Por volta das 10h, aproximadamente 50 pessoas, entre crianças, adultos e idosos, estavam no local. “Temos mais de 80 famílias, portanto, mais de 100 cidadãos aqui. A maior parte saiu para trabalhar e, por isso, há menos pessoas presentes neste momento [da visita da reportagem]”, contou a voluntária Ana Karoline, 28 anos, representante do MLB-DF.
Quem são os moradores?
As famílias abrigadas pelo grupo têm perfis diversos, mas uma característica em comum: a situação de vulnerabilidade. “Tratam-se de pessoas que vivem em situação de risco, moram de aluguel ou até de favor. Eles nos procuram, mas também fazemos a mobilização e captação [desse público]”, comentou Ana Karoline.
“Temos um trabalho maior em Arapoanga, em Planaltina e no Sol Nascente – que, apesar de ser uma região administrativa, ainda tem barracos de madeira, ruas sem pavimento, falta de ônibus. Houve até um caso, neste ano, de um barraco que pegou fogo e cinco pessoas morreram, sendo quatro crianças. Aquela área era de ocupação”, completou Ellica.
Ainda segundo a estudante, o movimento também resgata famílias que sobrevivem em estruturas improvisadas, de pallet e lona, por exemplo. “Hoje, graças à ocupação, temos conseguido dar uma moradia um pouco mais digna a elas. É óbvio que, ainda pelas questões estruturais do prédio, está longe da total dignidade, mas ao menos essas pessoas não estão mais em situação de risco nem de fome”, ressaltou a estudante.
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