Parlamentar eleito por São Paulo defende candidatura única da direita; aponta Rogério Marinho ou Tereza Cristina como nomes viáveis
O senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP) anunciou nesta terça-feira, 27, que não apoiará a reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP) à presidência do Senado. A decisão ocorre no mesmo dia em que a Federação União Progressistas, que reúne o Progressistas (PP) e o União Brasil, formalizou o apoio ao atual presidente da Casa.
Derrite usou as redes sociais para comunicar a posição. Ele declarou que seu voto irá para o candidato escolhido pelo campo conservador. O senador eleito citou dois nomes como alternativas viáveis: Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS).
Na gravação, Derrite defendeu a união das forças de oposição para evitar a dispersão de votos. “Creio que nós devemos unir as forças em torno de um único nome”, afirmou. Ele foi enfático ao rejeitar o nome de Alcolumbre. “Não votarei em Davi Alcolumbre para ser reconduzido à presidência do Senado.”
A eleição para a Mesa Diretora do Senado está prevista para fevereiro de 2027. A federação comandada por Ciro Nogueira (PP) e Antonio Rueda (União) terá uma bancada de 12 senadores na próxima legislatura.
Derrite cobra pauta sobre impeachment de ministros do STF
A divergência entre Derrite e a cúpula do partido tem como pano de fundo a relação com o Supremo Tribunal Federal (STF). O senador eleito criticou a postura de Alcolumbre em relação aos pedidos de impeachment de ministros da Corte. Para ele, a Casa precisa exercer seu papel constitucional.
“Conseguiremos isso se tivermos eleito um presidente do Senado que tenha o compromisso com as nossas pautas”, declarou. A resistência em pautar os pedidos de impeachment é apontada como o principal motivo de insatisfação de uma ala da Casa de Leis com a gestão atual.
Federação União Progressistas oficializa apoio a Alcolumbre
Enquanto Derrite anunciava a ruptura, os presidentes das duas legendas, Antonio Rueda (União) e Ciro Nogueira (PP), que formam a federação assinavam uma nota oficial de apoio à reeleição de Alcolumbre. Para se manter no comando do Senado, o atual presidente precisa garantir o voto de pelo menos 41 dos 81 senadores.
Derrite chega ao Senado com a maior votação da história para o cargo, tendo recebido mais de 13,2 milhões de votos.