{"id":114483,"date":"2025-03-27T23:09:15","date_gmt":"2025-03-27T23:09:15","guid":{"rendered":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/2025\/03\/27\/pescadores-sao-cercados-por-tubaroes-no-rj-veja-video\/"},"modified":"2025-03-27T23:09:20","modified_gmt":"2025-03-27T23:09:20","slug":"pescadores-sao-cercados-por-tubaroes-no-rj-veja-video","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/2025\/03\/27\/pescadores-sao-cercados-por-tubaroes-no-rj-veja-video\/","title":{"rendered":"Pescadores s\u00e3o cercados por tubar\u00f5es no RJ; VEJA V\u00cdDEO"},"content":{"rendered":"<p> <script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8864793242727901\"\r\n     crossorigin=\"anonymous\"><\/script><br \/>\n<\/p>\n<div id=\"taboola-read-more\" style=\"display:block; width:100%\">\n<p>A sa\u00edda para pesca esportiva teve visitantes inesperados na \u00faltima ter\u00e7a-feira (25) em Saquarema, na Regi\u00e3o dos Lagos do Rio de Janeiro. Pescadores estavam em caiaques quando foram surpreendidos por tr\u00eas tubar\u00f5es na altura da Praia da Vila, uma das mais famosas do munic\u00edpio.\n<\/p>\n<p>Todo o momento foi registrado em v\u00eddeo por Filipe de Oliveira Carvalho, prova de que n\u00e3o era hist\u00f3ria de pescador. As imagens foram compartilhadas no perfil dele no Instagram (@filipe.fishing). \u00c9 poss\u00edvel ver a surpresa do encontro, enquanto ele rema no caiaque, um tubar\u00e3o passa muito pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p><strong>ASSISTA:<\/strong>\n<\/p>\n<p>O encontro inesperado trouxe uma rea\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea do pescador:\n<\/p>\n<p>&#8220;Meu Deus do c\u00e9u, um tubar\u00e3o, velho. Mentira! Cora\u00e7\u00e3o veio na boca agora, heim. Tu t\u00e1 doido, velho?&#8221;\n<\/p>\n<p>Ao conversar com outro pescador que tamb\u00e9m estava a bordo de um caiaque, Filipe fala que o equipamento n\u00e3o foi atingido pelo tubar\u00e3o, mas que o animal o seguiu.\n<\/p>\n<p>O bi\u00f3logo marinho e presidente do AquaRio, Marcelo Szpilman, identificou o indiv\u00edduo que aparece nas imagens bem pr\u00f3ximo ao caiaque como um tubar\u00e3o-serra-garoupa (Carcharhinus limbatus). A esp\u00e9cie \u00e9 uma das mais comuns no litoral brasileiro \u2014 e da costa de outras regi\u00f5es, como Caribe e Bahamas \u2014 e pode chegar a 2,5 metros, com cerca de 120 kg. A m\u00e9dia de tamanho \u00e9 de 1,5 metro. Na legenda da publica\u00e7\u00e3o, o pescador afirma poder ser um tubar\u00e3o-lim\u00e3o. O bi\u00f3logo destaca que esta esp\u00e9cie tem, entre as caracter\u00edsticas, a segunda nadadeira dorsal quase t\u00e3o grande quanto a primeira, o que n\u00e3o aparece no v\u00eddeo, e que normalmente nada em \u00e1guas no litoral do Nordeste.\n<\/p>\n<p>\u2014 Em Saquarema h\u00e1 alguns tubar\u00f5es mais costeiros, \u00e9 comum de ter esses encontros. O pescador \u00e9 um sortudo. Para ver um tubar\u00e3o t\u00e3o perto, normalmente \u00e9 preciso ir a um local espec\u00edfico de concentra\u00e7\u00e3o, com 24 horas de navega\u00e7\u00e3o, para ent\u00e3o encontr\u00e1-los \u2014 compara Szpilman, que faz um trabalho de desmitificar esses animais como agressivos e perigosos.\n<\/p>\n<p>Em um segundo v\u00eddeo, gravado na sequ\u00eancia, Filipe mostra p\u00e1ssaros bem pr\u00f3ximos \u00e0 \u00e1gua quando tentavam se alimentar do cardume de manjubinha. Submersos, tr\u00eas tubar\u00f5es tamb\u00e9m miravam os peixes. Em alguns momentos, um deles chegava a saltar para abocanhar a presa.\n<\/p>\n<p>&#8220;Olha s\u00f3! Meu Deus do C\u00e9u! Tem um monte!&#8221;, diz o pescador quando \u00e9 surpreendido pelo salto de um dos tubar\u00f5es.\n<\/p>\n<p>\u2014 D\u00e1 para ver que tem um saco dentro d&#8217;\u00e1gua preso ao caiaque. Pode ser que tenha peixe ou j\u00e1 teve, e tem cheiro. O tubar\u00e3o fica bem pr\u00f3ximo dessa rede. \u00c9 um atrativo para o tubar\u00e3o, que cheira muito bem. Todos s\u00e3o oportunistas. Se t\u00eam chance de alimenta\u00e7\u00e3o, v\u00e3o investigar \u2014 explica o bi\u00f3logo.\n<\/p>\n<p>Em uma das publica\u00e7\u00f5es, uma pessoa comentou: &#8220;Quase que ele te pesca&#8221;.\n<\/p>\n<p>A presen\u00e7a de tubar\u00f5es t\u00e3o perto a embarca\u00e7\u00f5es pode provocar medo, e um certo pavor, mas os riscos de incidentes envolvendo humanos, segundo especialistas, s\u00e3o extremamente baixos. De acordo com dados do Museu da Fl\u00f3rida, a m\u00e9dia anual de ataques n\u00e3o provocados \u00e9 de apenas 64 casos em todo o mundo. Em 2024, o n\u00famero ficou um pouco acima da m\u00e9dia: foram 88 incidentes, sendo quatro fatais. No Rio de Janeiro, desde 1931, apenas sete registros de incidentes fatais com tubar\u00f5es foram documentados.\n<\/p>\n<p>\u2014 \u00c9 importante dizer que o litoral brasileiro tem tubar\u00e3o h\u00e1 milh\u00f5es de anos. Frequentam sempre, como em Ipanema, Copacabana, Saquarema. N\u00e3o representam ame\u00e7a ao ser humano. As chances s\u00e3o absolutamente desprez\u00edveis de um incidente com tubar\u00f5es. No litoral do Rio a \u00e1gua, normalmente, n\u00e3o \u00e9 clara, n\u00e3o \u00e9 o mar do Caribe. Em algumas \u00e9pocas tem uma \u00e1gua mais clara, quando come\u00e7amos a ver coisas que nunca viu. Normalmente os tubar\u00f5es se afastam do litoral de dia, quando tem muita gente, porque t\u00eam medo do homem, e se aproximam para pegar peixe na zona de arrebenta\u00e7\u00e3o \u00e0 noite. Que bom que ainda temos tubar\u00f5es aqui, se n\u00e3o, seriam v\u00e1rios os problemas de sustentabilidade no ecossistema marinho \u2014 diz o bi\u00f3logo.\n<\/p>\n<p>Ao ver as imagens do encontro entre o pescador e os tubar\u00f5es, Szpilman destaca que a postura de Filipe foi correta. Antes de tudo \u00e9 fundamenta se manter calmo. Deve-se permanecer fora da \u00e1gua, quando poss\u00edvel, como foi feito ao seguir no caiaque. Nunca \u00e9 recomendado tentar uma aproxima\u00e7\u00e3o do animal. Quando se est\u00e1 dentro d&#8217;\u00e1gua, embora o instinto possa ser nadar para se distanciar, tamb\u00e9m n\u00e3o deve ser feito.\n<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o adianta nadar achando que vai escapar. N\u00e3o vai nadar mais r\u00e1pido que ele. Ao nadar para fugir, pode se tornar uma poss\u00edvel presa. O indicado \u00e9 encar\u00e1-lo. Como todo grande predador, como um le\u00e3o, tigre ou tubar\u00e3o, quando percebe que a presa j\u00e1 o viu, n\u00e3o ataca. Eles preferem um ataque surpresa, sem que a v\u00edtima os perceba, por isso atacam por tr\u00e1s \u2014 explica, destacando que casos de incidentes de ataques s\u00e3o relacionados a erro de identifica\u00e7\u00e3o visual, em que a pessoa \u00e9 confundida com um animal que integra a cadeia alimentar do tubar\u00e3o.\n<\/p>\n<p><strong>Mais visitas no RJ<\/strong><br \/>Tamb\u00e9m nessa semana, no \u00faltimo domingo (23), um tubar\u00e3o mako (Isurus oxyrinchus) foi observado e filmado nadando entre o Monumento Natural das Ilhas Cagarras e a Praia de Ipanema, na cidade do Rio de Janeiro. \u00c9 a primeira vez que a esp\u00e9cie \u00e9 documentada viva em \u00e1guas pr\u00f3ximas \u00e0 costa carioca. O avistamento foi realizado por uma equipe de mergulhadores da Macau Dive.\n<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o \u00e9 uma not\u00edcia para a gente ficar com medo, pra causar alarde, n\u00e3o. O Rio de Janeiro tem um hist\u00f3rico quase zero de incid\u00eancia de tubar\u00e3o. Ver esse animal aqui pra gente \u00e9 motivo de muita alegria, um predador topo de cadeia, important\u00edssimo pro equil\u00edbrio do ecossistema marinho \u2014 disse Ricardo Gomes, diretor do Instituto Mar Urbano, em publica\u00e7\u00e3o numa rede social.              <\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/diariodobrasilnoticias.com.br\/noticia\/pescadores-sao-cercados-por-tubaroes-no-rj-veja-video-67e5aa32e6b07\">Source link <\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A sa\u00edda para pesca esportiva teve visitantes inesperados na \u00faltima ter\u00e7a-feira (25) em Saquarema, na Regi\u00e3o dos Lagos do Rio de Janeiro. 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