Presidente dos EUA confirmou ainda ter rejeitado proposta de cessar-fogo elaborada pelo Paquistão, que chamou de ‘significativa, mas ainda não boa o suficiente’. Ele estipulou ainda que o ‘prazo final’ para Irã reabrir o Estreito de Ormuz para terça-feira (7) e afirmou estar “muito chateado” com Teerã.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (6) que, se pudesse escolher, tomaria o petróleo do Irã.
“Se eu pudesse escolher, eu tomaria o petróleo (do Irã), mas infelizmente os cidadãos norte-americano querem que a gente termine a guerra”, declarou o norte-americano durante evento de Páscoa na Casa Branca.
Trump confirmou que rejeitou a proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão. Segundo ele, o texto “foi um ato significativo (por parte do Irã), mas ainda não bom o suficiente”.
“Eles fizeram uma proposta, e é uma proposta significativa. É um passo significativo. Mas não é suficiente”, disse.
O governo iraniano também rejeitou a proposta, segundo a agência estatal Irna. O país defende um acordo definitivo para encerrar a guerra.
Trump reiterou que o prazo para reabertura do Estreito de Ormuz termina na terça-feira (7). Afirmou que os Estados Unidos poderiam encerrar a ação militar, mas optam por concluir a operação.
O presidente alternou declarações sobre o Irã. Disse acreditar que há negociação “de boa fé”, mas afirmou estar “muito chateado” e que o país “vai pagar um grande preço”.
No domingo (5), Trump publicou mensagem com ataques ao governo iraniano, usando termos ofensivos.
O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que “assassinatos e crimes” não irão parar as Forças Armadas do país.
A declaração ocorreu após a morte do general Majid Khademi, chefe de Inteligência da Guarda Revolucionária, atribuída a Israel e classificada como “terrorismo” pelo governo iraniano.
“Mais uma vez, o inimigo americano-sionista […] recorreu à sua arma habitual: o terrorismo. […] nem o terror nem o crime podem abalar”, escreveu Khamenei.
Mais cedo, Trump afirmou que não considera crime de guerra atacar estruturas civis iranianas.
“Não, porque eles são animais”, disse ao ser questionado sobre a possibilidade. “Não estou preocupado sobre os alertas por alvejar infraestrutura civil (no Irã)”.
O governo iraniano manifestou preocupação com possíveis violações do direito internacional. Normas internacionais proíbem ataques a alvos civis e preveem responsabilização em tribunais internacionais.