O programa ALive de hoje (17) abordou o plano de governo “Brasil por Elas”, apresentado ontem (16) pelo pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) ao lado da ex-presidente da Caixa Dani Marques. A iniciativa é voltada ao público feminino e, segundo o senador, busca ampliar a inclusão digital, a proteção e o apoio financeiro às mulheres de todo o país.
O plano reúne 12 propostas voltadas à inclusão digital, proteção, qualificação profissional, empreendedorismo, acesso a crédito, moradia, creches e saúde. Entre as medidas estão a criação de uma plataforma digital de serviços para mulheres e ações para ampliar a autonomia financeira e a capacitação profissional.
Para a filósofa Bruna Torlay, a proposta de Flávio evidencia que a direita visa à liberdade das mulheres, enquanto a esquerda as aprisiona. Segundo ela, “o Brasil esteve preso, nos últimos tempos, na contraposição entre o discurso antifeminista para combater o discurso feminista”.
Nesse sentido, de acordo com a escritora, “quando você tinha toda a direita repetindo os jargões do discurso antifeminista, você deixou de levar em conta questões femininas”: “Existem problemas reais e a direita não sabia falar com a mulher”. Porém, em sua visão, agora a direita “aprendeu a falar com a mulher”.
“As questões femininas passam pelo útero. Tem a ver com creche, tem a ver com autonomia”, afirmou. “A partir do momento que eu vejo a direita adotar um discurso realista, admitir que existem problemas, de fato, que são propriamente femininos, que nós precisamos falar com as mulheres, […] quando a gente adota um discurso realista, a gente chega em todo mundo”, defendeu.
“A gente conversa com todas as mulheres do Brasil que têm problemas (5:58) e a gente mostra que existe uma solução para vocês”, prosseguiu Torlay.
“Vocês [mulheres] não precisam ser reféns da esquerda, que fala com vocês pelo discurso da vulnerabilidade. A gente quer tirar vocês, libertar vocês da vulnerabilidade e justamente atender às questões que são mais prementes para todas as mulheres”, completou a filósofa.
Para a escritora, essa substituição do discurso “mais anti-feminista combativo” pelo “discurso realista” é “uma das melhores novidades da direita”: “Quando o interesse comum vem em primeiro lugar, a gente encontra o tom certo. Quando a gente encontra o tom certo, a gente encontra as propostas certas”.
Torlay finalizou dizendo que o “Brasil por Elas” é realmente um programa “levando em conta os problemas que são os meus, que são os problemas de todas as mulheres do Brasil”.
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