Durante o programa ALive desta sexta-feira (03), o analista internacional Márcio Coimbra disse que o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) é, devido à sua influência no governo norte-americano, a “ponte” necessária para que o Brasil consiga barrar as tarifas dos EUA previstas contra o país.
De acordo com Coimbra, Flávio “está preocupado com a questão econômica” no caso das tarifas norte-americanas e que o governo Lula (PT) “tem claramente uma atuação política que não se preocupa com a questão econômica”.
Para ele, o senador “consegue resolver o problema econômico por intermédio da gestão política”: “Ele é um político que possui interlocução nos Estados Unidos com os mais altos escalões da República. Ele possui relações dentro da Casa Branca, dentro do Departamento de Estado, com o secretário Marco Rubio, dentro do USTR [Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos]”.
“Ele é exatamente a ponte que o Brasil precisa neste momento para desarmar essa bomba do USTR, dessas tarifas”, continuou. “E o Brasil precisa de alguém que tenha interlocução política para fazer isso”.
Nesse momento, segundo Coimbra, é necessário ter “pessoas que tenham capacidade de desarticular esse problema” das tarifas, mas o governo Lula “está pensando na próxima eleição” e quer usar a possibilidade de o tarifaço de 25% acontecer para o petista ganhar mais votos ao culpar Flávio pela situação.
“Ele [governo Lula] não está pensando nos negócios dos brasileiros. Ele não está pensando na próxima geração. Ele está preocupado com a próxima eleição”, criticou.
Ainda de acordo com Coimbra, “Lula nunca quis fazer gestão política com os Estados Unidos” por ser “anti-americano”. “Nós não podemos jogar fora essa relação diplomática construída por mais de 200 anos entre essas duas nações, que são tão importantes uma para a outra”, continuou.
“O governo brasileiro não pode punir os brasileiros pelo simples problema que eles precisam criar para ganhar votos no calendário eleitoral”, completou Coimbra, defendendo que o Executivo petista “tem que pensar nas empresas e nos empregos dos brasileiros que podem ser perdidos”.
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