{"id":56709,"date":"2024-11-09T11:43:29","date_gmt":"2024-11-09T11:43:29","guid":{"rendered":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/2024\/11\/09\/o-pcc-ja-atua-em-24-paises-e-envia-drogas-para-os-cinco-continentes\/"},"modified":"2024-11-09T11:43:31","modified_gmt":"2024-11-09T11:43:31","slug":"o-pcc-ja-atua-em-24-paises-e-envia-drogas-para-os-cinco-continentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/2024\/11\/09\/o-pcc-ja-atua-em-24-paises-e-envia-drogas-para-os-cinco-continentes\/","title":{"rendered":"O PCC j\u00e1 atua em 24 pa\u00edses e envia drogas para os cinco continentes"},"content":{"rendered":"<p> <script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8864793242727901\"\r\n     crossorigin=\"anonymous\"><\/script><br \/>\n<\/p>\n<div id=\"taboola-read-more\" style=\"display:block; width:100%\">\n<p>Era dia de folga, e os dois investigadores da Pol\u00edcia Civil voltavam desarmados de uma partida de futebol quando cruzaram com um Chrysler Stratus cor de vinho na Marginal Pinheiros, em S\u00e3o Paulo. O carro, incomum \u00e0 \u00e9poca, era o mesmo do s\u00f3cio de um dos criminosos do momento: Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, que em pouco tempo passou de batedor de carteira no bairro central do Glic\u00e9rio, onde nasceu, para um dos maiores assaltantes de banco do pa\u00eds. O sed\u00e3 encostou diante de um telefone p\u00fablico e dele desceu um homem alto e narigudo. Como os policiais s\u00f3 tinham visto Marcola por fotografias, n\u00e3o o reconheceram de pronto, mas o nariz avantajado acendeu um alerta. Ao ver a cena, o motorista do ve\u00edculo deu fuga, e deixou o companheiro ali, \u00e0 merc\u00ea dos agentes.\n<\/p>\n<p>\u2014 Eles prenderam o Marcola no dedo, e ele est\u00e1 na cadeia at\u00e9 hoje. Foi uma casualidade, calhou de desconfiarem \u2014 lembra o procurador de Justi\u00e7a M\u00e1rcio S\u00e9rgio Christino, autor de \u201cLa\u00e7os de Sangue, a hist\u00f3ria secreta do PCC\u201d.<\/p>\n<p>Preso desde junho de 1999, Marcola \u00e9 considerado a autoridade m\u00e1xima da fac\u00e7\u00e3o paulista Primeiro Comando da Capital (PCC), presente hoje em todo o Brasil e na Am\u00e9rica Latina, al\u00e9m dos Estados Unidos e de parte da Europa e do Oriente M\u00e9dio, segundo o Grupo de Atua\u00e7\u00e3o Especial de Repress\u00e3o ao Crime Organizado (Gaeco) do Minist\u00e9rio P\u00fablico paulista. Com cerca de 42 mil integrantes devidamente batizados, a organiza\u00e7\u00e3o baseia seus membros em pelo menos 24 pa\u00edses, com tent\u00e1culos que, se inclu\u00edda a distribui\u00e7\u00e3o de droga para intermedi\u00e1rios, alcan\u00e7am os cinco continentes.\n<\/p>\n<p>Atualmente, o PCC soma o dobro de membros fora de S\u00e3o Paulo, onde foi fundado h\u00e1 mais de tr\u00eas d\u00e9cadas, al\u00e9m de mais de mil representantes no exterior, que estreitam la\u00e7os com grupos mafiosos como o cl\u00e3 \u0160aric, da S\u00e9rvia, e a &#8216;Ndrangheta, da Cal\u00e1bria, na It\u00e1lia. O faturamento estimado em no m\u00ednimo US$ 1 bilh\u00e3o ao ano vem, na maior parte, justamente do tr\u00e1fico internacional de entorpecentes, que j\u00e1 responde por 80% do lucro da fac\u00e7\u00e3o, cujo surgimento, ascens\u00e3o e expans\u00e3o al\u00e9m-fronteiras ser\u00e3o tema de uma s\u00e9rie especial em tr\u00eas cap\u00edtulos, que come\u00e7a a ser publicada neste domingo no GLOBO.\n<\/p>\n<p><strong>Massacre do Carandiru<\/strong>\n<\/p>\n<p>O PCC foi formado em 31 de agosto de 1993, na Casa de Cust\u00f3dia de Taubat\u00e9, conhecida como Piranh\u00e3o, com o discurso de combater a opress\u00e3o no sistema prisional e evitar novos massacres como o do Carandiru, ocorrido um ano antes. Teve entre os oito idealizadores Mizael Aparecido da Silva, criador do primeiro estatuto da organiza\u00e7\u00e3o; Idemir Carlos Ambr\u00f3sio, o Sombra, seu primeiro chefe; C\u00e9sar Augusto Roriz da Silva, o Cesinha, cuja assinatura era a decapita\u00e7\u00e3o de rivais; e Jos\u00e9 M\u00e1rcio Fel\u00edcio, o Gelei\u00e3o, inventor da sigla PCC. Marcola, que mais tarde tomaria o controle do grupo, n\u00e3o estava entre os fundadores.\n<\/p>\n<p>Um jogo de futebol entre o \u201cComando Caipira\u201d, detentos de cidades do interior, e o \u201cComando da Capital\u201d, presos do munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo, marca a origem da fac\u00e7\u00e3o. Depois de uma briga entre os times com duas mortes, os rivais pactuaram um acordo de prote\u00e7\u00e3o com medo de repres\u00e1lias. O grupo se manteve oculto at\u00e9 que seus membros come\u00e7aram a ser transferidos para outras cadeias paulistas e passaram a recrutar milhares de integrantes.\n<\/p>\n<p>O pretexto para a funda\u00e7\u00e3o dessa esp\u00e9cie de sindicato para combater supostos abusos do Estado foi o Massacre do Carandiru, mundialmente conhecido como a maior chacina de presos da hist\u00f3ria do pa\u00eds, com 111 mortos \u2014 epis\u00f3dio que consta, inclusive, no estatuto original da quadrilha. Um dia antes da elei\u00e7\u00e3o de 1992, para conter uma briga de fac\u00e3o e o corre-corre de presos na Casa de Deten\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo, o Carandiru, policiais militares de batalh\u00f5es especiais, que pouco conheciam a disposi\u00e7\u00e3o das celas, entraram fortemente armados no pavilh\u00e3o sem energia el\u00e9trica e soltaram os cachorros em cima da massa. Uma testemunha narraria que os PMs se aproximaram batendo em seus escudos e gritando: \u201cA morte chegou, a morte chegou\u201d.\n<\/p>\n<p>Naquele tempo, fac\u00e7\u00f5es estruturadas como as atuais n\u00e3o existiam, apenas grupos isolados que dominavam regi\u00f5es da cidade. H\u00e1 35 anos volunt\u00e1rio no sistema prisional paulista, o m\u00e9dico Drauzio Varella havia acabado de deixar o Carandiru quando a cadeia \u201cvirou\u201d. Ele diz que os pres\u00eddios eram \u201cuma panela de press\u00e3o\u201d, sempre prestes a explodir, mas que desaven\u00e7as do tipo eram comuns \u00e0 \u00e9poca e pass\u00edveis de serem contidas.\n<\/p>\n<p>\u2014 O que se fazia para controlar? Trancava a cadeia, cortava a \u00e1gua, a luz e as refei\u00e7\u00f5es, e deixava os presos l\u00e1 \u00e0 noite. Eles faziam bagun\u00e7a e, no dia seguinte, vinha algu\u00e9m negociar. Aquilo teria acabado sem nenhum problema. S\u00f3 que era v\u00e9spera de elei\u00e7\u00e3o, e um idiota deu a ordem para a PM entrar e dominar a rebeli\u00e3o a qualquer pre\u00e7o \u2014 recorda o m\u00e9dico.\n<\/p>\n<p>A inaptid\u00e3o do Estado, para o promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco, foi determinante para o surgimento e expans\u00e3o da maior organiza\u00e7\u00e3o criminosa do Brasil. H\u00e1 20 anos no combate \u00e0 fac\u00e7\u00e3o, Gakiya j\u00e1 foi alvo de mais de um plano de execu\u00e7\u00e3o por parte do PCC:\n<\/p>\n<p>\u2014 Sem sombra de d\u00favidas, houve a omiss\u00e3o do governo estadual aqui de S\u00e3o Paulo por d\u00e9cadas. Primeiro porque negligenciou o sistema prisional, com as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es de cumprimento de pena, penitenci\u00e1rias lotadas, o epis\u00f3dio do Carandiru&#8230; Mas principalmente por ter negado a exist\u00eancia da fac\u00e7\u00e3o por quase uma d\u00e9cada.\n<\/p>\n<p><strong>A expans\u00e3o global<\/strong>\n<\/p>\n<p>Se, antes, o mote do grupo era, supostamente, a ajuda aos presos e seus familiares, financiando advogados e viagens de \u00f4nibus para as visitas \u00e0s cadeias no interior, n\u00e3o demorou para que o cen\u00e1rio mudasse. O foco no faturamento com atividades criminosas variadas coincide com a ascens\u00e3o no in\u00edcio dos anos 2000 de Marcola, que apostou as fichas no que viria a se tornar a principal fonte de renda do bando: o tr\u00e1fico de drogas.\n<\/p>\n<p>A jogada rendeu frutos e, nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, o PCC n\u00e3o apenas refor\u00e7ou a hegemonia nos pres\u00eddios paulistas, como tamb\u00e9m expandiu seus bra\u00e7os para todo o territ\u00f3rio nacional, controlando em m\u00faltiplos pontos a venda de entorpecentes. Mais recentemente, sua \u00faltima e mais ambiciosa investida foi fincar ra\u00edzes na Europa e estruturar o tr\u00e1fico para fora do Brasil. O alcance internacional chamou a aten\u00e7\u00e3o do governo americano. Em 2021, o PCC foi inclu\u00eddo em uma lista de bloqueios da Ag\u00eancia de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em ingl\u00eas), institui\u00e7\u00e3o do Departamento de Tesouro dos Estados Unidos.\n<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria da internacionaliza\u00e7\u00e3o da fac\u00e7\u00e3o come\u00e7a com seu estabelecimento em Santos, n\u00e3o por acaso a cidade que abriga o maior porto do Brasil. Em meados dos anos 2000, a organiza\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o era hegem\u00f4nica na regi\u00e3o e disputava alguns pontos de venda de droga com Ronaldo Barsotti, o Naldinho. Preso em 2005 e libertado em 2009, ele desapareceu e nunca mais foi visto. O sumi\u00e7o, informalmente atribu\u00eddo ao PCC, abriu definitivamente o espa\u00e7o para o grupo controlar o varejo do tr\u00e1fico no litoral paulista.\n<\/p>\n<p>\u2014 O PCC j\u00e1 tinha contato com pessoas do porto: estivadores, operadores de scanner e outros trabalhadores, que eventualmente moravam nas comunidades em que eles traficavam \u2014 diz Gabriel Patriarca, pesquisador do N\u00facleo de Estudos da Viol\u00eancia da Universidade de S\u00e3o Paulo (NEV-USP).\n<\/p>\n<p>Patriarca destaca que a entrada da fac\u00e7\u00e3o no ramo do atacado s\u00f3 se consolidou na d\u00e9cada seguinte. Embora h\u00e1 tempos os navios que sa\u00edam de Santos fossem usados no tr\u00e1fico internacional de coca\u00edna, a chegada do PCC profissionalizou o esquema.\n<\/p>\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, marinheiros recrutados por traficantes em bares e estabelecimentos na orla eram cooptados para levar droga na bagagem pessoal ou em sacolas de compra, um improviso que permitia levar quantidades n\u00e3o maiores do que 30kg. O PCC consolidou o transporte da droga dentro dos cont\u00eaineres de carga, fazendo com que a escala do tr\u00e1fico em Santos deixasse de ser medida em dezenas de quilos e passasse \u00e0s centenas, com apreens\u00f5es de mais de uma tonelada.\n<\/p>\n<p>Para Patriarca, o PCC soube aproveitar uma oportunidade que Naldinho n\u00e3o tinha estrutura para bancar. Quadrilhas como os grupos eslavos e da It\u00e1lia j\u00e1 viam Santos como uma rota promissora para obter coca\u00edna sul-americana, mas faltava encontrar o parceiro ideal. Segundo a criminologista italiana Anna Sergi, professora da Universidade de Essex (Inglaterra), o contato com a organiza\u00e7\u00e3o brasileira n\u00e3o foi s\u00f3 uma quest\u00e3o de oportunismo. Os traficantes europeus sabiam que o PCC tinha capacidade de operar nos portos porque, essencialmente, tamb\u00e9m funciona como uma m\u00e1fia.\n<\/p>\n<p>\u2014 Essa palavra tem um significado muito espec\u00edfico. Ela define grupos que t\u00eam interesse em acumular lucros por meios ilegais e legais, bem como em ganhar poder e governan\u00e7a extraterritorial \u2014 afirma Sergi.\n<\/p>\n<p>Em paralelo \u00e0 expans\u00e3o internacional, o grupo buscou a fachada de atividades l\u00edcitas, inclusive de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos, para lavar o dinheiro proveniente das atividades criminosas \u2014 mais uma pr\u00e1tica comum \u00e0s m\u00e1fias. Em abril, o Minist\u00e9rio P\u00fablico paulista denunciou o elo da fac\u00e7\u00e3o com o Estado em cidades de S\u00e3o Paulo, estabelecido h\u00e1 quase uma d\u00e9cada. Entre outros m\u00e9todos, a fac\u00e7\u00e3o usava duas das maiores empresas de \u00f4nibus da capital para travestir de legalidade a renda obtida com o tr\u00e1fico de drogas. O PCC, como apontam diferentes investiga\u00e7\u00f5es, est\u00e1 entranhado no mercado formal, na pol\u00edtica e at\u00e9 no Judici\u00e1rio.\n<\/p>\n<p>\u2014 O processo de expans\u00e3o do PCC segue cada vez mais potente, com muito mais dinheiro envolvido, com a mesma ideologia antissistema bastante viva. Nos \u00faltimos anos, houve uma amplia\u00e7\u00e3o gigantesca de capacidade de opera\u00e7\u00e3o, sobretudo nos mercados transnacionais, com coca\u00edna na frente, mas tamb\u00e9m ouro, armas e todos os tipos de lavagem de dinheiro \u2014 enumera Gabriel Feltran, pesquisador em sociologia do crime no Centro Nacional de Pesquisas Cient\u00edficas da Fran\u00e7a (CNRS) e autor de \u201cIrm\u00e3os: Uma hist\u00f3ria do PCC\u201d.\n<\/p>\n<p><strong>Navios, veleiros e at\u00e9 mergulhadores<\/strong>\n<\/p>\n<p>Os primeiro m\u00e9todo que o PCC usou para despachar coca\u00edna em grandes quantidades para o exterior \u00e9 chamado de rip-on\/rip-off. A estrat\u00e9gia consiste em arrombar cont\u00eaineres e recrutar pessoas carregando grandes quantidades da droga em mochilas para despej\u00e1-la rapidamente no compartimento, que \u00e9 fechado com um lacre clonado para passar despercebido pela alf\u00e2ndega. Na Europa, os parceiros internacionais do PCC conseguiam resgatar a droga no porto de destino.\n<\/p>\n<p>De l\u00e1 pra c\u00e1, para despistar a fiscaliza\u00e7\u00e3o, a opera\u00e7\u00e3o foi aperfei\u00e7oada com diferentes estrat\u00e9gias, como a oculta\u00e7\u00e3o da droga entre sacas de gr\u00e3os, o emprego de veleiros e at\u00e9 a contrata\u00e7\u00e3o de mergulhadores profissionais, que ocultam a carga no casco de navios. O mergulho em portos \u00e9 perigoso especialmente em lugares como Santos, onde a \u00e1gua \u00e9 muito turva. Em 2022, um brasileiro recrutado pelo PCC morreu no porto de Newcastle (Austr\u00e1lia) ao mergulhar para tentar recuperar uma carga de coca\u00edna. O incidente despertou autoridades tamb\u00e9m para a entrada da fac\u00e7\u00e3o na rota \u00c1sia\/Pac\u00edfico, que paga mais pela coca\u00edna no varejo.\n<\/p>\n<p>A diversifica\u00e7\u00e3o das modalidades de despacho da droga \u00e9 apontada como uma das poss\u00edveis causas para a queda nas apreens\u00f5es em Santos desde 2019, quando o \u00edndice atingiu um pico ap\u00f3s a Receita Federal tornar obrigat\u00f3rio o escaneamento por raio-X de qualquer carga destinada \u00e0 Europa. Outra hip\u00f3tese \u00e9 que a coca\u00edna esteja saindo mais de outros portos, coo Paranagu\u00e1 (PR), Salvador (BA) e Bel\u00e9m (PA).\n<\/p>\n<p>\u2014 Em v\u00e1rias apreens\u00f5es recentes em outros portos, percebemos, inclusive, o envolvimento de criminosos da Baixada (Santista)\u2014 destaca Daniel Cora\u00e7a, chefe da Delegacia de Santos da PF.\n<\/p>\n<p>A droga remetida pelo PCC segue para dezenas de portos diferentes, mas alguns com mais frequ\u00eancia, como Le Havre (Fran\u00e7a), Hamburgo (Alemanha), Roterd\u00e3 (Holanda) e, sobretudo, Antu\u00e9rpia (B\u00e9lgica). S\u00e3o v\u00e1rios os elementos que contribu\u00edram para a maior fac\u00e7\u00e3o brasileira conquistar mercados internacionais, segundo os especialistas, e um deles foi a capacidade de criar uma marca. A sigla PCC, frisa Anna Sergi, \u00e9 hoje quase t\u00e3o conhecida pelos criminologistas quanto nomes dos cart\u00e9is mexicanos e colombianos hist\u00f3ricos, atualmente mais fragmentados.\n<\/p>\n<p>Outro fator \u00e9 a reputa\u00e7\u00e3o de efici\u00eancia que o grupo come\u00e7ou a construir. Empregando menos viol\u00eancia e mais organiza\u00e7\u00e3o, o PCC ganhou a confian\u00e7a de g\u00e2ngsteres mundiais, que n\u00e3o podem recorrer \u00e0 Justi\u00e7a quando um neg\u00f3cio d\u00e1 errado. Esse processo, que inclui formas mais elaboradas de lavar dinheiro, tamb\u00e9m fez parte da evolu\u00e7\u00e3o de outras quadrilhas pelo mundo.\n<\/p>\n<p>\u2014 Grupos italianos, como a &#8216;Ndrangheta e a Cosa Nostra (m\u00e1fia siciliana), passaram por essa transforma\u00e7\u00e3o. Reduziram a viol\u00eancia e emergiram mais profissionais, atuando em crimes de colarinho branco e outros mais tradicionais, como extors\u00e3o \u2014 explica Sergi.\n<\/p>\n<p>Fonte: O Globo              <\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/diariodobrasilnoticias.com.br\/noticia\/o-pcc-ja-atua-em-24-paises-e-envia-drogas-para-os-cinco-continentes-672f32825adab\">Source link <\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Era dia de folga, e os dois investigadores da Pol\u00edcia Civil voltavam desarmados de uma partida de futebol quando cruzaram com um Chrysler Stratus cor de vinho na Marginal Pinheiros,&hellip;<\/p>","protected":false},"author":1,"featured_media":56710,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"content-type":"","footnotes":""},"categories":[16],"tags":[123,2448,5313,1267],"class_list":["post-56709","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-brasil","tag-diario","tag-noticia","tag-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56709","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56709"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56709\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":56711,"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56709\/revisions\/56711"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/56710"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56709"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56709"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvbrazilusa.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56709"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}