A Polícia Federal (PF) cumpre hoje (17) mandados de busca e apreensão em uma nova fase operação Overclean, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares.
A PF havia solicitado autorização para cumprir um mandado de busca também contra ACM Neto, candidato ao governo da Bahia pelo União Brasil. A Procuradoria-Geral da República (PGR) concordou com o pedido, mas o ministro Nunes Marques, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), negou a medida.
O gabinete do ministro informou que não comentaria a decisão.
A décima fase da Overclean apura suspeitas de crimes contra a administração pública, fraude em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A investigação mira contratos da Secretaria de Educação de Belo Horizonte firmados entre 2024 e 2025, com valores superiores a R$ 80 milhões.
Ao todo, são cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, São Paulo, Tocantins, Paraná, Espírito Santo e Bahia. As medidas foram autorizadas por Nunes Marques.
Entre os alvos está Bruno Barral, ex-secretário municipal de Educação de Belo Horizonte. Ele deixou o cargo em abril de 2025, depois de ser alvo da terceira fase da operação.
Também são alvo da PF o empresário baiano José Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, e Alex Maciel, apontado pelos investigadores como empresário e sócio de Moura. Moura foi indiciado pela PF em agosto sob suspeita de participação no esquema investigado.
A Operação Overclean apura, desde as primeiras fases, suspeitas envolvendo empresários, agentes públicos e operadores em uma rede investigada por possíveis fraudes em licitações, lavagem de dinheiro e corrupção.