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SpaceX eleva pela primeira vez a Estação Espacial Internacional a uma altitude orbital mais alta

por admin
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A Estação Espacial Internacional (ISS) foi elevada a uma altitude orbital mais elevada pela primeira vez no início deste mês, por uma espaçonave SpaceX Dragon ancorada na estação. O que ainda é paradoxal, já que a SpaceX foi contratada, justamente, para destruir a estação orbital, quando ela chegar ao fim de sua vida operacional, em algum momento de 2030.

Às 12h50 do dia 8 de novembro, a Dragon fez seu primeiro “reboost” da ISS, disparando seus foguetes para aumentar a altitude até a estação e mantê-la flutuando por mais um pouco. O reboost elevou a altitude da ISS em 113 metros em seu apogeu, que é o ponto de maior distância da Terra na órbita, e em 1,13 quilômetro no perigeu, que é o ponto mais próximo. A manobra da Dragon, que envolveu acoplamento à ISS e ação dos propulsores da nave, durou 12 minutos e 30 segundos.

A SpaceX não é a primeira empresa privada a realizar o reajuste de órbita, contudo. A nave Cygnus, pertencente à corporação Northrop Grumman — fabricante de armas e tecnologia militar — foi o primeiro veículo espacial privado a fazer o reboost em junho de 2022. Uma terceira espaçonave que realiza os reajustes é a Progress, da agência espacial estatal russa Roscosmos. No passado, a Roscosmos usava a nave Soyuz. A NASA aposentou sua nave própria em 2011.

Mas por que pedir isso à SpaceX agora? Pois bem, a empresa precisa de dados para quando tiver que impulsionar a ISS para destruí-la.

No entanto, a Dragon não ficará encarregada desse trabalho. Em vez disso, a SpaceX construirá uma nave maior para derrubar a estação e ainda não se sabe qual nome ela receberá, mas esse veículo de órbita terá três vezes mais motores que uma Dragon padrão, embora sejam os mesmos motores que as naves existentes da SpaceX.

Ele terá também “uma seção traseira aumentada que vai armazenar tanques com propelentes, motores, equipamento elétrico de aviação, geração de energia e calor projetados especialmente para a missão”, disse Sarah Walker, diretora de administração de missões da Dragon, em coletiva de julho.

Os dados obtidos ao impulsionar a ISS serão agora relevantes para a construção de uma nave espacial maior.

A estação foi projetada para durar até o fim desta década, e já mostra sinais de desgaste na forma de elevação dos custos de manutenção.

A NASA já estuda a substituição da ISS por estações espaciais de natureza comercial. Neste caso, a agência espacial do governo americano ficará livre dos custos e poderá alugar espaço para suas pesquisas. Esse cenário aponta para um possível rompimento de cooperação com a Rússia, que após a invasão da Ucrânia deteriorou suas relações com os Estados Unidos. A NASA se compromete com a parceria na ISS até 2030, mas a Rússia por enquanto só manifestou intenção de continuar a relação até 2028, prometendo uma nova estação espacial própria até 2027.

 

 

Fonte: Cavok



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