O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, criticou nesta segunda-feira (19) a falta de transparência do governo Lula e questionou o uso de sigilos sobre informações relacionadas à Presidência da República. O parlamentar também atacou os pagamentos acima do teto constitucional no funcionalismo público durante debate na GloboNews.
“Temos problemas sérios de transparência em governo que decreta sigilo de cem anos em cartão corporativo, em viagens feitas pela presidência”, declarou Marinho.
O senador associou a falta de transparência ao aumento dos gastos públicos e defendeu mudanças na estrutura administrativa do Estado. Para ele, a gestão federal precisa reduzir despesas e interromper práticas que favorecem grupos políticos e corporações.
Marinho também criticou os chamados penduricalhos do funcionalismo, pagamentos adicionais que podem elevar a remuneração de servidores acima do teto constitucional.
“Não é possível a gente viver num país [em que] os penduricalhos já significam R$ 24 bilhões pagos a mais, acima do teto salarial ano passado”, afirmou.
Na mesma discussão, o senador questionou a defesa de uma reforma do Judiciário pelo governo petista. “O governo fala hoje de reforma do Judiciário, mas é puro oportunismo eleitoral”, disse.
Edinho Silva, coordenador da campanha de Lula, rebateu as críticas e argumentou que também houve concessão de benefícios fiscais e privilégios durante o governo Jair Bolsonaro (PL). O petista defendeu as medidas tributárias da atual gestão e contestou a avaliação de que o governo Lula não teria adotado iniciativas para reduzir desigualdades.