A juíza Kathaleen McCormick, de Delaware, rejeitou pela segunda vez a tentativa da Tesla de validar um pacote aprovado em 2018, que previa a entrega de 300 milhões de ações a Elon Musk. Avaliado inicialmente em US$ 56 bilhões, o benefício, atrelado ao desempenho da empresa, hoje ultrapassaria US$ 100 bilhões com a valorização de 44% das ações da Tesla este ano.
McCormick argumentou que o conselho da Tesla na época era “excessivamente próximo” de Musk, comprometendo a independência da aprovação. Mesmo após uma nova votação em junho, com o pacote recebendo 72% de apoio dos acionistas, a juíza manteve a decisão desfavorável. “Permitir que empresas corrijam falhas de governança após decisões judiciais negativas tornaria os processos intermináveis”, justificou.
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A juíza Kathaleen McCormick, de Delaware, rejeitou pela segunda vez a tentativa da Tesla de validar um pacote aprovado em 2018, que previa a entrega de 300 milhões de ações a Elon Musk. Avaliado inicialmente em US$ 56 bilhões, o benefício, atrelado ao desempenho da empresa, hoje ultrapassaria US$ 100 bilhões com a valorização de 44% das ações da Tesla este ano.
McCormick argumentou que o conselho da Tesla na época era “excessivamente próximo” de Musk, comprometendo a independência da aprovação. Mesmo após uma nova votação em junho, com o pacote recebendo 72% de apoio dos acionistas, a juíza manteve a decisão desfavorável. “Permitir que empresas corrijam falhas de governança após decisões judiciais negativas tornaria os processos intermináveis”, justificou.
A Tesla anunciou que recorrerá à Suprema Corte de Delaware. “Se essa decisão não for revertida, significa que advogados e juízes comandam as empresas, e não os acionistas, que são seus verdadeiros donos”, declarou a empresa. Elon Musk também reagiu, dizendo que “acionistas devem controlar votos em empresas, não juízes”.
O caso dividiu opiniões. Ann Lipton, professora de Direito na Universidade de Tulane, criticou o benefício bilionário, apontando que “um pacote dessa magnitude não tem justificativa razoável, especialmente diante de um conselho tão alinhado ao executivo”. Já David Larcker, professor de Stanford, defendeu a política adotada: “A vinculação de benefícios ao desempenho cria incentivos para metas ambiciosas e alinha interesses entre acionistas e executivos”.
Por outro lado, críticos como Nell Minow, especialista em governança corporativa, alertaram sobre os riscos de precedentes perigosos. “Um benefício desse porte desafia limites éticos e enfraquece padrões de governança”, afirmou Minow em artigo próprio. Já acionistas favoráveis destacam que o crescimento acelerado da Tesla nos últimos anos reflete o sucesso da gestão de Musk.
Shareholders should control company votes, not judges https://t.co/zRsWGjC2hG
— Elon Musk (@elonmusk) December 3, 2024