O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta segunda-feira (19) que a França feche suas fronteiras para conter a onda de protestos e violência que atinge o país. Em publicação na rede social Truth Social, o republicano voltou a atribuir as manifestações à imigração.
“Os migrantes tomaram conta da França. É preciso FECHAR AS FRONTEIRAS, JÁ”, declarou.
Trump já havia relacionado os atos à imigração na Europa em outras ocasiões. Em uma delas, afirmou que as manifestações fariam parte de uma estratégia de “dominação do Islã”. As declarações foram feitas sem apresentação de provas que sustentassem essa relação.
Protestos se espalham pelo país
As manifestações começaram em setembro, com mobilizações contra problemas no sistema educacional francês, incluindo a falta de professores e a precariedade da infraestrutura escolar em áreas periféricas.
A tensão aumentou em 5 de outubro, após um estudante de 15 anos perder a mão na explosão de uma granada de efeito moral durante uma ação policial em Lens. Depois do episódio, o ministro do Interior, Laurent Nuñez, suspendeu o uso do artefato em manifestações estudantis.
Os atos se espalharam para outras cidades e passaram a incorporar reivindicações relacionadas à desigualdade e aos gastos públicos. Segundo o governo francês, mais de 500 mil pessoas participaram das mobilizações no fim de semana.
Saques e depredação elevam tensão
Durante os protestos, manifestantes saquearam estabelecimentos comerciais, incendiaram veículos e prédios e vandalizaram instalações públicas. Os atos também resultaram em confrontos com as forças de segurança.
O balanço divulgado pelo imprensa internacional registra uma morte, mais de 1.300 feridos e cerca de 2.300 detidos no fim de semana.
O presidente francês, Emmanuel Macron, condenou os ataques e classificou os envolvidos como “numerosos delinquentes”. O ministro da Justiça também afirmou que o país dará uma resposta rigorosa aos responsáveis pelos atos de violência.