{"id":106234,"date":"2025-02-24T20:03:21","date_gmt":"2025-02-24T20:03:21","guid":{"rendered":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/2025\/02\/24\/mar-com-cor-de-sangue-surpreende-em-praias-da-argentina\/"},"modified":"2025-02-24T20:03:22","modified_gmt":"2025-02-24T20:03:22","slug":"mar-com-cor-de-sangue-surpreende-em-praias-da-argentina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/2025\/02\/24\/mar-com-cor-de-sangue-surpreende-em-praias-da-argentina\/","title":{"rendered":"Mar com cor de sangue surpreende em praias da Argentina"},"content":{"rendered":"<p> <script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8864793242727901\"\r\n     crossorigin=\"anonymous\"><\/script><br \/>\n<\/p>\n<div id=\"taboola-read-more\" style=\"display:block; width:100%\">\n<p>=Um fen\u00f4meno natural tem chamado a aten\u00e7\u00e3o de moradores, turistas e especialistas ao longo da costa atl\u00e2ntica da prov\u00edncia de Buenos Aires, na Argentina. O mar, tradicionalmente azul, adquiriu uma tonalidade avermelhada com cor de sangue em cidades como Mar del Plata e Necochea, causando surpresa e preocupa\u00e7\u00e3o.\n<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio inusitado, por\u00e9m, tem uma explica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e, segundo especialistas, n\u00e3o representa riscos para a sa\u00fade humana nem para o ecossistema marinho. A colora\u00e7\u00e3o vermelha do mar est\u00e1 relacionada a um evento conhecido localmente como \u201carribaz\u00f3n\u201d.<\/p>\n<p>Ocorre quando grandes quantidades de algas s\u00e3o desprendidas do fundo do oceano e levadas at\u00e9 a superf\u00edcie por correntes mar\u00edtimas intensas. Esse fen\u00f4meno pode ser causado por fatores como tempestades, fortes ventos e o envelhecimento natural dessas plantas marinhas.\n<\/p>\n<p>Nas an\u00e1lises realizadas pelo Instituto Nacional de Investiga\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Pesqueiro (Inidep), identificaram-se principalmente esp\u00e9cies de algas vermelhas como Anotrichium furcellatum e Callithamnion sp, pertencentes \u00e0 fam\u00edlia das Rodofitas, al\u00e9m da alga verde Bryopsis plumosa, do grupo das Clorofitas.\n<\/p>\n<p>Apesar do impacto visual e do desconforto gerado para banhistas, os especialistas garantem que essas algas n\u00e3o s\u00e3o t\u00f3xicas. No entanto, recomenda-se evitar o contato direto com elas e, obviamente, n\u00e3o as ingerir.\n<\/p>\n<p>O maior inc\u00f4modo gerado pelo fen\u00f4meno est\u00e1 relacionado ao cheiro desagrad\u00e1vel que as algas em decomposi\u00e7\u00e3o exalam quando acumuladas na faixa de areia, especialmente em dias de calor intenso.\n<\/p>\n<p>Com temperaturas superiores a 34\u00b0C e sensa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica pr\u00f3xima dos 40\u00b0C, muitos turistas relataram dificuldades para aproveitar as praias, j\u00e1 que precisavam atravessar uma extensa camada de algas para chegar a \u00e1reas mais limpas do mar. Alguns descrevem a sensa\u00e7\u00e3o como se estivessem caminhando entre teias de aranha, devido \u00e0 textura das algas flutuantes.\n<\/p>\n<p>O fen\u00f4meno n\u00e3o \u00e9 in\u00e9dito na regi\u00e3o, mas a magnitude do evento recente tem impressionado. Em algumas praias da regi\u00e3o, a concentra\u00e7\u00e3o de algas foi tamanha que praticamente cobriu toda a superf\u00edcie do mar.\n<\/p>\n<p>Embora eventos menores j\u00e1 tenham sido registrados em anos anteriores, o \u00faltimo epis\u00f3dio de grande escala ocorreu em agosto passado. Na ocasi\u00e3o, as algas foram naturalmente retiradas pela a\u00e7\u00e3o das mar\u00e9s e dos ventos, o que tamb\u00e9m se espera que ocorra desta vez.\n<\/p>\n<p>A previs\u00e3o para os pr\u00f3ximos dias indica mudan\u00e7as nas condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas, com ventos fortes que podem ajudar a dispersar as algas e restaurar a paisagem t\u00edpica da costa argentina.\n<\/p>\n<p>Diante da situa\u00e7\u00e3o, as autoridades municipais de Mar del Plata e Necochea iniciaram opera\u00e7\u00f5es para remover manualmente e com o aux\u00edlio de m\u00e1quinas as grandes quantidades de algas acumuladas nas praias.\n<\/p>\n<p>Em \u00e1reas como Playa Varese, que possui formato de ba\u00eda e acaba funcionando como uma esp\u00e9cie de armadilha natural para os res\u00edduos marinhos, a remo\u00e7\u00e3o tem sido feita com o uso de p\u00e1s mec\u00e2nicas e caminh\u00f5es para transportar o material at\u00e9 locais de descarte apropriados.\n<\/p>\n<p>Em Necochea, a\u00e7\u00f5es semelhantes tamb\u00e9m est\u00e3o sendo adotadas para minimizar os impactos da chegada massiva dessas algas. Al\u00e9m das algas, as mar\u00e9s tamb\u00e9m trouxeram outros elementos da vida marinha para as praias. Especialistas observaram que ovos de carac\u00f3is, leves e facilmente carregados pelas correntes, tamb\u00e9m foram encontrados em grande quantidade nas \u00e1reas afetadas.\n<\/p>\n<p>A recorr\u00eancia desse tipo de evento levanta quest\u00f5es sobre as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e o impacto das altera\u00e7\u00f5es nos padr\u00f5es oce\u00e2nicos. Embora os especialistas afirmem que a arribaz\u00f3n \u00e9 um processo natural e c\u00edclico, fatores como o aumento da temperatura do mar e mudan\u00e7as nos ventos podem influenciar a frequ\u00eancia e intensidade do fen\u00f4meno.\n<\/p>\n<p>O epis\u00f3dio despertou curiosidade e preocupa\u00e7\u00e3o entre os banhistas, especialmente pelo impacto visual causado pela colora\u00e7\u00e3o avermelhada do mar.\n<\/p>\n<p>O termo \u201cmar vermelho\u201d come\u00e7ou a ser amplamente utilizado para descrever a cena, mas os cientistas refor\u00e7am que esse evento n\u00e3o deve ser confundido com a chamada mar\u00e9 vermelha, que \u00e9 provocada por prolifera\u00e7\u00e3o de microalgas t\u00f3xicas capazes de causar danos \u00e0 vida marinha e representar riscos \u00e0 sa\u00fade humana.\n<\/p>\n<p>Diferentemente da mar\u00e9 vermelha, o fen\u00f4meno atual n\u00e3o est\u00e1 associado a toxinas nem \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, sendo apenas um deslocamento massivo de algas inofensivas.\n<\/p>\n<p>Mesmo sem riscos sanit\u00e1rios, a presen\u00e7a das algas em excesso impacta o turismo e a experi\u00eancia dos visitantes, que se deparam com praias cobertas por um tapete vermelho pouco convidativo para o lazer.\n<\/p>\n<p>Comerciantes e donos de estabelecimentos \u00e0 beira-mar temem que a perman\u00eancia das algas por um per\u00edodo prolongado possa afetar o fluxo de turistas e, consequentemente, a economia local, especialmente neste final de temporada de ver\u00e3o.\n<\/p>\n<p>Enquanto as opera\u00e7\u00f5es de limpeza continuam, os especialistas monitoram a evolu\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno e aguardam que a a\u00e7\u00e3o natural das mar\u00e9s e dos ventos ajude a dispersar as algas remanescentes. Para os moradores e turistas, resta torcer para que a cor caracter\u00edstica do oceano retorne o quanto antes, permitindo que as praias recuperem sua paisagem habitual e voltem a ser o ref\u00fagio ideal para os dias quentes.\n<\/p>\n<p>Fonte: Metsul              <\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/diariodobrasilnoticias.com.br\/noticia\/mar-com-cor-de-sangue-surpreende-em-praias-da-argentina-67bcbe449809e\">Source link <\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>=Um fen\u00f4meno natural tem chamado a aten\u00e7\u00e3o de moradores, turistas e especialistas ao longo da costa atl\u00e2ntica da prov\u00edncia de Buenos Aires, na Argentina. 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