Casa Nóticias Lula sanciona corte que pode retirar até R$ 16,6 bi da saúde e educação

Lula sanciona corte que pode retirar até R$ 16,6 bi da saúde e educação

por admin
0 comentário

O presidente Lula sancionou, em 27 de agosto, sem vetos, a Lei Complementar 235, que permite mudanças na aplicação de recursos da saúde e da educação. Cálculos citados pelo Estadão estimam que as duas áreas podem deixar de receber até R$ 16,6 bilhões em 2027.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

A medida também prevê a antecipação para 2026 de até R$ 3 bilhões que seriam destinados às duas áreas no ano seguinte. Segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI), somente a mudança na base de cálculo do piso da saúde pode representar uma redução de R$ 4,7 bilhões em 2027.

Petróleo deixa de entrar na base da saúde

A nova regra mantém o percentual constitucional de 15% da receita corrente líquida destinado à saúde. O texto, porém, permite retirar dessa base as receitas obtidas com a exploração de petróleo enquanto houver previsão de déficit. Para 2027, a estimativa de arrecadação com petróleo considerada no cálculo é de R$ 31 bilhões.

A mudança não altera formalmente o percentual previsto na Constituição, mas reduz a base sobre a qual ele é aplicado. Com uma base menor, o valor destinado ao piso da saúde também diminui.

O segundo mecanismo envolve recursos do Fundo Social do Pré-Sal. A legislação anterior previa que parte desses valores fosse aplicada adicionalmente em saúde e educação. A nova lei autoriza o governo a antecipar até R$ 3 bilhões de 2027 para 2026.

Medida abre espaço no Orçamento

O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, estimou em R$ 20 bilhões a economia proporcionada pelos gatilhos previstos no Orçamento de 2027. Desse total, R$ 10 bilhões viriam da Lei Complementar 235.

A proposta de Orçamento de 2027, que o governo deve apresentar ao Congresso nesta segunda-feira (31), permitirá comparar o valor previsto para o piso da saúde com o montante que seria destinado caso as receitas do petróleo permanecessem na base de cálculo.

Lei foi aprovada em tramitação acelerada

A Lei Complementar 235 foi aprovada pela Câmara e pelo Senado em 12 de agosto, no mesmo dia. Na Câmara, o placar foi de 318 votos a 113. No Senado, 61 a 2. A tramitação ocorreu sem audiência pública.

Os dispositivos que afetam saúde e educação não constavam da proposta original. Eles foram incluídos no parecer da relatora, deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO), após negociação com o Ministério do Planejamento.

Em votação no Senado, o destaque apresentado pelo PL para retirar um dos dispositivos foi rejeitado por 43 votos a 20. Os nove senadores do PT votaram pela manutenção do trecho.

Cálculos apontam impacto bilionário

A estimativa de perda para saúde e educação varia conforme a metodologia. A IFI calcula R$ 4,7 bilhões a menos para o piso da saúde em 2027.

Estudo do Instituto de Finanças Funcionais para o Desenvolvimento aponta impacto de R$ 8,6 bilhões a R$ 16,6 bilhões nas duas áreas em 2027. Para o período até 2030, a estimativa chega a R$ 56 bilhões.

A XP estima impacto de até R$ 8 bilhões apenas na saúde em 2027.

O governo incorporou a economia projetada pela lei ao planejamento fiscal para 2027. A proposta orçamentária deverá mostrar pela primeira vez o efeito concreto da mudança sobre os pisos constitucionais.





Source link

Você pode gostar também

Design sem nome (84)

Sua fonte de notícias para brasileiros nos Estados Unidos.
Fique por dentro dos acontecimentos, onde quer que você esteja!

TV BRAZIL USA- All Right Reserved. Designed and Developed by STUDYO YO