Casa Nóticias CNJ determina contexto de morte nas certidões de óbito

CNJ determina contexto de morte nas certidões de óbito

por admin
0 comentário

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou novas regras para que certidões de óbito de pessoas mortas em decorrência ou no contexto de intervenções de órgãos de segurança pública passem a informar também as circunstâncias da ocorrência, além da causa médica da morte. A resolução foi aprovada por unanimidade e estabelece um padrão nacional para a emissão e a retificação desses documentos.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

A determinação abrange mortes provocadas direta ou indiretamente por agentes das polícias Civil e Militar, dos Corpos de Bombeiros, da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, além de outras instituições com atribuições de segurança pública e poder de polícia. A regra também contempla casos de morte presumida, quando o desaparecimento ocorre nessas circunstâncias e há reconhecimento judicial.

Pelo novo padrão, os registros deverão adotar a seguinte redação: “morte não natural, violenta, ocorrida em decorrência ou no contexto de intervenção de órgão de segurança pública, nos termos do título apresentado”.

A norma também proíbe o emprego de expressões que possam estigmatizar as vítimas ou naturalizar a violência estatal, como “auto de resistência”, “resistência seguida de morte”, “confronto” e “oposição” à intervenção policial.

Até então, os documentos registravam apenas a causa médica do falecimento, sem necessariamente identificar a participação de agentes de segurança nas circunstâncias da morte. Com a mudança, familiares poderão solicitar a inclusão dessa informação por meio de procedimento judicial específico, caso ainda não exista decisão sobre o contexto da ocorrência.

A resolução também autoriza a retificação de certidões já emitidas, desde que exista decisão judicial que reconheça expressamente, ou de maneira suficientemente determinada, a relação entre a morte e a intervenção dos órgãos de segurança.

Transparência e acesso a reparações

A iniciativa foi apresentada pelo presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, após discussões no Observatório dos Direitos Humanos do Poder Judiciário. Segundo o magistrado, a ausência de informações sobre as circunstâncias dos óbitos prejudica a produção de estatísticas oficiais e dificulta o acesso de familiares a eventuais reparações e benefícios.

Fachin destacou que a letalidade estatal atinge principalmente jovens negros e moradores de regiões periféricas. Para ele, a falta de registros completos obriga famílias a comprovar repetidamente as condições em que ocorreram as mortes, além de comprometer a formulação de políticas públicas de prevenção.

Sua opinião sobre esta matéria importa.





Source link

Você pode gostar também

Design sem nome (84)

Sua fonte de notícias para brasileiros nos Estados Unidos.
Fique por dentro dos acontecimentos, onde quer que você esteja!

TV BRAZIL USA- All Right Reserved. Designed and Developed by STUDYO YO