{"id":105100,"date":"2025-02-21T14:08:21","date_gmt":"2025-02-21T14:08:21","guid":{"rendered":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/2025\/02\/21\/cameras-escondidas-e-escutas-flagram-milicia-de-pms\/"},"modified":"2025-02-21T14:08:23","modified_gmt":"2025-02-21T14:08:23","slug":"cameras-escondidas-e-escutas-flagram-milicia-de-pms","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/2025\/02\/21\/cameras-escondidas-e-escutas-flagram-milicia-de-pms\/","title":{"rendered":"C\u00e2meras escondidas e escutas flagram mil\u00edcia de PMs"},"content":{"rendered":"<p> <script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8864793242727901\"\r\n     crossorigin=\"anonymous\"><\/script><br \/>\n<\/p>\n<div id=\"taboola-read-more\" style=\"display:block; width:100%\">\n<p>\u00c0s 2h da manh\u00e3, no bairro do Br\u00e1s, famoso reduto de com\u00e9rcio popular no centro de S\u00e3o Paulo, Kelen Batista, diretora de uma cooperativa de vendedores da regi\u00e3o, andava entre as barracas abordando seus donos. Acompanhada de cinco homens armados, ela media com uma trena os espa\u00e7os ocupados pelos camel\u00f4s nas ruas e exigia dinheiro para que eles pudessem permanecer no local.\n<\/p>\n<p>Toda a a\u00e7\u00e3o foi filmada por agentes disfar\u00e7ados em investiga\u00e7\u00e3o conjunta da Corregedoria da Pol\u00edcia Militar (PM) e do Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Minist\u00e9rio P\u00fablico (MPSP). Em dezembro passado, eles deflagraram uma opera\u00e7\u00e3o que prendeu 15 pessoas, entre as quais tr\u00eas PMs da ativa, tr\u00eas reformados e uma escriv\u00e3 da Pol\u00edcia Civil \u2014 todos foram denunciados por formarem uma mil\u00edcia em parceria com a cooperativa de Kelen para extorquir comerciantes do Br\u00e1s.<\/p>\n<p>O Metr\u00f3poles teve acesso com exclusividade ao conte\u00fado da apura\u00e7\u00e3o. C\u00e2meras escondidas, escutas ambientais e grampos telef\u00f4nicos feitos pelos investigadores registraram flagrantes da atua\u00e7\u00e3o da mil\u00edcia do Br\u00e1s. No m\u00eas passado, tr\u00eas sargentos e um cabo da PM se tornaram r\u00e9us na Justi\u00e7a Militar por suposto envolvimento no esquema.\n<\/p>\n<p>Segundo promotores do Gaeco, o grupo se aproveitava do fato de que regi\u00e3o \u00e9 lotada de comerciantes estrangeiros em situa\u00e7\u00e3o irregular no Brasil e exigia taxa para que eles montassem barracas nas ruas do Br\u00e1s. Ainda de acordo com a investiga\u00e7\u00e3o, a Cooperativa de Trabalho dos Profissionais do Com\u00e9rcio Solid\u00e1rio do Br\u00e1s (CoopsBr\u00e1s), comandada pelo marido de Kelen, era uma fachada para fazer parecer que as v\u00edtimas estavam apenas se associando \u00e0 causa do com\u00e9rcio local.\n<\/p>\n<p>A mil\u00edcia \u00e9 acusada de cobrar R$ 15 mil por ano e at\u00e9 R$ 400 por m\u00eas dos ambulantes. Quando as v\u00edtimas deixavam de pagar, eram encaminhadas pelos PMs para os agiotas, que cobravam juros de 20% ao m\u00eas. Segundo um coronel da Corregedoria da PM, um dos policiais atuava, inclusive, cobrando as d\u00edvidas contra\u00eddas pelos vendedores com agiotas para pagar a extors\u00e3o.\n<\/p>\n<p>Quando n\u00e3o quitavam a d\u00edvida, os mesmos policiais da mil\u00edcia eram contratados pelos agiotas para exigir os valores do empr\u00e9stimo.\n<\/p>\n<p>\u201cA informalidade do com\u00e9rcio e a presen\u00e7a de grande quantidade de imigrantes em situa\u00e7\u00e3o irregular de perman\u00eancia no pa\u00eds, fazem com que os comerciantes temam ter seu meio de sustento retirado, facilitando sua submiss\u00e3o \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es criminosas que atuam na regi\u00e3o, que contam, em sua maioria, com a participa\u00e7\u00e3o de policiais militares e civis\u201d, afirma a Promotoria na den\u00fancia.\n<\/p>\n<p>Testemunhas protegidas<br \/>A investiga\u00e7\u00e3o partiu do depoimento de comerciantes que denunciaram o caso como testemunhas protegidas \u00e0 Corregedoria da PM. Um desses relatos, por exemplo, menciona que um vendedor equatoriano foi visitado em sua resid\u00eancia, no bairro do Canind\u00e9, pelo policial militar Jos\u00e9 Renato Silva de Oliveira. Ele teria dado chutes e pontap\u00e9s na v\u00edtima e roubado R$ 4 mil. Na ocasi\u00e3o, segundo a testemunha, o PM estava a servi\u00e7o de um agiota.\n<\/p>\n<p>Em outra data, esse mesmo depoente afirmou que o PM fazia parte de um grupo de seguran\u00e7as que acompanhavam Kelen Batista e seu marido, Peterson Ribeiro Batista, conhecido como \u201cTetinha\u201d, que \u00e9 presidente da CoopsBr\u00e1s, a cooperativa que extorquia vendedores na regi\u00e3o com a ajuda do bra\u00e7o armado de PMs.\n<\/p>\n<p>Quando a pol\u00edcia fez buscas e apreens\u00f5es na sede da cooperativa, foram encontradas planilhas recheadas de nomes de vendedores estrangeiros associados a valores cobrados pela associa\u00e7\u00e3o. A propina tinha at\u00e9 comprovante, porque as entidades emitiam notas de contribui\u00e7\u00e3o para justificar que as v\u00edtimas estavam pagando uma esp\u00e9cie de taxa sindical.\n<\/p>\n<p>Segundo o Minist\u00e9rio P\u00fablico, al\u00e9m do cabo Jos\u00e9 Renato, os sargentos da PM Wellington Stefani e Humberto de Almeida Batista, a escriv\u00e3 Viviane Let\u00edcia Felix Trevisan, da Pol\u00edcia Civil, e os PMs reformados Maur\u00edcio Oliveira de Souza e Sergio Ferreira do Nascimento faziam parte do bra\u00e7o armado da CoopsBr\u00e1s.\n<\/p>\n<p>C\u00e2meras escondidas<br \/>O grupo foi flagrado extorquindo ambulantes por c\u00e2meras escondidas usadas pelos investigadores. Em diversas imagens, uma mulher chamada Paloma Bueno, que fazia parte de um dos grupos que achacavam vendedores, aparece com um caderninho em m\u00e3os fazendo cobran\u00e7as dos comerciantes. Dois policiais s\u00e3o flagrados com ela.\n<\/p>\n<p>Em uma das dilig\u00eancias, investigadores acompanharam pelas ruas do Br\u00e1s uma das investigadas que passava pelas barracas cobrando a taxa de prote\u00e7\u00e3o quando come\u00e7aram a ser seguidos pelos milicianos. No fim daquele dia, a equipe de investigadores se reunia em um bar para trocar informa\u00e7\u00f5es sobre a incurs\u00e3o quando os homens armados come\u00e7aram a passar ao lado, mostrando pistolas na cintura.\n<\/p>\n<p>As filmagens feitas pelos investigadores foram corroboradas por grampos telef\u00f4nicos que flagraram policiais conversando com integrantes das associa\u00e7\u00f5es sobre cobran\u00e7as, vendedores endividados e at\u00e9 mesmo rixas entre os diversos grupos que extorquiam os comerciantes.\n<\/p>\n<p>Grampos<br \/>Em um dos \u00e1udios, o PM reformado Ferreira reclama de um grupo rival que ofereceu um valor menor de extors\u00e3o a uma comerciante. \u201cO cara sempre pagou a gente e nunca teve nada a ver com o Ronei. A\u00ed ela foi pedir pinico pra ele, se entendeu, pra pegar e vir com essa ideia. Ent\u00e3o o que acontece, ela tava pagando R$ 460, a gente colocou pra R$ 400, a\u00ed ela passou da data, come\u00e7ou pagar fora da data, entendeu?\u201d, disse.\n<\/p>\n<p>Ronei Rodrigues da Cruz, mencionado pelo policial, \u00e9 um dos homens denunciados por ser l\u00edder de uma das mil\u00edcias da regi\u00e3o. Ele \u00e9 do Sindicato dos Camelos Independentes de S\u00e3o Paulo, aparentemente rival da cooperativa.\n<\/p>\n<p>Em conversa com uma das l\u00edderes das associa\u00e7\u00f5es, o PM Jos\u00e9 Renato tamb\u00e9m reclamava das disputas na regi\u00e3o. \u201cEnt\u00e3o, ainda n\u00e3o sei, ainda n\u00e3o tengo certeza, porque ali na Elisa, temos a quest\u00e3o de um nuevo cabr\u00f3n, que est\u00e1 a atrapajar nosso andamento\u201d, disse, em um portugu\u00eas misturado com espanhol.\n<\/p>\n<p>A reportagem n\u00e3o localizou a defesa dos acusados. O espa\u00e7o segue aberto para manifesta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Fonte: Metr\u00f3poles              <\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/diariodobrasilnoticias.com.br\/noticia\/cameras-escondidas-e-escutas-flagram-milicia-de-pms-67b88337064bc\">Source link <\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0s 2h da manh\u00e3, no bairro do Br\u00e1s, famoso reduto de com\u00e9rcio popular no centro de S\u00e3o Paulo, Kelen Batista, diretora de uma cooperativa de vendedores da regi\u00e3o, andava entre&hellip;<\/p>","protected":false},"author":1,"featured_media":105101,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"content-type":"","footnotes":""},"categories":[16],"tags":[123,2448,5313,1267],"class_list":["post-105100","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-brasil","tag-diario","tag-noticia","tag-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/105100","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=105100"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/105100\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":105102,"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/105100\/revisions\/105102"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/105101"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=105100"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=105100"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=105100"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}