O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), falou sobre gentileza e a falta de necessidade de gritar para impor respeito, para ser ouvido.
Durante a homenagem, Nunes Marques citou a música brasileira para destacar a relação entre firmeza e elegância. “A Bossa Nova nos ensina que a elegância é avessa ao excesso, que não é preciso aumentar o tom para ser ouvido e que a delicadeza e a gentileza também têm força“, disse.
A declaração ocorreu na sessão do TSE desta quinta-feira (17), durante a despedida do ministro Antonio Carlos Ferreira da Corte Eleitoral. Ele encerra o mandato como integrante efetivo do tribunal em 19 de setembro e retorna ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Ao homenagear o colega, Nunes Marques destacou a trajetória de Antonio Carlos Ferreira e sua atuação na Justiça brasileira. Segundo o presidente do TSE, o ministro sempre demonstrou atenção aos detalhes e disposição para ouvir e construir soluções por meio do diálogo.
A fala de Nunes Marques ocorreu dois dias após uma sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) marcada por discussões entre ministros durante o julgamento relacionado ao caso Banco Master. Na sessão de terça-feira (15), houve embates em tom elevado entre André Mendonça e Gilmar Mendes, enquanto o plenário discutia a tramitação dos processos relacionados a Alexandre de Moraes e ao relatório da Polícia Federal sobre Daniel Vorcaro.
Na homenagem desta quinta, Nunes Marques não citou diretamente os episódios ocorridos no STF. A referência à necessidade de não elevar o tom foi feita dentro do discurso dedicado a Antonio Carlos Ferreira.
A sessão também marcou a despedida de Antonio Carlos da Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral. Em seu último discurso no TSE, o ministro afirmou que a Justiça Eleitoral deve atuar com firmeza na proteção da lisura do processo eleitoral.