{"id":103456,"date":"2025-02-16T15:58:04","date_gmt":"2025-02-16T15:58:04","guid":{"rendered":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/2025\/02\/16\/faccoes-usam-funkeiros-para-fazer-propaganda-e-recrutar-jovens-para-o-crime\/"},"modified":"2025-02-16T15:58:05","modified_gmt":"2025-02-16T15:58:05","slug":"faccoes-usam-funkeiros-para-fazer-propaganda-e-recrutar-jovens-para-o-crime","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/2025\/02\/16\/faccoes-usam-funkeiros-para-fazer-propaganda-e-recrutar-jovens-para-o-crime\/","title":{"rendered":"Fac\u00e7\u00f5es usam funkeiros para fazer propaganda e recrutar jovens para o crime"},"content":{"rendered":"<p> <script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8864793242727901\"\r\n     crossorigin=\"anonymous\"><\/script><br \/>\n<\/p>\n<div id=\"taboola-read-more\" style=\"display:block; width:100%\">\n<p>As fac\u00e7\u00f5es criminosas cariocas Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP) v\u00eam diversificando a disputa territorial no Estado do Rio de Janeiro para al\u00e9m do dom\u00ednio de favelas e pontos de venda de drogas. Agora os grupos travam tamb\u00e9m uma guerra cultural. Cantores de funk, rap e trap, que ganharam fama local fazendo apologia ao crime em bailes financiados pelo tr\u00e1fico, est\u00e3o escolhendo lados na disputa de fac\u00e7\u00f5es e sendo usados por elas para aumentar a influ\u00eancia e recrutar jovens.\n<\/p>\n<p>Um artista ligado a uma determinada fac\u00e7\u00e3o criminosa n\u00e3o pode cantar em um \u201cbaile\u201d de uma fac\u00e7\u00e3o rival. As letras das m\u00fasicas retratam uma vida f\u00e1cil, com abund\u00e2ncia de riqueza e cheia de aventuras supostamente desfrutada por membros do crime organizado. Segundo analistas ouvidos pela reportagem, as fac\u00e7\u00f5es financiam artistas e eventos musicais em uma tentativa de recrutar jovens para suas organiza\u00e7\u00f5es criminosas.<\/p>\n<p>O debate sobre a m\u00fasica que faz apologia ao crime entrou na esfera pol\u00edtica recentemente com a cria\u00e7\u00e3o dos chamados projetos de lei &#8220;anti-Oruam&#8221; &#8211; em refer\u00eancia ao nome art\u00edstico do cantor de trap Mauro Nepomuceno, filho do traficante carioca M\u00e1rcio Nepomuceno, o Marcinho VP, que est\u00e1 preso. Os projetos visam proibir o uso de dinheiro p\u00fablico para a contrata\u00e7\u00e3o de shows musicais que fazem apologia ao crime ou ao uso de drogas.\n<\/p>\n<p>Eles j\u00e1 foram apresentados em mais de 80 cidades, contam com o apoio de 130 parlamentares e t\u00eam rendido dividendos pol\u00edticos para seus autores. Nesta semana, um projeto de lei &#8220;anti-Oruam&#8221; chegou \u00e0 C\u00e2mara dos Deputados, em Bras\u00edlia, pelas m\u00e3os do deputado Kim Kataguiri (Uni\u00e3o-SP).\n<\/p>\n<p>O nome gen\u00e9rico &#8220;anti-Oruam&#8221; dado a esses projetos de lei foi criado pela vereadora de S\u00e3o Paulo, Amanda Vettorazzo (Uni\u00e3o). \u201cAs organiza\u00e7\u00f5es criminosas dominam nossa sociedade e est\u00e3o em diversos espa\u00e7os. Na m\u00fasica, entendo que a influ\u00eancia que artistas tem sobre jovens \u00e9 imensa\u201d, disse ela \u00e0 Gazeta do Povo.\n<\/p>\n<p>Ela disse que a ideia de seu projeto \u00e9 fazer um contraponto \u201c\u00e0 ideia que artistas que promovem o crime organizado passam: de que a vida no crime \u00e9 onde o jovem vai conseguir atingir o sucesso\u201d.\n<\/p>\n<p><strong>Cantor diz que leis &#8220;anti-Oruam&#8221; atacam os g\u00eaneros musicais funk, rap e trap; vereadora afirma que foi amea\u00e7ada<\/strong>\n<\/p>\n<p>A vereadora Amanda Vettorazzo usou o nome do cantor Oruam para apelidar seu projeto de lei em raz\u00e3o dela afirmar que o artista &#8220;\u00e9 um dos maiores s\u00edmbolos da apologia ao crime&#8221;, citando sua participa\u00e7\u00e3o festival Lollapalooza, em S\u00e3o Paulo, onde ele defendeu a liberta\u00e7\u00e3o de seu pai. Al\u00e9m disso, ela contesta o fato de o artista possuir uma tatuagem em homenagem ao seu tio de considera\u00e7\u00e3o, o traficante &#8220;Elias Maluco&#8221;, respons\u00e1vel por torturar e esquartejar o jornalista Tim Lopes.\n<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias de que Oruam tenha recebido dinheiro p\u00fablico para se apresentar em S\u00e3o Paulo, mas o evento Virada Cultural de 2024 destinou cerca de R$ 650 mil para artistas que t\u00eam m\u00fasicas que fazem apologia ao crime em seu repert\u00f3rio. A reportagem n\u00e3o conseguiu confirmar se essas m\u00fasicas foram apresentadas ou n\u00e3o no evento. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) disse apoiar o projeto de lei de Amanda Vetorazzo, apesar de desconhecer Oruam.\n<\/p>\n<p>O cantor, por sua vez, recebeu com indigna\u00e7\u00e3o a proposta apresentada pela vereadora paulista e respondeu nas redes sociais: \u201cN\u00f3s cantamos o que vivemos. At\u00e9 se proibir, n\u00f3s vamos cantar. N\u00f3s somos o \u00f3dio\u201d. Ele afirmou \u00e0 CNN Brasil que as leis propostas s\u00e3o uma tentativa de criminalizar todo um g\u00eanero musical. &#8220;Voc\u00eas n\u00e3o entendem que a lei anti-Oruam n\u00e3o ataca s\u00f3 o Oruam, mas todos os artistas da cena&#8221;, disse.\n<\/p>\n<p>O deputado Kim Kataguiri disse que a lei que apresentou na C\u00e2mara n\u00e3o quer proibir a composi\u00e7\u00e3o ou divulga\u00e7\u00e3o das m\u00fasicas, mas somente impedir o financiamento p\u00fablico de shows onde elas sejam apresentadas. Amanda Vetorazzo disse que seu projeto tem como principal objetivo proibir verba p\u00fablica a \u201cshows, artistas e eventos abertos ao p\u00fablico infantojuvenil\u201d que contenham men\u00e7\u00f5es ao crime organizado e ao tr\u00e1fico.\n<\/p>\n<p>A vereadora Amanda disse que passou a receber amea\u00e7as at\u00e9 de cunho sexual ap\u00f3s apresentar seu projeto de lei. Ela disponibilizou o texto do projeto em um site de internet para qualquer vereador ou deputado que desejar apresent\u00e1-lo em sua cidade ou estado.\n<\/p>\n<p>A reportagem fez contato com Oruam para comentar as acusa\u00e7\u00f5es por meio do n\u00famero de telefone disponibilizado por sua gravadora, mas n\u00e3o obteve retorno.\n<\/p>\n<p><strong>Cantores n\u00e3o podem se apresentar em \u00e1reas controladas por fac\u00e7\u00f5es rivais<\/strong>\n<\/p>\n<p>As fac\u00e7\u00f5es criminosas n\u00e3o controlam apenas territ\u00f3rios. Especialmente no Rio de Janeiro, possuem s\u00edmbolos e lemas e fazem quest\u00e3o de entrar na cultura do funk e dos bailes &#8211; fomentando as rivalidades com seus inimigos por meio da m\u00fasica. Um artista de determinada fac\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode cantar em um \u201cbaile\u201d rival. Em casos mais extremos, as situa\u00e7\u00f5es v\u00e3o al\u00e9m das fronteiras do Rio de Janeiro e precisam de interven\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico.\n<\/p>\n<p>\u00c9 o caso de alguns dos shows de Marlon Brandon Coelho Couto Silva, mais conhecido como MC Poze do Rodo, funkeiro de sucesso e ex-traficante confesso do Comando Vermelho. Em 2021, Poze teve um show em Salvador proibido pela Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica da Bahia. A decis\u00e3o foi motivada por amea\u00e7as de traficantes de organiza\u00e7\u00f5es criminosas rivais de promover viol\u00eancia no evento se ele ocorresse. O mesmo aconteceu em Fortaleza. J\u00e1 em S\u00e3o Paulo, o cantor sofreu amea\u00e7as ap\u00f3s ofender o Primeiro Comando da Capital (PCC).\n<\/p>\n<p>Ele alega que largou a vida criminosa para viver uma vida &#8220;mais tranquila&#8221; na m\u00fasica. Afirmou em algumas ocasi\u00f5es que diz aos f\u00e3s que &#8220;o crime n\u00e3o leva a lugar nenhum\u201d. A reportagem tentou fazer contato com Poze do Rodo por meio de contatos disponibilizados em seu site oficial, mas n\u00e3o recebeu retorno sobre os questionamentos.\n<\/p>\n<p>Segundo a delegada Fl\u00e1via Monteiro de Barros, chefe da 127\u00aa delegacia de B\u00fazios (RJ) que j\u00e1 atuou em casos envolvendo fac\u00e7\u00f5es e bailes funk, disse que as m\u00fasicas de cantores ligados a fac\u00e7\u00f5es s\u00e3o atraentes para jovens de comunidades pobres porque retratam uma vida f\u00e1cil.\n<\/p>\n<p>\u201cOs bailes funks funcionam como ref\u00fagios de prazer para a comunidade e tamb\u00e9m um mundo ilus\u00f3rio para as pessoas que veem de fora. As letras dos funks demonstram uma nova possibilidade de ganhar a vida f\u00e1cilmente, atrav\u00e9s do tr\u00e1fico de drogas e armas\u201d, disse.\n<\/p>\n<p>Ela disse que m\u00fasicas de Poze do Rodo fazem apologia \u00e0 fac\u00e7\u00e3o Comando Vermelho. \u201cO cantor em suas letras incita a viol\u00eancia, o tr\u00e1fico de drogas, promove a fac\u00e7\u00e3o criminosa a que faz parte, participa de shows pagos pelo tr\u00e1fico e, quando \u00e9 convidado para cantar em alguma localidade onde a fac\u00e7\u00e3o \u00e9 diversa, fica sendo hostilizado e acaba sendo proibido de cantar\u201d.\n<\/p>\n<p>O ideal ilus\u00f3rio da \u201cascens\u00e3o f\u00e1cil\u201d \u00e9 uma das maneiras de atrair jovens, sobretudo aqueles em situa\u00e7\u00f5es mais prec\u00e1rias, segundo a delegada. O fen\u00f4meno pode ser distinto para as mulheres, que raramente est\u00e3o na linha sucess\u00f3ria do crime organizado e encontram espa\u00e7o na arte em m\u00fasicas pautadas na liberdade sexual feminina \u2013 que muitas vezes t\u00eam por princ\u00edpio a erotiza\u00e7\u00e3o de seus corpos.\n<\/p>\n<p>De acordo com ela, outro fator preocupante \u00e9 a exposi\u00e7\u00e3o que essas m\u00fasicas t\u00eam entre menores de idade. Al\u00e9m da apologia ao crime, h\u00e1 a possibilidade de que as can\u00e7\u00f5es contribuam para a sexualiza\u00e7\u00e3o precoce de crian\u00e7as.\n<\/p>\n<p><strong>Funk mudou e se popularizou no Rio<\/strong>\n<\/p>\n<p>Popularizado no fim da d\u00e9cada de 1970, o funk carioca nasceu nos sub\u00farbios e favelas do Rio de Janeiro com a alegada miss\u00e3o de trazer cultura para a camada mais pobre da sociedade. Em seus prim\u00f3rdios, as can\u00e7\u00f5es faziam alus\u00f5es \u00e0 vida na favela: cotidiano, orgulho, dificuldades, sentimentos e cr\u00edticas \u00e0 falta de servi\u00e7os b\u00e1sicos por parte Estado e, por vezes, \u00e0 a\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia.\n<\/p>\n<p>O uso de palavr\u00f5es nas letras n\u00e3o era comum, muito menos alus\u00f5es ao crime organizado. Com o tempo, o g\u00eanero musical foi ganhando notoriedade e espa\u00e7o na zona sul do Rio &#8211; \u00e1rea nobre da cidade.\n<\/p>\n<p>Nos anos 90, uma das m\u00fasicas do g\u00eanero de mais sucesso, o \u201cRap da Felicidade\u201d, dos artistas Cidinho e Doca abordou adversidades encontradas no cotidiano dos morros e a necessidade da busca da felicidade, mesmo enfrentando o duro cotidiano. O famoso refr\u00e3o entoava: \u201cEu s\u00f3 quero \u00e9 ser feliz, andar tranquilamente na favela onde eu nasci\u201d.\n<\/p>\n<p>Anos depois, as principais can\u00e7\u00f5es do funk carioca e nacional passaram a incluir em suas letras men\u00e7\u00f5es ao uso de entorpecentes, incentivo a condutas criminosas incluindo tr\u00e1fico de drogas, de armas e um discurso de \u00f3dio que visa atingir as for\u00e7as de seguran\u00e7a.\n<\/p>\n<p>O hit de funk mais ouvido em 2024 na plataforma Spotify, a can\u00e7\u00e3o \u201cThe box medley funk 2\u201d faz alus\u00f5es a ascend\u00eancia social citando o nome de marcas de grife, ao uso e drogas como lan\u00e7a perfume, maconha, e o sexo expl\u00edcito. A can\u00e7\u00e3o conta com mais de 300 milh\u00f5es de visualiza\u00e7\u00f5es e foi produzida por artistas paulistanos. Hoje o g\u00eanero alcan\u00e7a r\u00e1dios e p\u00fablicos de todo o Brasil.\n<\/p>\n<p>Para Paulo Storani, antrop\u00f3logo, especialista em seguran\u00e7a p\u00fablica e capit\u00e3o da reserva do Bope (Batalh\u00e3o de Opera\u00e7\u00f5es Especiais da Pol\u00edcia Militar do Rio), a mudan\u00e7a sofrida pelo g\u00eanero musical nas \u00faltimas cinco d\u00e9cadas acompanha a \u201cdegrada\u00e7\u00e3o dos valores morais da sociedade\u201d.\n<\/p>\n<p>Ele afirma que entre os anos de 1970 e 1990 havia \u201cuma grande produ\u00e7\u00e3o musical, com uma qualidade que hoje n\u00f3s n\u00e3o conseguimos encontrar\u201d. Segundo ele, atualmente \u00e9 necess\u00e1rio \u201cum movimento de inflex\u00e3o nesse decl\u00ednio moral que vivemos, que afeta a express\u00e3o art\u00edstica\u201d.\n<\/p>\n<p>De acordo com Storani, cresce a ideia de que o traficante ou criminoso que faz sucesso e ascende economicamente pode ser considerado um exemplo.\n<\/p>\n<p>\u201cGrandes figuras do tr\u00e1fico de entorpecentes, do crime organizado, passaram a ser modelos vitoriosos, que se deram bem, que est\u00e3o ganhando dinheiro com isso, festejados\u201d, afirma.\n<\/p>\n<p><strong>Estado paralelo oferece eventos culturais acess\u00edveis em comunidades pobres<\/strong>\n<\/p>\n<p>A aus\u00eancia de op\u00e7\u00f5es culturais p\u00fablicas e privadas em comunidades pobres e favelas faz com que o poder paralelo do crime organizado tome para si o papel da promo\u00e7\u00e3o cultural nestes espa\u00e7os, de forma aparentemente gratuita. Mas ela vem acompanhada de propaganda das fac\u00e7\u00f5es, segundo analistas.\n<\/p>\n<p>De acordo com o especialista em seguran\u00e7a p\u00fablica e major na Pol\u00edcia Militar do Distrito Federal, Luiz Fernando Ramos Aguiar, \u00e9 comum que criminosos financiem artistas e bailes funk. O objetivo \u00e9 fortalecer a imagem dos criminosos como defensores e benfeitores das regi\u00f5es onde atuam.\n<\/p>\n<p>Assim, os jovens se sentem de alguma maneira representados nos bailes e alguns acabam ingressando no grupo criminoso.\n<\/p>\n<p>Em outra frente, a m\u00fasica produzida por esses artistas tamb\u00e9m se populariza em seguimentos da classe m\u00e9dia que aceitam o conceito do pobre se tornar bandido por ser v\u00edtima da sociedade. Muitas produ\u00e7\u00f5es e produtoras tamb\u00e9m s\u00e3o apoiadas e patrocinadas por diferentes tipos de empresas, incluindo cassinos virtuais.\n<\/p>\n<p>Um dos hits mais pol\u00eamicos de 2022, que menciona venda de drogas, conta mais de 100 milh\u00f5es de visualiza\u00e7\u00f5es e \u00e9 patrocinado por uma casa de apostas virtuais. No videoclipe da can\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel ver os artistas utilizando o aplicativo de apostas. Um dos rappers se assemelha a um soldado do tr\u00e1fico, aparecendo em uma laje no alto do morro, com um radiocomunicador nas m\u00e3os e uma mochila nas costas.\n<\/p>\n<p>As leis &#8220;anti-Oruam&#8221; est\u00e3o come\u00e7ando a tramitar no Poder Legislativo pelo pa\u00eds e devem levar a embates ligados \u00e0 liberdade de express\u00e3o em contrapartida \u00e0 apologia ao crime. Uma das primeiras c\u00e2maras municipais a aprov\u00e1-la foi a de Cruzeiro, no interior de S\u00e3o Paulo, e o modelo pode ser discutido na esfera federal.\n<\/p>\n<p>Fonte: Fazeta do Povo              <\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/diariodobrasilnoticias.com.br\/noticia\/faccoes-usam-funkeiros-para-fazer-propaganda-e-recrutar-jovens-para-o-crime-67b1eaeec54b7\">Source link <\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As fac\u00e7\u00f5es criminosas cariocas Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP) v\u00eam diversificando a disputa territorial no Estado do Rio de Janeiro para al\u00e9m do dom\u00ednio de favelas e&hellip;<\/p>","protected":false},"author":1,"featured_media":103457,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"content-type":"","footnotes":""},"categories":[16],"tags":[123,2448,5313,1267],"class_list":["post-103456","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-brasil","tag-diario","tag-noticia","tag-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/103456","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=103456"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/103456\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":103458,"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/103456\/revisions\/103458"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/103457"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=103456"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=103456"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=103456"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}