{"id":109603,"date":"2025-03-09T14:51:47","date_gmt":"2025-03-09T14:51:47","guid":{"rendered":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/2025\/03\/09\/politica-fiscal-do-governo-ameaca-o-crescimento-do-brasil-em-2025-saiba-os-riscos\/"},"modified":"2025-03-09T14:51:49","modified_gmt":"2025-03-09T14:51:49","slug":"politica-fiscal-do-governo-ameaca-o-crescimento-do-brasil-em-2025-saiba-os-riscos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/2025\/03\/09\/politica-fiscal-do-governo-ameaca-o-crescimento-do-brasil-em-2025-saiba-os-riscos\/","title":{"rendered":"Pol\u00edtica fiscal do governo amea\u00e7a o crescimento do Brasil em 2025; saiba os riscos"},"content":{"rendered":"<p> <script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8864793242727901\"\r\n     crossorigin=\"anonymous\"><\/script><br \/>\n<\/p>\n<div id=\"taboola-read-more\" style=\"display:block; width:100%\">\n<p>O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 3,4% em 2024, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) na sexta-feira (7). O resultado, impulsionado pelos setores de servi\u00e7os e ind\u00fastria, surpreendeu os agentes do mercado financeiro, que previam um crescimento maior, de 4,1%.\n<\/p>\n<p>Para 2025, no entanto, as expectativas n\u00e3o come\u00e7aram otimistas. O Focus da \u00faltima quarta-feira (5) mostra que o mercado projeta um crescimento do PIB de 2,01% em 2025. Na primeira semana do ano, a proje\u00e7\u00e3o era de alta de 2,02%.<\/p>\n<p>Os analistas esperam que a economia brasileira passe por uma desacelera\u00e7\u00e3o em 2025, impulsionada por uma s\u00e9rie de fatores macroecon\u00f4micos e internacionais.\n<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a leitura \u00e9 que a atual pol\u00edtica de gasto p\u00fablico do governo tamb\u00e9m pode acabar comprometendo um resultado mais sustent\u00e1vel da economia. A pol\u00edtica fiscal, dizem, \u00e9 o maior desafio.\n<\/p>\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, o g1 perguntou a quatro especialistas quais s\u00e3o os principais riscos para a atividade econ\u00f4mica do pa\u00eds. S\u00e3o eles:\n<\/p>\n<p>Os gastos do governo;\n<\/p>\n<p>Taxas de juros elevadas e em tend\u00eancia de alta;\n<\/p>\n<p>Novas tarifas de Donald Trump.\n<\/p>\n<p><strong>Gastos do governo<\/strong>\n<\/p>\n<p>Segundo economistas, fatores como as reformas econ\u00f4micas dos \u00faltimos anos e o mercado de trabalho aquecido ajudaram a impulsionar a atividade do Brasil em 2024, mas uma parte importante desse cen\u00e1rio \u00e9 explicada pelos est\u00edmulos fiscais.\n<\/p>\n<p>Isso porque, nos \u00faltimos anos, os gastos extras feitos pelo governo nos \u00faltimos anos para injetar dinheiro na economia at\u00e9 ajudaram a trazer um crescimento do PIB, impulsionando o consumo. Foi o caso das facilita\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito para empreendedores e o programa P\u00e9-de-Meia, por exemplo.\n<\/p>\n<p>E at\u00e9 mesmo o pr\u00f3prio IBGE destaca o papel dos est\u00edmulos fiscais no crescimento do PIB. Al\u00e9m do mercado de trabalho aquecido, o Instituto tamb\u00e9m atribui o forte consumo das fam\u00edlias aos incentivos do governo ao longo do ano.\n<\/p>\n<p>Os especialistas alertam, no entanto, que j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 mais espa\u00e7o nas contas p\u00fablicas para novos est\u00edmulos fiscais, em meio ao d\u00e9ficit bilion\u00e1rio do governo e a alta d\u00edvida do setor p\u00fablico. Neste ano, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, chegou at\u00e9 a anunciar um pacote de corte de gastos, com o objetivo de economizar R$ 327 bilh\u00f5es em cinco anos e equilibrar o quadro fiscal.\n<\/p>\n<p>Assim, a leitura \u00e9 que esse cen\u00e1rio deve desacelerar a economia. Primeiro porque, como explica o economista da XP Investimento, Rodolfo Margato, a tend\u00eancia \u00e9 que haja uma acomoda\u00e7\u00e3o da atividade ao seu &#8220;potencial natural&#8221;, uma vez que o governo deve parar de injetar quantias expressivas de dinheiro na m\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o.\n<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m h\u00e1 um esfor\u00e7o cont\u00ednuo do Banco Central do Brasil (BC) de controlar a press\u00e3o inflacion\u00e1ria no pa\u00eds causada pelos \u00faltimos est\u00edmulos fiscais, que acabaram elevando o consumo. A indica\u00e7\u00e3o \u00e9 que os juros devem ficar ainda mais altos ao longo deste ano, o que tamb\u00e9m deve frear a atividade econ\u00f4mica.\n<\/p>\n<p>&#8220;O BC est\u00e1 trabalhando para tentar conter a infla\u00e7\u00e3o, mas a pol\u00edtica fiscal n\u00e3o est\u00e1 conseguindo ajudar. Pelo contr\u00e1rio, est\u00e1 fazendo papel de aumentar mais o gasto, e isso est\u00e1 atrapalhando o trabalho da institui\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados.\n<\/p>\n<p><strong>Taxas de juros elevadas e em tend\u00eancia de alta<\/strong>\n<\/p>\n<p>A jun\u00e7\u00e3o de um mercado de trabalho aquecido e est\u00edmulos fiscais gera o receio nos economistas de que a economia brasileira esteja trabalhando acima de sua capacidade, o que provoca infla\u00e7\u00e3o.\n<\/p>\n<p>Ant\u00f4nio da Luz, economista da Ecoagro, faz uma analogia com os esportes para explicar o problema de estimular demais a economia: &#8220;Se um personal passa um treino para um aluno para desenvolver o f\u00edsico, mas esse aluno come\u00e7a a usar muitos anabolizantes, o corpo at\u00e9 pode parecer ideal e muito r\u00e1pido, mas um exame de sangue vai mostrar que h\u00e1 algo errado&#8221;.\n<\/p>\n<p>Um exemplo pr\u00e1tico dessa situa\u00e7\u00e3o na economia \u00e9 a infla\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os. At\u00e9 janeiro, o n\u00facleo da infla\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os (que exclui itens vol\u00e1teis, como passagens a\u00e9reas) acumulava uma alta anual de 5,9%, mais do que a infla\u00e7\u00e3o oficial, que acumulou 4,56%, mostra levantamento da Monte Bravo.\n<\/p>\n<p>O setor de servi\u00e7os \u00e9 um dos primeiros a refletir um hiato do produto positivo \u2014 ou seja, quando a demanda por bens e servi\u00e7os \u00e9 maior do que a capacidade produtiva do pa\u00eds. Isso porque este \u00e9 um setor que depende, essencialmente, da m\u00e3o-de-obra. Com maior demanda por profissionais (como gar\u00e7ons, recepcionistas e cabelereiros, por exemplo), mais caro fica para contratar mais pessoal.\n<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, em 2025, tamb\u00e9m pesam novos fatores externos, como a alta do d\u00f3lar por conta da expectativa de juros maiores nos Estados Unidos. (entenda mais detalhes abaixo)\n<\/p>\n<p>A infla\u00e7\u00e3o anual teve alta de 4,86% em 2024. Segundo o Focus, deve chegar a 5,65% ao t\u00e9rmino de 2025.\n<\/p>\n<p>Por isso, o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do BC est\u00e1 em meio a um ciclo de altas da taxa b\u00e1sica de juros desde setembro. Foram quatro altas seguidas, levando os juros a 13,25% ao ano. A expectativa \u00e9 de que a Selic chegue a 15% em 2025.\n<\/p>\n<p>Juros altos s\u00e3o a forma que o Copom tem de conter a infla\u00e7\u00e3o, porque encarecem a tomada de cr\u00e9dito e processos de financiamento, reduzindo o consumo das fam\u00edlias. Esse processo, por\u00e9m, leva algum tempo, j\u00e1 que cada mexida na taxa de juros demora de seis a nove meses para atingir a economia real.\n<\/p>\n<p>O que se espera \u00e9 que os efeitos dos juros mais altos s\u00f3 comecem a ser sentidos pelos brasileiros em meados deste ano, sobretudo no segundo semestre, afirma Luz.\n<\/p>\n<p><strong>Novas tarifas de Trump<\/strong>\n<\/p>\n<p>O exterior tamb\u00e9m promete trazer problemas para a economia brasileira nos pr\u00f3ximos anos. O principal risco vem de Donald Trump, novo presidente dos EUA.\n<\/p>\n<p>Desde que voltou \u00e0 Casa Branca, Trump adotou uma postura de priorizar a produ\u00e7\u00e3o interna dos EUA em detrimento das importa\u00e7\u00f5es, cumprindo uma de suas promessas de campanha de tarifar parceiros comerciais.\n<\/p>\n<p>Josenito Oliveira, professor de economia da Universidade Tiradentes, diz que estrat\u00e9gia serve como forma de obter vantagem em negocia\u00e7\u00f5es internacionais, amea\u00e7ando os acordos comerciais. Mas, levando as medidas \u00e0 frente, h\u00e1 risco de encarecimto dos pre\u00e7os dos insumos e de produtos prontos que chegam aos EUA, tornando-os mais caros.\n<\/p>\n<p>Isso pode gerar mais infla\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, que j\u00e1 luta para reduzir seus \u00edndices de pre\u00e7os. Em janeiro, a infla\u00e7\u00e3o anual americana chegou a 3%, acima da meta de 2% do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).\n<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o pode levar o Fed a promover novas altas nas taxas de juros, que est\u00e3o entre 4,25% e 4,50% ao ano. Juros mais altos nos EUA elevam a rentabilidade dos t\u00edtulos p\u00fablicos do pa\u00eds, considerados os mais seguros do mundo, e atraem mais investidores para o pa\u00eds, fortalecendo o d\u00f3lar.\n<\/p>\n<p>Um d\u00f3lar elevado encarece tudo no Brasil, pois muitos produtos s\u00e3o importados ou t\u00eam insumos importados, gerando mais press\u00e3o inflacion\u00e1ria. Isso, por fim, pode prolongar o ciclo de juros elevados no Brasil, pesando sobre o consumo das fam\u00edlias e o PIB.\n<\/p>\n<p>S\u00f3 em 2024, o d\u00f3lar j\u00e1 subiu mais de 20%, e apesar de recuar um pouco nos primeiros meses deste ano, continua com a cota\u00e7\u00e3o elevada. Isso j\u00e1 impactou nos pre\u00e7os de diversas cadeias produtivas, como itens de sa\u00fade e produtos de tecnologia. Se voltar a subir mais, a moeda pode pesar sobre a economia brasileira.\n<\/p>\n<p>Por enquanto, tudo o que partir do M\u00e9xico, Canad\u00e1 e China ser\u00e1 taxado nos EUA, e h\u00e1 uma amea\u00e7a de que a medida se estenda \u00e0 Uni\u00e3o Europeia. Novas tarifas tamb\u00e9m foram impostas sobre madeira, produtos florestais e autom\u00f3veis, al\u00e9m de a\u00e7o e alum\u00ednio, que o Brasil exporta para l\u00e1.\n<\/p>\n<p>Fonte: g1<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/diariodobrasilnoticias.com.br\/noticia\/politica-fiscal-do-governo-ameaca-o-crescimento-do-brasil-em-2025-saiba-os-riscos-67cd8b465663c\">Source link <\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 3,4% em 2024, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) na sexta-feira (7). 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