{"id":37235,"date":"2024-09-14T19:40:14","date_gmt":"2024-09-14T19:40:14","guid":{"rendered":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/2024\/09\/14\/lula-nao-faz-cobrancas-mais-duras-e-o-governo-mantem-tom-ameno-em-relacao-as-eleicoes-venezuelanas\/"},"modified":"2024-09-14T19:40:22","modified_gmt":"2024-09-14T19:40:22","slug":"lula-nao-faz-cobrancas-mais-duras-e-o-governo-mantem-tom-ameno-em-relacao-as-eleicoes-venezuelanas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/2024\/09\/14\/lula-nao-faz-cobrancas-mais-duras-e-o-governo-mantem-tom-ameno-em-relacao-as-eleicoes-venezuelanas\/","title":{"rendered":"Lula n\u00e3o faz cobran\u00e7as mais duras e o governo mant\u00e9m tom ameno em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s elei\u00e7\u00f5es venezuelanas"},"content":{"rendered":"<p> <script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8864793242727901\"\r\n     crossorigin=\"anonymous\"><\/script><br \/>\n<\/p>\n<div id=\"taboola-read-more\" style=\"display:block; width:100%\">\n<p>Apesar de n\u00e3o ter reconhecido a vit\u00f3ria de Nicol\u00e1s Maduro (Partido Socialista Unido da Venezuela, esquerda) nas elei\u00e7\u00f5es presidenciais da Venezuela, o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) e seu governo adotam cautela e um tom ameno e leniente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 confiabilidade do pleito realizado em 28 de julho.<\/p>\n<p>Diferente de outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e do mundo, como Argentina, Uruguai, Equador e EUA, o petista tamb\u00e9m n\u00e3o diz que o candidato da oposi\u00e7\u00e3o Edmundo Gonz\u00e1lez Urrutia (Plataforma Unit\u00e1ria Democr\u00e1tica, centro-direita) venceu as elei\u00e7\u00f5es presidenciais.<\/p>\n<p>O Poder360 destacou algumas das declara\u00e7\u00f5es do governo brasileiro sobre as elei\u00e7\u00f5es na Venezuela. Leia abaixo:\u00a0<\/p>\n<\/p>\n<p>Segundo declara\u00e7\u00f5es do presidente e notas divulgadas pelo Itamaraty, o Brasil buscar resolver a quest\u00e3o de maneira pac\u00edfica, \u201ccom base no di\u00e1logo entre as principais for\u00e7as pol\u00edticas venezuelanas\u201d. A atitude adotada at\u00e9 o momento \u00e9 de cautela.<\/p>\n<p>No entanto, a atual situa\u00e7\u00e3o na Venezuela, caracterizada por manifesta\u00e7\u00f5es de parte da popula\u00e7\u00e3o, pris\u00e3o de opositores e, mais recentemente, a fuga de Gonz\u00e1lez para a Espanha, pede medidas mais duras.<\/p>\n<p>Em 8 de setembro, Lula convocou uma reuni\u00e3o com assessores do Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores para discutir a quest\u00e3o. O encontro tamb\u00e9m abordou a desautoriza\u00e7\u00e3o do governo Maduro da cust\u00f3dia brasileira sobre a embaixada da Argentina em Caracas.<\/p>\n<p>Segundo apurou o Poder360, o governo ficou irritado com a decis\u00e3o sobre a representa\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica argentina. Mas mant\u00e9m o posicionamento de n\u00e3o cortar rela\u00e7\u00f5es com a Venezuela e continuar com as tentativas de negocia\u00e7\u00e3o, embora Lula tenha falhado em se qualificar como interlocutor para promover a volta da democracia na Venezuela depois das elei\u00e7\u00f5es de 28 de julho.<\/p>\n<p>Desde que foi eleito para o seu 3\u00ba mandato, Lula reatou os la\u00e7os do Brasil com a Venezuela, rompidos durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Mas a rela\u00e7\u00e3o sofreu desgastes antes mesmo das elei\u00e7\u00f5es venezuelanas de 28 de julho.<\/p>\n<p>Um dos acontecimentos que fez o la\u00e7o entre os presidentes estremecer foi quando Maduro disse, em 17 de julho, que a Venezuela poderia acabar em um \u201cbanho de sangue\u201d se ele perdesse o pleito.<\/p>\n<p>Dois dias depois, em 19 de julho, Lula chegou a declarar que n\u00e3o tinha raz\u00f5es para \u201cbrigar\u201d com a Venezuela. Mas em 22 de julho, o presidente afirmou ter ficado assustado com a declara\u00e7\u00e3o do l\u00edder venezuelano.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m disse que Maduro precisava respeitar o processo democr\u00e1tico. Em resposta, o chavista afirmou, sem citar Lula, que quem tinha se assustado com a sua declara\u00e7\u00e3o sobre \u201cbanho de sangue\u201d deveria tomar \u201cum ch\u00e1 de camomila\u201d.<\/p>\n<p>Depois, em 23 de julho, o presidente venezuelano criticou o processo eleitoral brasileiro, dizendo que o pa\u00eds n\u00e3o audita urnas sem apresentar provas. No Brasil, as elei\u00e7\u00f5es s\u00e3o audit\u00e1veis. As etapas do processo eleitoral s\u00e3o acompanhadas por organiza\u00e7\u00f5es e partidos pol\u00edticos.<\/p>\n<p>Em 2022, o Minist\u00e9rio da Defesa enviou ao TSE um relat\u00f3rio produzido por t\u00e9cnicos militares sobre o processo eleitoral no 1\u00ba e no 2\u00ba turnos daquele ano. Apesar de descartar \u201cinconformidades\u201d, citou inconsist\u00eancias e poss\u00edveis vulnerabilidades nas urnas brasileiras.<\/p>\n<p>As declara\u00e7\u00f5es de Maduro fizeram com que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) desistisse de enviar observadores para acompanhar as elei\u00e7\u00f5es presidenciais venezuelanas.<\/p>\n<p>J\u00e1 o governo evitou responder a Maduro, embora o epis\u00f3dio tenha causado irrita\u00e7\u00e3o na c\u00fapula do Executivo brasileiro, j\u00e1 que a credibilidade do sistema \u00e9 questionada por Bolsonaro.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, o Itamaraty minimizou a declara\u00e7\u00e3o de Maduro sobre as urnas, avaliando-a como um discurso para o eleitorado do presidente venezuelano. Tamb\u00e9m considerou que Lula j\u00e1 tinha se posicionado sobre o caso ao cobrar respeito aos resultados das elei\u00e7\u00f5es brasileiras e que n\u00e3o valia, naquele momento, entrar em um embate ret\u00f3rico.<\/p>\n<p>O Brasil manteve a ida do assessor especial para assuntos internacionais da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, Celso Amorim, \u00e0 Venezuela para acompanhar as elei\u00e7\u00f5es. Antes do pleito, o diplomata se reuniu com representantes do governo de Maduro e de Edmundo Gonz\u00e1lez.<\/p>\n<p>Depois que o CNE (Conselho Nacional Eleitoral) da Venezuela anunciou a vit\u00f3ria de Maduro, mas sem divulgar as atas eleitorais, Amorim e o Itamaraty adotaram uma atitude cautelosa. Lula seguiu a mesma linha. A fim de se qualificar como um interlocutor para promover a democracia no pa\u00eds vizinho, n\u00e3o fez cr\u00edticas duras sobre as suspeitas de fraude na elei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 29 de julho, o assessor especial disse em nota enviada ao Poder360 que o governo brasileiro continuava \u201cacompanhando o dos acontecimentos para poder chegar a uma avalia\u00e7\u00e3o baseada em fatos\u201d. Afirmou que \u201ccomo em toda elei\u00e7\u00e3o, tem que haver transpar\u00eancia, o CNE ficou de fornecer as atas que embasam o resultado anunciado\u201d.<\/p>\n<p>Amorim declarou ainda que n\u00e3o endossaria nenhuma narrativa de fraude. \u201c\u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o complexa e n\u00f3s queremos apoiar a normaliza\u00e7\u00e3o do processo pol\u00edtico venezuelano\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O Itamaraty tamb\u00e9m publicou uma nota \u00e0 \u00e9poca. No documento, saudou o \u201ccar\u00e1ter pac\u00edfico\u201d da elei\u00e7\u00e3o venezuelana e reafirmou o \u201cprincipio fundamental da soberania popular a ser observado por meio da verifica\u00e7\u00e3o imparcial dos resultados\u201d.<\/p>\n<p>Disse ainda que a publica\u00e7\u00e3o pelo CNE dos dados de vota\u00e7\u00e3o era um \u201cpasso indispens\u00e1vel para a transpar\u00eancia, credibilidade e legitimidade do resultado do pleito\u201d. Eis a \u00edntegra (PDF \u2013 93 kB).<\/p>\n<p>Em 30 de julho, Lula disse que n\u00e3o havia \u201cnada de grave\u201d e \u201cde anormal\u201d no processo eleitoral do pa\u00eds vizinho, apesar de a oposi\u00e7\u00e3o venezuelana questionar o resultado e alegar fraude.<\/p>\n<p>\u201cTem um processo. N\u00e3o tem nada de grave, n\u00e3o tem nada de assustador. Eu vejo a imprensa brasileira tratando como se fosse a 3\u00aa Guerra Mundial. N\u00e3o tem nada de anormal. Teve uma elei\u00e7\u00e3o, teve uma pessoa que disse que teve 51%, teve uma pessoa que disse que teve 40 e pouco por cento. Um concorda, o outro n\u00e3o. Entra na Justi\u00e7a e a Justi\u00e7a faz\u201d, afirmou em entrevista exclusiva a jornalista Eunice Ramos, da afiliada da TV Globo no Mato Grosso.<\/p>\n<p>A divulga\u00e7\u00e3o dos documentos se tornou uma das principais quest\u00f5es relacionadas a confirma\u00e7\u00e3o da legitimidade do resultado do pleito. O governo brasileiro, inclusive, foca nessa quest\u00e3o ao exigir a publica\u00e7\u00e3o completa das atas para reconhecer a vit\u00f3ria de Maduro ou a de Gonz\u00e1lez. Lula fez isso em:<\/p>\n<p>30.jul.2024: durante conversa por telefone com o presidente dos EUA, Joe Biden, sobre a situa\u00e7\u00e3o na Venezuela;<\/p>\n<p>1\u00ba.ago.2024: em nota conjunta (\u00edntegra \u2013 PDF \u2013 55 kB) com os governo do M\u00e9xico e da Col\u00f4mbia. Mas, na pr\u00e1tica, o documento foi sobretudo para oposi\u00e7\u00e3o, que, majoritariamente, foi \u00e0s ruas cobrar dados detalhados sobre a apura\u00e7\u00e3o, sugerindo que houve fraude. Isso porque, na nota, Brasil, M\u00e9xico e Col\u00f4mbia pediram \u201cconten\u00e7\u00e3o\u201d e \u201ccautela\u201d de todos os \u201catores pol\u00edticos e sociais\u201d para evitar uma escalada de viol\u00eancia na Venezuela. Os pa\u00edses tamb\u00e9m n\u00e3o fizeram uma cobran\u00e7a ostensiva sobre as incongru\u00eancias vistas no processo eleitoral. Maduro classificou o comunicado como \u201cmuito bom\u201d; <\/p>\n<p>5.ago.2024: em visita de Estado ao Chile. Na ocasi\u00e3o, Lula defendeu a transpar\u00eancia dos resultados das elei\u00e7\u00f5es venezuelanas, mas n\u00e3o mencionou morte, pris\u00f5es de opositores e a resist\u00eancia do governo de Maduro em divulgar as atas eleitorais. O presidente havia prometido falar sobre o cen\u00e1rio da Venezuela, mas, no fim da viagem, evitou responder jornalistas sobre o tema a pedido do governo chileno. <\/p>\n<p>30.ago.2024: \u00e0 \u00e9poca, Lula cobrou\u201cprovas\u201d do resultado para aceitar a vit\u00f3ria de Maduro ou da oposi\u00e7\u00e3o.<br \/>Na Venezuela, as atas s\u00e3o enviadas eletronicamente ao CNE, uma transmiss\u00e3o feita por meio de uma rede criptografada e n\u00e3o pela internet.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, c\u00f3pias do documento, impressas pelas urnas, s\u00e3o entregues aos representantes de cada partido venezuelano que estejam no local da vota\u00e7\u00e3o. Diferentemente do Brasil, a ata n\u00e3o \u00e9 fixada na porta ou num quadro de avisos no recinto da vota\u00e7\u00e3o para dar publicidade mais facilitada ao resultado. Mas os partidos pol\u00edticos podem divulgar livremente esses boletins de urna.<\/p>\n<p>Foram essas c\u00f3pias que a oposi\u00e7\u00e3o venezuelana juntou e usa para declarar que Maduro perdeu as elei\u00e7\u00f5es. Estudo realizados por pesquisadores e organiza\u00e7\u00f5es, como o especialista em detec\u00e7\u00e3o de fraude eleitoral e professor da Universidade de Michigan (EUA) Walter Mebane e a MOE (Miss\u00e3o de Observa\u00e7\u00e3o Eleitoral), atestaram a veracidade das atas eleitorais divulgadas pela oposi\u00e7\u00e3o. Suas an\u00e1lises tamb\u00e9m confirmaram a vit\u00f3ria de Gonz\u00e1lez no pleito.<\/p>\n<p>No entanto, em 7\u00ba de agosto, Celso Amorim disse n\u00e3o confiar nos documentos da oposi\u00e7\u00e3o. Em entrevista \u00e0 GloboNews na \u00e9poca, declarou preferir aguardar a divulga\u00e7\u00e3o do resultado oficial antes de se pronunciar. No mesmo dia (7.ago), a l\u00edder da oposi\u00e7\u00e3o Mar\u00eda Corina Machado afirmou estar disposta a entregar as atas eleitorais ao governo brasileiro para comprovar a vit\u00f3ria de Gonz\u00e1lez.<\/p>\n<p>O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela entregou os boletins de urnas ao TSJ (Tribunal Supremo de Justi\u00e7a) do pa\u00eds em agosto. Ambos s\u00e3o alinhados ao governo de Maduro. Em 22 de agosto, o TSJ decidiu que as atas das elei\u00e7\u00f5es de 28 de julho n\u00e3o seriam divulgadas.<\/p>\n<p><strong>ARTICULA\u00c7\u00c3O DE LULA<\/strong><\/p>\n<p>Lula busca n\u00e3o cortar o relacionamento com Maduro. Embora tenha ignorado o l\u00edder venezuelano algumas vezes ao n\u00e3o atender pedidos de conversas do chavista, afirmado que n\u00e3o reconhece sua vit\u00f3ria e declarado que a Venezuela vive em um \u201cregime muito desagrad\u00e1vel\u201d e tem um \u201cgoverno com vi\u00e9s autorit\u00e1rio\u201d, o petista evita classificar o chavista como um ditador.<\/p>\n<p>Em 8 de agosto, disse em reuni\u00e3o ministerial que queria discutir com os ministros uma \u201csolu\u00e7\u00e3o pac\u00edfica\u201d para a quest\u00e3o. O presidente tamb\u00e9m avaliou sugerir a realiza\u00e7\u00e3o de uma nova elei\u00e7\u00e3o presidencial na Venezuela para resolver o impasse sobre o resultado. A ideia foi levada ao petista por Celso Amorim em car\u00e1ter informal. Maduro rejeitou a sugest\u00e3oantes de ela ter a chance de ser formalizada.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao di\u00e1logo com outros pa\u00edses sobre o cen\u00e1rio venezuelano, Lula pareceu priorizar, inicialmente, conversas com M\u00e9xico e Col\u00f4mbia. Antes de a Justi\u00e7a da Venezuela confirmar que n\u00e3o divulgaria as atas eleitorais em 22 de agosto, o ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, Mauro Vieira, reuniu-se virtualmente com os chanceleres dos pa\u00edses latino-americanos em 7 de agosto.<\/p>\n<p>Segundo nota publicada (\u00edntegra \u2013 PDF \u2013 68 kB) pelo Itamaraty, os ministros voltaram a pedir a divulga\u00e7\u00e3o das atas eleitorais, afirmando que \u201cpartem da premissa de que o CNE \u00e9 o \u00f3rg\u00e3o a que corresponde, por mandato legal, a divulga\u00e7\u00e3o transparente dos resultados eleitorais\u201d.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m reiteraram o pedido de \u201ccautela\u201d e \u201cmodera\u00e7\u00e3o\u201d da oposi\u00e7\u00e3o e de \u201ctodos os atores pol\u00edticos e sociais\u201d para evitar uma escalada de viol\u00eancia na Venezuela.<\/p>\n<p>Em 14 de agosto, Lula conversou com o presidente da Col\u00f4mbia, Gustavo Petro (Col\u00f4mbia Humana, esquerda), para tentar encontrar uma sa\u00edda pol\u00edtica para a quest\u00e3o venezuelana. N\u00e3o deu detalhes sobre o di\u00e1logo.<\/p>\n<p>Assim como o Brasil e diferente de outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, os governos da Col\u00f4mbia e M\u00e9xico adotam uma atitude cautelosa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s alega\u00e7\u00f5es de fraude eleitoral na Venezuela, algo que pode ser considerado uma sinaliza\u00e7\u00e3o de condescend\u00eancia a Maduro.<\/p>\n<p>Em compara\u00e7\u00e3o com outros l\u00edderes internacionais que se manifestaram quase que imediatamente, Petro demorou cerca de 2 dias para falar sobre as elei\u00e7\u00f5es venezuelanas depois que o CNE anunciou a vit\u00f3ria de Maduro.<\/p>\n<p>Em 31 de julho, pediu que o governo do chavista permitisse que o pleito terminasse em \u201cpaz\u201d, possibilitando \u201cuma contagem de votos transparente, com a contagem de votos e atas, e com a supervis\u00e3o de todas as for\u00e7as pol\u00edticas em seu pa\u00eds e observadores internacionais profissionais\u201d.<\/p>\n<p>O l\u00edder colombiano tamb\u00e9m afirmou que as \u201cs\u00e9rias d\u00favidas\u201d em rela\u00e7\u00e3o ao processo eleitoral pode levar os venezuelanos a \u201cuma polariza\u00e7\u00e3o violenta, com s\u00e9rias consequ\u00eancias de divis\u00e3o permanente de uma na\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m em 31 de julho, o presidente do M\u00e9xico, Andr\u00e9s Manuel L\u00f3pez Obrador (Morena, esquerda), disse que era preciso esperar a revis\u00e3o das atas. Mas ponderou que n\u00e3o era poss\u00edvel desqualificar o resultado divulgado pelo CNE.<\/p>\n<p>Sem avisar Lula, Obrador suspendeu as conversas sobre a situa\u00e7\u00e3o na Venezuela com Brasil e Col\u00f4mbia em 13 de agosto. O di\u00e1logo entre os governos brasileiro e colombiano envolvendo o tema se mantiveram. Ambos os pa\u00edses divulgaram novos comunicados em:<\/p>\n<p>24.ago.2024: Lula e Petro exigiram pouco do governo de Maduro. Pediram dados \u201cverific\u00e1veis\u201d da elei\u00e7\u00e3o e que a comunidade internacional n\u00e3o aplique san\u00e7\u00f5es \u00e0 Venezuela. Entretanto, os 2 n\u00e3o condenaram o constrangimento que o regime chavista imp\u00f4s ao candidato de oposi\u00e7\u00e3o, Edmundo Gonz\u00e1lez, que, na \u00e9poca, foi convocado a depor para explicar por que mostrou boletins de urna, que s\u00e3o p\u00fablicos. Eis a \u00edntegra (PDF \u2013 98 kB). <\/p>\n<p>3.set.2024: Lula e Petro adotaram um tom um pouco mais preocupado ao criticarem a ordem de pris\u00e3o emitida pela Justi\u00e7a venezuelana contra Gonz\u00e1lez. A medida se deu porque o opositor n\u00e3o compareceu aos depoimentos. No documento, os presidentes afirmaram que a ordem dificulta \u201ca busca por solu\u00e7\u00e3o pac\u00edfica, com base no di\u00e1logo entre as principais for\u00e7as pol\u00edticas venezuelanas\u201d. Eis a \u00edntegra (PDF \u2013 99 kB). <br \/>O assessor especial para assuntos internacionais de Lula tamb\u00e9m se manifestou sobre a ordem de pris\u00e3o contra Gonz\u00e1lez. Em 3 de setembro, disse em entrevista \u00e0 Reuters que a medida era \u201cmuito preocupante\u201d e \u201ca coisa errada a se fazer\u201d. Amorim reconheceu ainda a \u201cescalada autorit\u00e1ria\u201d no pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 como se negar que h\u00e1 uma escalada autorit\u00e1ria na Venezuela. N\u00e3o sentimos abertura para o di\u00e1logo, h\u00e1 uma rea\u00e7\u00e3o muito forte a qualquer coment\u00e1rio, temos not\u00edcias de v\u00e1rias pris\u00f5es \u2014 pr\u00f3prio governo anunciou mais de 2.000 pris\u00f5es, n\u00e3o sei se para intimidar. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida que h\u00e1 um autoritarismo\u201d, disse.<\/p>\n<p>Fonte: Poder360<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/diariodobrasilnoticias.com.br\/noticia\/lula-nao-faz-cobrancas-mais-duras-e-o-governo-mantem-tom-ameno-em-relacao-as-eleicoes-venezuelanas-66e5bd7dd54b5\">Source link <\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar de n\u00e3o ter reconhecido a vit\u00f3ria de Nicol\u00e1s Maduro (Partido Socialista Unido da Venezuela, esquerda) nas elei\u00e7\u00f5es presidenciais da Venezuela, o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) e&hellip;<\/p>","protected":false},"author":1,"featured_media":37236,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"content-type":"","footnotes":""},"categories":[16],"tags":[123,2448,5313,1267],"class_list":["post-37235","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-brasil","tag-diario","tag-noticia","tag-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37235","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37235"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37235\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37237,"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37235\/revisions\/37237"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37236"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37235"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37235"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37235"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}