{"id":115179,"date":"2025-03-30T14:10:27","date_gmt":"2025-03-30T14:10:27","guid":{"rendered":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/2025\/03\/30\/aumenta-o-numero-de-jovens-que-estao-consumindo-bebida-alcoolica-cada-vez-mais-cedo-veja-numeros\/"},"modified":"2025-03-30T14:10:29","modified_gmt":"2025-03-30T14:10:29","slug":"aumenta-o-numero-de-jovens-que-estao-consumindo-bebida-alcoolica-cada-vez-mais-cedo-veja-numeros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/2025\/03\/30\/aumenta-o-numero-de-jovens-que-estao-consumindo-bebida-alcoolica-cada-vez-mais-cedo-veja-numeros\/","title":{"rendered":"Aumenta o n\u00famero de jovens que est\u00e3o consumindo bebida alco\u00f3lica cada vez mais cedo; veja n\u00fameros"},"content":{"rendered":"<p> <script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8864793242727901\"\r\n     crossorigin=\"anonymous\"><\/script><br \/>\n<\/p>\n<div id=\"taboola-read-more\" style=\"display:block; width:100%\">\n<p>Mudan\u00e7as culturais e tecnol\u00f3gicas, como o uso de redes sociais, transformaram a maneira como pessoas que nasceram em per\u00edodos diferentes bebem. Enquanto a gera\u00e7\u00e3o X (nascidos entre 1965 e 1980) cresceu num contexto em que o consumo de \u00e1lcool era amplamente associado \u00e0 socializa\u00e7\u00e3o e \u00e0 curti\u00e7\u00e3o do efeito da embriaguez, os millennials (1981 a 1996) e a gera\u00e7\u00e3o Z (1997 a 2012) adotaram perspectivas mais cautelosas e estrat\u00e9gicas sobre o uso de bebidas, seja pensando na sa\u00fade ou no comportamento.\n<\/p>\n<p>Mas apesar das condutas distintas, uma tend\u00eancia se mant\u00e9m: os jovens est\u00e3o come\u00e7ando a beber cada vez mais cedo, afirma Maur\u00edcio de Souza Lima, m\u00e9dico hebiatra (especialista na sa\u00fade adolescentes) do Hospital das Cl\u00ednicas da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo).<\/p>\n<p>Segundo a Pesquisa Nacional de Sa\u00fade do Escolar (PeNSE) do IBGE, a experimenta\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica entre adolescentes no Brasil passou de 52,9% para 63,2% entre 2012 e 2019. O relat\u00f3rio Vigitel de 2023, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, tamb\u00e9m mostra um crescimento no consumo abusivo de \u00e1lcool na popula\u00e7\u00e3o em geral, de 18,4% para 20,8% entre 2021 e 2023.\n<\/p>\n<p>Enquanto 28% da gera\u00e7\u00e3o X come\u00e7ou a beber antes dos 18 anos, esse percentual subiu para 37% na gera\u00e7\u00e3o Y (millennials) e 48% na gera\u00e7\u00e3o Z, aponta o levantamento Copo Meio Cheio, da Go Magenta, empresa de estrat\u00e9gia de marca e pesquisa.]\n<\/p>\n<p>Para alguns millennials, a ressaca f\u00edsica se tornou um fator determinante na modera\u00e7\u00e3o do consumo. O jornalista Emanuel Colombara, 39, lembra da sua primeira experi\u00eancia com \u00e1lcool, aos 16 anos, e como, com o tempo, passou a considerar a ressaca um &#8220;pre\u00e7o alto a se pagar&#8221;.\n<\/p>\n<p>J\u00e1 Fernanda Vargas, sommelier e especialista em vinhos da mesma gera\u00e7\u00e3o, transformou sua rela\u00e7\u00e3o com o \u00e1lcool ao valorizar a aprecia\u00e7\u00e3o da bebida, e n\u00e3o o excesso: &#8220;A ideia \u00e9 beber menos e aproveitar mais, n\u00e3o beber para ficar b\u00eabado.&#8221;\n<\/p>\n<p>O produtor audiovisual Vinicius Borges, 29, admite que seu maior receio em rela\u00e7\u00e3o ao \u00e1lcool n\u00e3o \u00e9 o impacto na sa\u00fade, mas sim os poss\u00edveis constrangimentos sociais.\n<\/p>\n<p>O comportamento dele reflete uma tend\u00eancia da gera\u00e7\u00e3o Z: 30% dos jovens reduziram o consumo para ter mais autocontrole, afirma tamb\u00e9m o levamento da Go Magenta.\n<\/p>\n<p>O arquiteto Jo\u00e3o Vitor Dias, 26, refor\u00e7a essa vis\u00e3o: &#8220;Valorizamos mais a experi\u00eancia do que beber at\u00e9 ficar b\u00eabado&#8221;.\n<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Goulart, consultor de imigra\u00e7\u00e3o de 25 anos, compartilha uma vis\u00e3o semelhante. &#8220;N\u00e3o bebo com frequ\u00eancia e, quando bebo, \u00e9 com modera\u00e7\u00e3o.&#8221; A postura foi influenciada pela conviv\u00eancia com familiares que enfrentaram problemas com o \u00e1lcool e pela religi\u00e3o.\n<\/p>\n<p>Da gera\u00e7\u00e3o X, o profissional de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o Eduardo Farah, 50, precisou rever sua rela\u00e7\u00e3o com a bebida ap\u00f3s um problema de sa\u00fade e experi\u00eancias com alcoolismo no ambiente de trabalho. Vivendo nos EUA, ele observa uma abordagem mais r\u00edgida no controle do \u00e1lcool, mas tamb\u00e9m o impacto cultural do consumo desenfreado ao atingir a idade legal.\n<\/p>\n<p>A psic\u00f3loga Vanessa Amorim, especialista em terapia cognitiva-comportamental, destaca que a gera\u00e7\u00e3o Z desenvolveu um olhar mais cr\u00edtico sobre o consumo. &#8220;O \u00e1lcool, que j\u00e1 foi s\u00edmbolo de status e sofistica\u00e7\u00e3o, perdeu parte de seu glamour, algo evidente na redu\u00e7\u00e3o da sua presen\u00e7a na cultura pop, como filmes e s\u00e9ries.&#8221;\n<\/p>\n<p>No entanto, o m\u00e9dico Maur\u00edcio de Souza Lima cita a influ\u00eancia das redes sociais na cultura de excesso, que coloca o consumo de \u00e1lcool como uma forma de mostrar que as pessoas est\u00e3o aproveitando o fim de semana e que o \u00e1lcool \u00e9 parte essencial dessa experi\u00eancia. &#8220;As redes sociais contribuem para a normaliza\u00e7\u00e3o dos excessos, criando a ideia de que beber \u00e9 sin\u00f4nimo de divers\u00e3o e status&#8221;, explica.\n<\/p>\n<p>Isso refor\u00e7a uma mentalidade de compensa\u00e7\u00e3o, em que as pessoas buscam se cuidar durante a semana, mas se permitem exagerar no \u00e1lcool aos s\u00e1bados e domingos, como se isso n\u00e3o fosse prejudicial. &#8220;H\u00e1 uma falsa sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a, como se os h\u00e1bitos saud\u00e1veis da semana anulassem os riscos do consumo excessivo no fim de semana&#8221;, alerta Souza Lima.\n<\/p>\n<p>O m\u00e9dico explica que, independentemente da bebida, a quantidade de \u00e1lcool pode ser parecida. Por exemplo, uma dose de vodka ou gin (50 ml), uma ta\u00e7a de vinho (150 ml) e uma lata de cerveja (350 ml) t\u00eam quase a mesma quantidade de \u00e1lcool \u2013cerca de 14 gramas.\n<\/p>\n<p>&#8220;Muitas pessoas n\u00e3o sabem que o consumo de \u00e1lcool est\u00e1 ligado ao c\u00e2ncer de mama e outros riscos \u00e0 sa\u00fade&#8221;, ressalta. Segundo ele, essa falta de informa\u00e7\u00e3o faz com que os excessos sejam normalizados.\n<\/p>\n<p>O h\u00e1bito de beber funciona ainda como uma v\u00e1lvula de escape para o estresse para algumas pessoas, principalmente entre os homens. A cultura de repress\u00e3o emocional faz com que muitos recorram ao \u00e1lcool em vez de buscar apoio psicol\u00f3gico, completa a psic\u00f3loga Vanessa Amorim.\n<\/p>\n<p>Uma pesquisa publicada em fevereiro deste ano no The Lancet refor\u00e7a que o \u00e1lcool \u00e9 uma causa evit\u00e1vel de c\u00e2ncer, j\u00e1 que n\u00e3o existe uma dose segura e a conscientiza\u00e7\u00e3o desse risco \u00e9 baixa.\n<\/p>\n<p>No mesmo m\u00eas, a OMS (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade) divulgou um documento apoiando a inclus\u00e3o de advert\u00eancias nos r\u00f3tulos de bebidas alco\u00f3licas, seguindo o exemplo da Irlanda, mas enfrenta oposi\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria.\n<\/p>\n<p>A psic\u00f3loga e o m\u00e9dico observam que o \u00e1lcool segue um caminho semelhante ao do cigarro, com campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o cada vez mais evidentes sobre seus malef\u00edcios e uma poss\u00edvel redu\u00e7\u00e3o no consumo ao longo do tempo.\n<\/p>\n<p>Fonte: Folha de S. Paulo              <\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/diariodobrasilnoticias.com.br\/noticia\/aumenta-o-numero-de-jovens-que-estao-consumindo-bebida-alcoolica-cada-vez-mais-cedo-veja-numeros-67e949b16f225\">Source link <\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mudan\u00e7as culturais e tecnol\u00f3gicas, como o uso de redes sociais, transformaram a maneira como pessoas que nasceram em per\u00edodos diferentes bebem. 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