Uma pesquisa feita pelo Instituto Cadem divulgada no domingo, 22, mostra que os chilenos estão muito insatisfeitos com a imigração.
Segundo os dados, 79% deles acreditam que é preciso fechar a fronteira para novos imigrantes “até que se possam resolver os problemas atuais“.
O resultado mostra que a preocupação com a chegada de imigrantes não é exclusiva dos eleitores do republicano Donald Trump, nos Estados Unidos.
Segurança pública
O Chile tem recebido uma grande parte dos migrantes venezuelanos que fugiram da ditadura de Hugo Chávez e Nicolás Maduro.
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Uma pesquisa feita pelo Instituto Cadem divulgada no domingo, 22, mostra que os chilenos estão muito insatisfeitos com a imigração.
Segundo os dados, 79% deles acreditam que é preciso fechar a fronteira para novos imigrantes “até que se possam resolver os problemas atuais“.
O resultado mostra que a preocupação com a chegada de imigrantes não é exclusiva dos eleitores do republicano Donald Trump, nos Estados Unidos.
Segurança pública
O Chile tem recebido uma grande parte dos migrantes venezuelanos que fugiram da ditadura de Hugo Chávez e Nicolás Maduro.
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Ainda que o país continue sendo muito seguro, comparando-se com o Brasil, uma parte importante da população passou a atribuir casos de violência aos novos moradores.
A taxa de homicídio no Brasil é de 22 mortes para 100 mil pessoas.
No Chile, é de apenas 6,3 por 100 mil.
Regularização de imigrantes
A pesquisa mostra que 56% dos chilenos acham que a regularização dos imigrantes, permitindo a permanência legal, tem um impacto negativo na segurança pública.
Aproximadamente 69% dos chilenos acreditam que uma ajuda para os estrangeiros conseguirem documentos incentivaria outras pessoas a irem para o país.
O Cadem também notou que 87% dos chilenos acham que deveriam ser impostas novas restrições contra a imigração.
Gabriel Boric
O sentimento é tão presente que levou o presidente do Chile, Gabriel Boric (foto), a também adotar um discurso contra a imigração, apesar de sua defesa dos direitos humanos e de suas críticas ao ditador Nicolás Maduro.
Boric já chegou até a falar sobre expulsão de imigrantes ilegais, mas também tem buscado se distanciar da retórica de Donald Trump, dizendo que se trata de um assunto humanitário.
Fonte: O antagonista