{"id":114861,"date":"2025-03-29T02:38:14","date_gmt":"2025-03-29T02:38:14","guid":{"rendered":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/2025\/03\/29\/carga-tributaria-atinge-maior-patamar-em-15-anos-veja\/"},"modified":"2025-03-29T02:38:15","modified_gmt":"2025-03-29T02:38:15","slug":"carga-tributaria-atinge-maior-patamar-em-15-anos-veja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/2025\/03\/29\/carga-tributaria-atinge-maior-patamar-em-15-anos-veja\/","title":{"rendered":"Carga tribut\u00e1ria atinge maior patamar em 15 anos; veja"},"content":{"rendered":"<p> <script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8864793242727901\"\r\n     crossorigin=\"anonymous\"><\/script><br \/>\n<\/p>\n<div id=\"taboola-read-more\" style=\"display:block; width:100%\">\n<p>A carga tribut\u00e1ria brasileira atingiu 32,3% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2024, o maior patamar em 15 anos, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Tesouro Nacional.\n<\/p>\n<p>Houve um crescimento de 2,06 ponto percentual do PIB em rela\u00e7\u00e3o a 2023, e a maior parte \u00e9 explicada pela tributa\u00e7\u00e3o federal (com aumento de 1,5 ponto). O restante do impulso adicional veio de estados (0,45 ponto) e munic\u00edpios (0,12 ponto).<\/p>\n<p>A chamada carga tribut\u00e1ria bruta \u00e9 estimada pelo Tesouro Nacional seguindo o padr\u00e3o do manual de estat\u00edsticas do FMI (Fundo Monet\u00e1rio Internacional). A s\u00e9rie hist\u00f3rica come\u00e7ou em 2010 \u2014ou seja, o n\u00famero de 2024 \u00e9 o maior j\u00e1 observado. O dado oficial da carga tribut\u00e1ria costuma ser divulgado pela Receita Federal no meio do ano.\n<\/p>\n<p>A constata\u00e7\u00e3o de alta na carga tribut\u00e1ria ocorre ap\u00f3s o governo de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) virar alvo de cr\u00edticas, do Congresso e da popula\u00e7\u00e3o, pelas investidas legislativas para elevar a arrecada\u00e7\u00e3o. A estrat\u00e9gia inclusive fez com que o ministro Fernando Haddad (Fazenda) virasse meme nas redes e ganhasse o apelido jocoso de &#8220;Taxadd&#8221;.\n<\/p>\n<p>Algumas das medidas implementadas pelo governo de fato contribu\u00edram para o aumento da carga. Segundo o relat\u00f3rio do Tesouro, a taxa\u00e7\u00e3o dos fundos exclusivos de investimentos, voltados para os chamados &#8220;super-ricos&#8221;, e dos recursos mantidos em para\u00edsos fiscais (offshores) ajudou a ampliar em 0,5 ponto do PIB a arrecada\u00e7\u00e3o de impostos sobre a renda.\n<\/p>\n<p>A reonera\u00e7\u00e3o de tributos federais sobre combust\u00edveis tamb\u00e9m influenciou o resultado. Segundo o Tesouro, houve um incremento de 0,81 ponto do PIB nas receitas com impostos sobre bens e servi\u00e7os, entre os quais se destacam PIS e Cofins. O crescimento da economia e seu reflexo positivo sobre a venda de bens tamb\u00e9m ajudaram a ampliar a arrecada\u00e7\u00e3o.\n<\/p>\n<p>Ao todo, a Uni\u00e3o respondeu por uma carga de 21,43% do PIB, um patamar recorde na s\u00e9rie. Mas o relat\u00f3rio destaca que uma parcela dessas receitas \u00e9 repartida com estados e munic\u00edpios. A arrecada\u00e7\u00e3o l\u00edquida do governo federal foi menor, equivalente a 16,8% do PIB \u2014abaixo dos n\u00fameros observados entre 2010 e 2013, todos iguais ou acima dos 17% do PIB. A compara\u00e7\u00e3o indica que, com o passar dos anos, a Uni\u00e3o ampliou as transfer\u00eancias aos governos regionais.\n<\/p>\n<p>Na esfera estadual, o aumento da carga decorreu principalmente da reonera\u00e7\u00e3o do ICMS (Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os) sobre combust\u00edveis e do crescimento da venda de bens.\n<\/p>\n<p>J\u00e1 nos governos municipais, o principal fator foi a maior arrecada\u00e7\u00e3o com o ISS (Imposto sobre Servi\u00e7os), influenciada pela expans\u00e3o no volume de vendas desse setor em 2024.\n<\/p>\n<p>Em 2023, a carga tribut\u00e1ria bruta ficou em 30,3% do PIB. Esse n\u00famero foi revisado recentemente pelo Tesouro Nacional. Quando divulgado originalmente, no ano passado, ele era de 32,1% do PIB.\n<\/p>\n<p>Segundo o \u00f3rg\u00e3o, a revis\u00e3o de metodologia foi uma recomenda\u00e7\u00e3o do FMI, que aconselhou os t\u00e9cnicos a retirarem do c\u00e1lculo os recolhimentos ao FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Servi\u00e7o) e as contribui\u00e7\u00f5es para o Sistema S.\n<\/p>\n<p>A reclassifica\u00e7\u00e3o segue o entendimento de que o FGTS \u00e9 uma esp\u00e9cie de fundo de poupan\u00e7a dos trabalhadores. J\u00e1 as receitas do Sistema S ficam fora do controle governamental e, por isso, foram enquadradas como recursos do setor privado.\n<\/p>\n<p>A revis\u00e3o foi aplicada em toda a s\u00e9rie, desde 2010, de modo que o patamar da carga caiu nos anos anteriores, mas n\u00e3o houve mudan\u00e7a em sua trajet\u00f3ria \u2014que atingiu patamar recorde em 2024.\n<\/p>\n<p>Fonte: Folha de S.Paulo              <\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/diariodobrasilnoticias.com.br\/noticia\/carga-tributaria-atinge-maior-patamar-em-15-anos-veja-67e7225625f74\">Source link <\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A carga tribut\u00e1ria brasileira atingiu 32,3% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2024, o maior patamar em 15 anos, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Tesouro Nacional. 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