O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) André Mendonça, vice-presidente da Corte, foi sorteado relator do pedido do presidente Lula (PT) para abrir seus dados fiscais, bancários e telefônicos, além dos de seus familiares, sob a condição de que o senador Flávio Bolsonaro (PL) faça o mesmo. O período abrangido pela quebra de sigilo seria de 8 anos.
A petição apresentada por Lula inclui também familiares e empresas nas quais eles tenham vínculos societários ou financeiros. O Instituto Lula, porém, ficou de fora do ofício encaminhado ao TSE.
Lula apresentou a possibilidade de abrir seus sigilos durante o debate da Band, no domingo, como forma de rebater acusações de corrupção. No entanto, o petista já foi condenado em três instâncias, sendo um dos crimes justamente a ocultação de patrimônio no caso do tríplex do Guarujá, no âmbito da Lava Jato.
Lula teve a condenação mantida pela 3ª instância, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em abril de 2019. No entanto, em 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou todas as condenações e os processos contra ele, em um movimento para ajudar o petista, ao declarar a incompetência da Justiça Federal do Paraná e a suspeição, infundada, do ex-juiz Sergio Moro.

