{"id":113987,"date":"2025-03-26T03:15:05","date_gmt":"2025-03-26T03:15:05","guid":{"rendered":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/2025\/03\/26\/dos-bebes-nascidos-em-portugal-10-sao-de-maes-brasileiras\/"},"modified":"2025-03-26T03:15:07","modified_gmt":"2025-03-26T03:15:07","slug":"dos-bebes-nascidos-em-portugal-10-sao-de-maes-brasileiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/2025\/03\/26\/dos-bebes-nascidos-em-portugal-10-sao-de-maes-brasileiras\/","title":{"rendered":"Dos beb\u00eas nascidos em Portugal, 10% s\u00e3o de m\u00e3es brasileiras"},"content":{"rendered":"<p> <script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8864793242727901\"\r\n     crossorigin=\"anonymous\"><\/script><br \/>\n<\/p>\n<div id=\"taboola-read-more\" style=\"display:block; width:100%\">\n<p>A presen\u00e7a cada vez maior de brasileiros em Portugal est\u00e1 provocando impactos importantes na demografia do pa\u00eds. Estudo elaborado pelo Banco de Portugal, intitulado Demografia em Portugal: Cen\u00e1rios para o S\u00e9culo XXI, mostra que, desde o in\u00edcio do atual fluxo de cidad\u00e3os do Brasil cruzando o Atl\u00e2ntico, em 2017, a curva populacional em territ\u00f3rio luso come\u00e7ou a inverter, registrando, em 2019, o primeiro aumento depois de uma d\u00e9cada em retra\u00e7\u00e3o.\n<\/p>\n<p>Um dos reflexos mais importantes dessa nova realidade pode ser visto no perfil dos beb\u00eas nascidos em Portugal. Em 2023, o \u00faltimo dado disponibilizado pelo Instituto Nacional de Estat\u00edsticas (INE), 10% (8.583) de todas as crian\u00e7as registradas no pa\u00eds (85.699) eram filhas de m\u00e3es brasileiras. Quando avaliado somente o grupo de estrangeiros que vivem em Portugal, os beb\u00eas de m\u00e3es brasileiras representaram 34,3% do total (25.034). Em 2019, essa propor\u00e7\u00e3o era de 26,2% (4.537 de 17.335). Em cinco anos, o n\u00famero de beb\u00eas de m\u00e3es brasileiras nascidos anualmente em Portugal quase dobrou.<\/p>\n<p>Quer receber not\u00edcias do P\u00daBLICO Brasil pelo WhatsApp? Clique aqui.<br \/>Na avalia\u00e7\u00e3o da dem\u00f3grafa Simone Wajnman, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Portugal deve comemorar os resultados desse movimento migrat\u00f3rio, que ela considera subestimados, pois n\u00e3o computam os filhos de pais brasileiros casados com portuguesas. \u201cAs estat\u00edsticas contam apenas a nacionalidade da m\u00e3e\u201d, frisa. Para ela, a imigra\u00e7\u00e3o tem um efeito multiplicador, n\u00e3o apenas na economia, mas, tamb\u00e9m, na demografia.\n<\/p>\n<p>A advogada Francieli Francisquini com os filhos Mateus e Lucas, e o marido Pablo Bertoloze Patr\u00edcia Carvalho<br \/>\u201cCom a popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds envelhecendo rapidamente e uma taxa de natalidade muito baixa, os filhos de imigrantes significam for\u00e7a futura de trabalho para bancar a depend\u00eancia de idosos\u201d, explica a especialista. Sem o refor\u00e7o populacional dos imigrantes, o pa\u00eds veria a popula\u00e7\u00e3o encolher continuamente nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, risco que ainda n\u00e3o est\u00e1 descartado, segundo o Banco de Portugal.\n<\/p>\n<p>Governo apoia<br \/>Para a dem\u00f3grafa, n\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que o Governo portugu\u00eas vem estimulado a imigra\u00e7\u00e3o, sobretudo, de brasileiros \u2014 em fevereiro, quando esteve no Brasil, o primeiro-ministro, Lu\u00eds Montenegro, fez um convite claro a eles. \u201cQuanto mais velha for a popula\u00e7\u00e3o, maiores ser\u00e3o os custos fiscais. Um idoso pesa mais para o Estado do que uma crian\u00e7a. Sendo assim, \u00e9 preciso rejuvenescer a popula\u00e7\u00e3o para que os mais jovens gerem riqueza\u201d, afirma.\n<\/p>\n<p>Ela reconhece, contudo, que toda imigra\u00e7\u00e3o cria um certo inc\u00f4modo junto \u00e0 popula\u00e7\u00e3o local, seja do ponto de vista cultural, seja por meio dos pre\u00e7os relativos, como \u00e9 o caso da habita\u00e7\u00e3o. Os alugu\u00e9is e o valor de compra dos im\u00f3veis t\u00eam aumentado sistematicamente ante a demanda maior. Cabe ao Governo, contudo, conter os danos por meio de pol\u00edticas p\u00fablicas que corrijam as poss\u00edveis distor\u00e7\u00f5es de mercado, insiram os imigrantes na sociedade e deem acesso a eles a servi\u00e7os fundamentais como sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o.\n<\/p>\n<p>A paulistana L\u00edvia Simanauskas com o filho Bento e o marido, Victor Abussafi: ela quer dar um boa educa\u00e7\u00e3o ao menino Arquivo pessoal<br \/>Pelos c\u00e1lculos do Banco de Portugal, a taxa de natalidade do pa\u00eds tem girado entre 1,5 e 1,6, muito baixa para uma na\u00e7\u00e3o que, na vis\u00e3o dos especialistas, pode estar caminhando para o suic\u00eddio demogr\u00e1fico. \u201cOs imigrantes, no geral, s\u00e3o mais jovens do que a m\u00e9dia da popula\u00e7\u00e3o local. Ao terem filhos, refor\u00e7am o piso da pir\u00e2mide et\u00e1ria\u201d, destaca Simone.\n<\/p>\n<p>Dores e del\u00edcias<br \/>A paranaense Michelly Serotnik, 27 anos, teve as duas filhas em Portugal: Sofia, de 2 anos e meio, e Laura, de 7 meses. Como a maioria dos expatriados, ela e o marido, o capixaba Lu\u00eds Felipe Costa, 39, queriam uma qualidade de vida melhor. Principalmente, quando resolveram aumentar a fam\u00edlia. O casal, que vivia na cidade de S\u00e3o Paulo, hoje mora em Set\u00fabal. \u201cAcho maravilhosa a rotina daqui. Tudo \u00e9 mais simples\u201d, ressalta Michelly, que chegou ao pa\u00eds em 2020.\n<\/p>\n<p>Ela reconhece, por\u00e9m, que nem tudo s\u00e3o flores na vida de m\u00e3es imigrantes. E isso se explicitou com o nascimento de Sofia, quando sentiu falta de parentes e amigos, a chamada rede de apoio que tinha no Brasil. Para n\u00e3o viver a experi\u00eancia de ser m\u00e3e de primeira viagem sozinha, ela criou o site maisquemaes.com, h\u00e1 tr\u00eas anos. \u201cClaro que tem o meu marido, mas eu queria algu\u00e9m para desabafar e trocar informa\u00e7\u00f5es sobre a maternidade. Com o site, passei a ter contato com mulheres gr\u00e1vidas ou que tiveram beb\u00eas, que, assim como eu, chegaram a Portugal sem conhecer ningu\u00e9m\u201d, conta.\n<\/p>\n<p>Tamarys Nalesso e Leonardo Schlichting esperam o primeiro filho, que nascer\u00e1 em Portugal Arquivo pessoal<br \/>Michelly rebate o discurso, \u00e0s vezes pol\u00edtico, de que muitos brasileiros planejam ter filhos em Portugal para obter a dupla nacionalidade. \u201cVejo que a maioria das pessoas que t\u00eam vindo para o pa\u00eds re\u00fane boas condi\u00e7\u00f5es financeiras e querem, mesmo, mais seguran\u00e7a para criar seus filhos\u201d, assinala. Formada em recursos humanos, atualmente, ela dedica 100% de seu tempo a Sofia e Laura. &#8220;Sei que sou privilegiada. Meu marido ainda trabalha em home office, na \u00e1rea de TI (Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o), o que torna a nossa rotina com as meninas mais tranquila\u201d, acrescenta.\n<\/p>\n<p>Futuro das crian\u00e7as<br \/>A advogada mineira Francieli Francisquini, 39, \u00e9 m\u00e3e de Lucas, 8, e Mateus, 3. Ela e o marido, o tamb\u00e9m advogado mineiro Pablo Bertoloze, 39, avaliaram que viver na Europa seria a decis\u00e3o mais acertada para preparar a prole para o futuro. \u201cEles ter\u00e3o uma vis\u00e3o de mundo muito maior\u201d, destaca ela, que ficou gr\u00e1vida do ca\u00e7ula em territ\u00f3rio portugu\u00eas. Adaptada a Cascais, onde mora, Francieli tamb\u00e9m gostaria de ter o suporte que encontra em Minas Gerais. \u201cMeus sogros e minha m\u00e3e vieram passar um tempo comigo quando dei \u00e0 luz, porque isso \u00e9 complexo mesmo\u201d, diz, diante da perda da agenda m\u00e9dica. \u201cNo in\u00edcio, bate aquela inseguran\u00e7a, mas os meninos, agora, t\u00eam uma \u00f3tima pediatra\u201d, elogia.\n<\/p>\n<p>A paulistana L\u00edvia Simanauskas, 38, n\u00e3o tinha planos de morar e ter filhos em Portugal. Ela se mudou para Lisboa, em 2017, apenas para fazer um MBA em administra\u00e7\u00e3o. No segundo dia em solo luso, por\u00e9m, conheceu o marido, Victor Abussafi, 36, num churrasco com amigos brasileiros. Hoje, eles residem na Trafaria, em Almada, e s\u00e3o pais de Bento, de 1 ano e 4 meses. \u201cViver no exterior sempre tem pr\u00f3s e contras, mas o acesso a uma boa educa\u00e7\u00e3o para o Bento pesou muito na decis\u00e3o\u201d, conta L\u00edvia.\n<\/p>\n<p>Camilla Fernandes optou pela dedica\u00e7\u00e3o total ao filho Manoel neste momento. O marido, Bruno, apoia Arquivo pessoal<br \/>Ela e o marido, que \u00e9 de Campos de Jord\u00e3o e, atualmente, faz um curso de TI, n\u00e3o pensam em voltar para a terra natal. E conhecem conterr\u00e2neos com o mesmo prop\u00f3sito. \u201cAs pessoas se sentem seguras em Portugal. E, com forma\u00e7\u00e3o qualificada, elas tamb\u00e9m acabam sendo valorizadas no mercado de trabalho e resolvem ficar de vez&#8221;, destaca L\u00edvia. Formada em gest\u00e3o ambiental, ela j\u00e1 pensava em ter um cotidiano menos agitado. Vivendo na cidade de S\u00e3o Paulo, levava duas horas para ir e duas para voltar do emprego, em Tabo\u00e3o da Serra. \u201cE estava infeliz, sem qualidade de vida nenhuma\u201d, assinala\n<\/p>\n<p>M\u00e3es dedicadas<br \/>M\u00e3e de Manoel, de apenas 1 aninho, Camilla Fernandes, 37, a exemplo de Michelly, hoje vive exclusivamente para a maternidade. \u201cSe ele tem febre na creche, tenho de sair correndo\u201d, relata. Ela, que trabalhava como gestora de uma loja de cosm\u00e9ticos, e o marido, o personal trainer e ex-policial militar Bruno Fernandes, 36, trocaram a cidade de S\u00e3o Paulo por Cascais, em 2023. \u201cComo n\u00f3s somos de Curitiba, ainda pensamos em voltar para l\u00e1. Mas acabamos escolhendo Portugal porque queremos dar uma inf\u00e2ncia mais segura para o nosso filho, que poder\u00e1 ir sozinho \u00e0 escola, e, quando crescer, ter\u00e1 a Europa para desbravar\u201d, planeja ela.\n<\/p>\n<p>Nicole Ara\u00fajo \u00e9 m\u00e3e de Aurora. Ela e o marido, Diego Ibanez, t\u00eam uma escola de surf em Cascais Arquivo pessoal<br \/>Tamarys Nalesso, 37, e Leonardo Schlichting, 36, tamb\u00e9m curitibanos, ser\u00e3o pais pela primeira vez. \u00c0 espera de um menino, ela cruzou o Atl\u00e2ntico em setembro passado. Ele desembarcou antes, h\u00e1 nove meses, para encontrar um im\u00f3vel para a fam\u00edlia morar, no distrito de Lisboa, e resolver quest\u00f5es burocr\u00e1ticas comuns aos imigrantes. \u201cCreio que, no Brasil, ficamos cegos, n\u00e3o vemos como o mundo \u00e9 grande\u201d, analisa Leonardo, que, como a mulher, \u00e9 do ramo de TI. \u201cA Europa pode nos trazer muitas oportunidades\u201d, emenda ele. Sobre o crescimento do n\u00famero de beb\u00eas estrangeiros em Portugal, o curitibano avalia que \u201ca Europa \u00e9 um continente que, de uma maneira geral, est\u00e1 envelhecendo h\u00e1 algum tempo\u201d. Por isso, acredita ele, \u201ca imigra\u00e7\u00e3o d\u00e1 um up na taxa de natalidade\u201d, reflete.\n<\/p>\n<p>M\u00e3e de Aurora, de 1 ano e 5 meses, a mineira Nicole Ara\u00fajo, 26, se mudou com toda a fam\u00edlia para Cascais. \u201cA ideia, ali\u00e1s, foi do meu padrasto\u201d, conta ela, que estava na faculdade de direito quando ganhou um novo endere\u00e7o h\u00e1 seis anos. Ela conheceu o marido, o carioca Diego Ibanez, 26, em Portugal, mais especificamente na praia. Hoje, eles t\u00eam uma escola de surfe, onde Diego d\u00e1 aulas. \u201cN\u00f3s crescemos juntos, porque a vida de imigrante n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, mesmo para quem tem familiares por perto\u201d, alerta. \u201cSei que n\u00f3s ajudamos a aumentar a taxa de natalidade de Portugal. E acho que \u00e9 algo muito positivo, porque os jovens portugueses preferem emigrar\u201d, avalia.\n<\/p>\n<p>Fonte: publico.pt              <\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/diariodobrasilnoticias.com.br\/noticia\/dos-bebes-nascidos-em-portugal-10-sao-de-maes-brasileiras-67e3433d2b654\">Source link <\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A presen\u00e7a cada vez maior de brasileiros em Portugal est\u00e1 provocando impactos importantes na demografia do pa\u00eds. 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