{"id":105097,"date":"2025-02-21T13:54:28","date_gmt":"2025-02-21T13:54:28","guid":{"rendered":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/2025\/02\/21\/turistas-optam-por-trocar-de-casas-com-desconhecidos-em-vez-de-se-hospedarem-em-hoteis-ou-airbnbs\/"},"modified":"2025-02-21T13:54:29","modified_gmt":"2025-02-21T13:54:29","slug":"turistas-optam-por-trocar-de-casas-com-desconhecidos-em-vez-de-se-hospedarem-em-hoteis-ou-airbnbs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/2025\/02\/21\/turistas-optam-por-trocar-de-casas-com-desconhecidos-em-vez-de-se-hospedarem-em-hoteis-ou-airbnbs\/","title":{"rendered":"Turistas optam por trocar de casas com desconhecidos em vez de se hospedarem em hot\u00e9is ou Airbnbs"},"content":{"rendered":"<p> <script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8864793242727901\"\r\n     crossorigin=\"anonymous\"><\/script><br \/>\n<\/p>\n<div id=\"taboola-read-more\" style=\"display:block; width:100%\">\n<p>Lauren Shaw, moradora de Nova York, nos Estados Unidos, adora viajar, mas alugar a pr\u00f3pria casa para desconhecidos? Nem pensar.\n<\/p>\n<p>\u201cNunca me senti confort\u00e1vel em anunciar nosso apartamento em uma plataforma de aluguel\u201d, diz ela. \u201cTenho amigos que tiveram experi\u00eancias terr\u00edveis com h\u00f3spedes e pouco ou nenhum suporte da equipe da plataforma.\u201d<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, h\u00e1 a quest\u00e3o do custo. Shaw \u00e9 apaixonada por esqui, um hobby notoriamente caro e que ficou ainda mais inacess\u00edvel com a disparada dos pre\u00e7os das acomoda\u00e7\u00f5es devido ao crescimento dos alugu\u00e9is de curto prazo na \u00faltima d\u00e9cada.\n<\/p>\n<p>\u201cO custo da hospedagem em destinos de esqui costuma ser alt\u00edssimo\u201d, comenta.\n<\/p>\n<p>Foi assim que ela e seu parceiro passaram a recorrer \u00e0 troca de casas para viabilizar suas viagens.\n<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s amamos viajar, e essa possibilidade nos permitiu fazer isso com muito mais frequ\u00eancia, j\u00e1 que a hospedagem \u00e9 geralmente a parte mais cara de uma viagem\u201d, explica.\n<\/p>\n<p>\u201cE, como voc\u00ea tamb\u00e9m precisa abrir sua casa para poder ficar na de outra pessoa, h\u00e1 um senso maior de responsabilidade para cuidar do espa\u00e7o da mesma forma que gostaria que cuidassem do seu.\u201d\n<\/p>\n<p>Novo jeito de viajar\n<\/p>\n<p>Shaw faz parte da Kindred, uma das v\u00e1rias plataformas de troca de casas que ajudam usu\u00e1rios a viajar gastando menos. Al\u00e9m da economia, essas iniciativas tamb\u00e9m surgem como uma resposta \u00e0s preocupa\u00e7\u00f5es com o turismo excessivo e o aumento dos alugu\u00e9is que v\u00eam expulsando moradores locais de suas cidades.\n<\/p>\n<p>\u201cMais de 90% das casas na nossa plataforma s\u00e3o resid\u00eancias principais dos pr\u00f3prios anfitri\u00f5es, ou seja, s\u00e3o de fato o lar dessas pessoas na maior parte do ano\u201d, explica Justine Palefsky, cofundadora da Kindred. \u201cAqui, os membros trocam noites, n\u00e3o dinheiro, ent\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 como comprar ou vender estadias em esp\u00e9cie.\u201d\n<\/p>\n<p>A Kindred foi lan\u00e7ada em 2022 e, atualmente, tem 75 mil membros em 150 cidades nos Estados Unidos, Canad\u00e1, M\u00e9xico e Europa Ocidental. A ades\u00e3o \u00e0 plataforma \u00e9 gratuita, e os anfitri\u00f5es n\u00e3o lucram ao receber h\u00f3spedes \u2014 o benef\u00edcio \u00e9 simplesmente a possibilidade de se hospedar na casa de outra pessoa em outro momento.\n<\/p>\n<p>Os usu\u00e1rios pagam apenas uma taxa de servi\u00e7o \u00e0 empresa, que varia de 15 a 35 d\u00f3lares (de R$ 85 a R$ 199) por noite, al\u00e9m dos custos de limpeza ao final da estadia. Segundo Palefsky, esse modelo torna a hospedagem cerca de dez vezes mais barata que um aluguel tradicional de curto prazo.\n<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m ressalta os impactos desse tipo de aluguel nas comunidades locais: \u201cEra essencial criar um sistema com um impacto mais consciente sobre as cidades. Cresci em S\u00e3o Francisco, um lugar car\u00edssimo, e sempre me perguntei: \u2018Como vou conseguir bancar a mesma qualidade de vida que meus pais tiveram?\u2019\u201d.\n<\/p>\n<p>Essa preocupa\u00e7\u00e3o se repete em diversas cidades pelo mundo. O Airbnb, em especial, tem enfrentado cr\u00edticas gradativas e restri\u00e7\u00f5es legais, \u00e0 medida que l\u00edderes municipais tentam conter a disparada dos alugu\u00e9is causada pela convers\u00e3o de im\u00f3veis residenciais em acomoda\u00e7\u00f5es para turistas.\n<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o turismo de curto prazo altera o tecido urbano, eliminando pequenos com\u00e9rcios locais que os visitantes geralmente n\u00e3o frequentam.\n<\/p>\n<p>Desde novembro de 2023, a Lei Local 18, de Nova York, pro\u00edbe o aluguel de apartamentos inteiros pelo Airbnb. Agora, s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel anunciar um im\u00f3vel se o anfitri\u00e3o tamb\u00e9m estiver presente durante a estadia, al\u00e9m de ser necess\u00e1rio registrar a propriedade na prefeitura \u2014 quem n\u00e3o cumprir as regras pode enfrentar multas de milhares de d\u00f3lares.\n<\/p>\n<p>Em Barcelona, as autoridades planejam proibir completamente os alugu\u00e9is de curto prazo at\u00e9 2028, ap\u00f3s protestos contra o turismo excessivo e uma rea\u00e7\u00e3o negativa dos moradores \u00e0s plataformas desse tipo.\n<\/p>\n<p>\u201cTudo pode ser compartilhado\u201d<br \/>Para al\u00e9m da economia e das quest\u00f5es urban\u00edsticas, a troca de casas traz uma vis\u00e3o diferente sobre o significado de viajar.\n<\/p>\n<p>\u201cNo in\u00edcio, a promessa do Airbnb era que qualquer coisa podia ser alugada, at\u00e9 mesmo seu bem mais precioso\u201d, diz Emmanuel Arnaud, CEO da HomeExchange.\n<\/p>\n<p>A HomeExchange existe h\u00e1 mais de 30 anos, primeiro como um cat\u00e1logo f\u00edsico e depois migrando para o digital. Hoje, a plataforma tem mais de 200 mil membros em 150 pa\u00edses e registrou um crescimento anual de 50% nos \u00faltimos tr\u00eas anos, com mais de 460 mil trocas em 2024.\n<\/p>\n<p>Muitos a conheceram por meio do filme \u201cO Amor N\u00e3o Tira F\u00e9rias\u201d, no qual as personagens de Cameron Diaz e Kate Winslet trocam de casas e acabam transformando suas vidas.\n<\/p>\n<p>\u201cNossa proposta \u00e9 o oposto: tudo pode ser compartilhado. Existe outro mundo poss\u00edvel, que n\u00e3o se baseia apenas no dinheiro. At\u00e9 mesmo seu bem mais valioso, sua casa, pode ser compartilhado. E, se todos compartilharem, podemos abrir um leque incr\u00edvel de oportunidades de viagem.\u201d\n<\/p>\n<p>O funcionamento da HomeExchange \u00e9 um pouco diferente do da Kindred. Em vez de pagar por cada estadia, os usu\u00e1rios desembolsam uma taxa fixa anual de 220 d\u00f3lares (R$ 1.255) e podem fazer quantas trocas quiserem. No entanto, o princ\u00edpio segue o mesmo: tornar as viagens mais acess\u00edveis e fortalecer conex\u00f5es humanas, sem que o objetivo seja apenas lucrar com o pr\u00f3prio im\u00f3vel.\n<\/p>\n<p>\u201cQuando tiramos o fator monet\u00e1rio da equa\u00e7\u00e3o, a rela\u00e7\u00e3o entre os membros muda completamente. Em vez de um cliente pagando por um servi\u00e7o, h\u00e1 duas pessoas que contribuem de forma igual, que se conectam antes da viagem e escolhem confiar uma na outra\u201d, diz Palefsky.\n<\/p>\n<p>\u201cPassei grande parte da minha carreira no setor de tecnologia e sa\u00ed dele com um desejo de mais subst\u00e2ncia, de usar a tecnologia para aproximar as pessoas do mundo e criar rela\u00e7\u00f5es mais genu\u00ednas\u201d, acrescenta.\n<\/p>\n<p>Solu\u00e7\u00e3o para o turismo excessivo?\n<\/p>\n<p>Claro que a troca de casas exige mais esfor\u00e7o dos participantes. \u00c9 preciso entrar em contato com poss\u00edveis anfitri\u00f5es, fazer chamadas por v\u00eddeo e garantir que ambos sejam compat\u00edveis. Mas, em troca, a experi\u00eancia se torna muito mais rica.\n<\/p>\n<p>\u201cConhecer pessoas que realmente querem compartilhar seu espa\u00e7o e receber bem os outros \u00e9 algo muito especial. Esse esp\u00edrito de generosidade e conex\u00e3o ressoa comigo\u201d, diz\u00a0<strong>Esmond Fountain<\/strong>, comediante e contador de hist\u00f3rias de Nova York.\n<\/p>\n<p>Ele conta que participou de um encontro de usu\u00e1rios da Kindred e acabou viajando para Londres pela primeira vez, acompanhado de um amigo que fez no evento.\n<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 s\u00f3 sobre viajar de forma econ\u00f4mica; o<strong>\u00a0senso de comunidade<\/strong>\u00a0transformou minha vida\u201d, afirma.\n<\/p>\n<p>Barbara, usu\u00e1ria da HomeExchange que preferiu n\u00e3o divulgar seu sobrenome por quest\u00f5es de privacidade, compartilha do mesmo sentimento.\n<\/p>\n<p>\u201cA troca de casas enriqueceu imensamente minha vida. Fiz amigos ao redor do mundo, visitei lugares que nunca imaginei e aprendi como as pessoas realmente vivem.\u201d\n<\/p>\n<p>Essas hist\u00f3rias mostram que, para quem busca conex\u00e3o humana, a troca de casas pode ser uma experi\u00eancia \u00fanica. Mas seu potencial vai al\u00e9m: para legisladores preocupados com o turismo de massa, ela pode ser uma solu\u00e7\u00e3o real.\n<\/p>\n<p>\u201cSe 100% das pessoas que hoje alugam im\u00f3veis por curto prazo estivessem trocando casas em vez disso, n\u00e3o haveria turismo excessivo, porque a quantidade de acomoda\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis seria a mesma que a de moradores\u201d, afirma Arnaud.\n<\/p>\n<p>E continua: \u201cSe h\u00e1 gente morando no local, n\u00e3o estamos adicionando mais turistas. O n\u00famero total de pessoas permanece o mesmo.\u201d\n<\/p>\n<p>Para cidades como Barcelona e Nova York, essa pode ser a resposta para um problema que, at\u00e9 agora, parecia n\u00e3o ter solu\u00e7\u00e3o.\n<\/p>\n<p>Fonte: CNN Brasil              <\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/diariodobrasilnoticias.com.br\/noticia\/turistas-optam-por-trocar-de-casas-com-desconhecidos-em-vez-de-se-hospedarem-em-hoteis-ou-airbnbs-67b87afae77a6\">Source link <\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lauren Shaw, moradora de Nova York, nos Estados Unidos, adora viajar, mas alugar a pr\u00f3pria casa para desconhecidos? 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