberta a Marcola. Os investigadores identificaram cerca de R$ 250 mil em despesas pessoais do ex-assessor que teriam sido pagas pela lobista.

Os gastos incluem cartão de crédito, consórcio, financiamento bancário, joias, boletos e transferências via PIX. Parte dos pagamentos ocorreu no período em que era discutida a possível venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde.

Marcola reconhece ter recebido os valores, mas afirma que se tratava de um empréstimo pessoal, já quitado com juros. Ele nega ter recebido dinheiro em troca de favores no governo.

Defesas contestam investigação

O ministro André Mendonça, relator do caso no STF, determinou uma apuração sobre possíveis vazamentos de informações sigilosas após pedido da defesa de Lulinha.

Os advogados do filho do presidente afirmam que setores da PF ultrapassaram limites legais e éticos por interesses políticos e eleitorais. A defesa também sustenta que não existe prova de desvio de dinheiro público nos inquéritos.

A defesa de Marcola afirma não ter acesso à íntegra dos autos e classifica os vazamentos como seletivos. Segundo os advogados, os valores pagos por Roberta foram quitados integralmente porque correspondiam a um empréstimo pessoal.

Bittar e Roberta não haviam se manifestado sobre as novas suspeitas até a publicação da reportagem.





Source link

Você pode gostar também

Design sem nome (84)

Sua fonte de notícias para brasileiros nos Estados Unidos.
Fique por dentro dos acontecimentos, onde quer que você esteja!

TV BRAZIL USA- All Right Reserved. Designed and Developed by STUDYO YO