O presidente Lula (PT) declarou R$ 65,67 milhões em despesas na campanha à reeleição. O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) informou R$ 55,32 milhões em gastos. Os dados constam da prestação de contas parcial da Justiça Eleitoral, atualizada até terça-feira (15).
Somadas, as duas campanhas registraram R$ 120,99 milhões em despesas, segundo os dados disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O valor corresponde a 78,6% dos gastos informados pelos candidatos à Presidência que constam no levantamento.
Os números consideram as movimentações financeiras registradas até 8 de setembro. A prestação é parcial e ainda poderá sofrer alterações até a entrega das contas definitivas.
Lula
A campanha de Lula informou R$ 65,67 milhões em despesas. Entre os gastos registrados estão valores destinados à estrutura de comunicação, produção de material de campanha, serviços de assessoria e deslocamentos.
Parte relevante das despesas aparece como valores empenhados ou contratados, o que significa que nem todo o montante declarado necessariamente já foi desembolsado.
Flávio
Flávio Bolsonaro declarou R$ 55,32 milhões em despesas no mesmo período.
Do total informado pela campanha, uma parcela corresponde a despesas já pagas, enquanto outra aparece registrada como contratação ou compromisso financeiro. A prestação disponível à Justiça Eleitoral é, portanto, um retrato parcial da movimentação financeira da campanha.
Prestação ainda pode mudar
Os candidatos tiveram de enviar à Justiça Eleitoral, entre 9 e 13 de setembro, os dados relativos às receitas e despesas realizadas até 8 de setembro. Novas movimentações serão incorporadas ao sistema ao longo da campanha e na prestação de contas final.
O levantamento também inclui recursos provenientes de diferentes fontes permitidas pela legislação eleitoral, como Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), Fundo Partidário, doações de pessoas físicas, recursos próprios e transferências partidárias.
O primeiro turno das eleições de 2026 está marcado para 4 de outubro. Caso haja segundo turno para a Presidência da República, a votação será realizada em 25 de outubro.