O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar de São Paulo (PM-SP) descartou nesta madrugada (19) a hipótese de que uma bomba tenha sido colocada em um dos carros da comitiva que levou o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) ao debate realizado pela Band na noite de ontem (18).
Após o encerramento do evento, pessoas que estavam na sede da emissora foram impedidas de deixar o local até que o Gate liberasse a área. O veículo suspeito estava estacionado em frente à sede do canal. Flávio e o presidente Lula (PT) conseguiram deixar o local.
Segundo o porta-voz do Gate, Victor Capello Haddad, a denúncia foi repassada pela polícia do Senado Federal durante o debate.
“Haveria um artefato em um veículo do candidato Flávio. Ambos os cães detectaram um componente químico que pode ser usado para confecção de artefato explosivo. Foi feita uma busca mais minuciosa. São misturas que volatilizaram e indicaram para o cão que poderia ser uma bomba, mas não era. O ambiente está seguro”, afirmou Haddad. Ele citou a amônia como uma das possíveis substâncias envolvidas.
“O veículo tem vários componentes químicos, inclusive para o acionamento do airbag. Eu não consigo falar precisamente agora qual dos componentes volatilizou suficientemente para que ambos os cães acreditassem que era um artefato [uma bomba]”, explicou.
O porta-voz afirmou que não tem informações detalhadas sobre como os candidatos foram avisados da ameaça nem sobre os procedimentos adotados para que deixassem o local.
De acordo com Haddad, a denúncia chegou aos policiais do Senado por meio de um “canal de inteligência” e, posteriormente, foi repassada ao Gate. Os jornalistas que cobriam o debate e outras pessoas presentes deixaram o local por outra portaria.